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Sintomas de demência vascular: veja como reconhecer os sinais de alerta

A demência vascular é uma condição neurológica ligada à circulação do cérebro; o quadro pode afetar o pensamento, a memória e os movimentos

Resumo
  • A demência vascular é uma das principais causas de demência e afeta memória, raciocínio e a organização das tarefas da rotina do paciente;
  • O problema acontece quando a circulação de sangue no cérebro é prejudicada, muitas vezes após um AVC ou lesões nos vasos, e pode piorar em etapas;
  • No início, é comum aparecerem dificuldades de atenção, planejamento e raciocínio mais lento, o que pode ser confundido com o envelhecimento;
  • Também podem aparecer mudanças na forma de andar, no equilíbrio e no comportamento, percebidas por quem convive com a pessoa;
  • O diagnóstico e o acompanhamento são feitos por médicos, com base nos sintomas, histórico e exames, já que não existe um único teste que confirme o quadro.
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A demência vascular provoca mudanças no raciocínio, na memória e na forma como o paciente organiza tarefas rotineiras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 55 milhões de pessoas têm algum tipo de demência.

O quadro aparece quando o sangue não circula do jeito certo no cérebro, muitas vezes depois de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou por lesões nos vasos. Os sinais podem surgir de forma repentina ou em etapas, com pioras após novos episódios.

Mudanças na atenção, na capacidade de planejar e no ritmo do pensamento costumam aparecer no início e podem ser confundidas com o envelhecimento. O controle de fatores como pressão alta, diabetes e colesterol ajuda a reduzir o risco de evolução do quadro.

Neurologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas que têm sintomas de demência vascular. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que é a demência vascular e por que acontece?

A demência vascular é a segunda causa mais comum de demência, atrás apenas da Doença de Alzheimer, conforme o MSD Manuals. O quadro traz perda de funções como memória, raciocínio e atenção, em intensidade suficiente para afetar a vida diária.

A condição acontece quando o cérebro tem prejuízo na circulação de sangue e oxigênio, o que leva à morte de células nervosas. Esse processo pode acontecer depois um AVC ou após pequenos episódios repetidos de interrupção do fluxo sanguíneo.

Sendo assim, lesões em pequenos vasos do cérebro estão entre os principais mecanismos envolvidos e podem diminuir a velocidade do pensamento e a capacidade de organização ao longo do tempo.

Leia também: Demência vascular: o que é, sintomas e quando buscar ajuda médica

Quais são os sintomas da demência vascular?

Os sintomas da demência vascular mudam de acordo com a região do cérebro afetada pela falta de circulação de sangue. Diferente do Alzheimer, em que a perda de memória recente costuma aparecer primeiro, nesse quadro outros sinais podem aparecer antes.

Sintomas cognitivos: dificuldade para pensar e planejar

O dano nos vasos do cérebro pode afetar as chamadas funções executivas, que ajudam na organização do pensamento e das ações da rotina, o que pode se manifestar como:

  • Lentidão de pensamento: a pessoa demora mais para entender informações e responder perguntas;
  • Dificuldade de planejamento e organização: tarefas da rotina, como fazer uma lista de mercado ou pagar contas, ficam mais difíceis;
  • Problemas de atenção e concentração: manter o foco em uma conversa ou atividade pode se tornar mais complicado;
  • Dificuldade em tomar decisões e resolver problemas: o julgamento e a capacidade de escolha podem ficar prejudicados.

Essas mudanças podem dificultar a rotina e a independência do paciente e precisam ser avaliadas por um médico para entender a causa.

Leia também: Sinais de demência em idosos: como identificar no dia a dia

Sintomas motores: mudanças no corpo

A falta da circulação do sangue e do oxigênio em áreas do cérebro que controlam o movimento pode causar sinais físicos, como:

  • Mudanças na forma de andar: passos mais curtos, arrastados e sensação de instabilidade ao caminhar;
  • Perda de equilíbrio e quedas frequentes: a pessoa pode ficar mais insegura ao se movimentar;
  • Fraqueza em um lado do corpo: pode lembrar uma sequela de AVC;
  • Incontinência urinária: perda do controle da urina, que pode aparecer cedo no quadro.

A presença desses sinais pode indicar um problema no cérebro e precisa ser avaliada por um especialista para orientar o diagnóstico e o tratamento certo.

Sintomas comportamentais: impacto emocional

As mudanças no cérebro também podem afetar as emoções e o comportamento da pessoa. Nesse caso, é comum que os familiares percebam sinais como:

  • Apatia: perda de interesse e de vontade para fazer atividades que antes eram prazerosas;
  • Depressão e ansiedade: sentimentos de tristeza, preocupação e irritação podem aparecer com frequência;
  • Mudanças de humor súbitas: a pessoa pode chorar ou rir de forma inesperada em algumas situações;
  • Agitação ou confusão mental: o sintoma pode piorar no fim do dia ou em locais diferentes do habitual.

Essas alterações podem ser confundidas com estresse ou envelhecimento, mas podem indicar que algo está errado e devem ser avaliadas. O reconhecimento precoce dos sinais ajuda a começar os cuidados que podem retardar a progressão do quadro.

Leia também: Sintomas do Alzheimer em idosos: como começa e o que observar

Como os sintomas evoluem ao longo do tempo?

A demência vascular não costuma piorar de forma contínua, como no Alzheimer. Nesse caso, os sintomas geralmente evoluem em “degraus”. A pessoa pode ficar estável por um tempo e, depois de um novo problema na circulação do cérebro, ter uma piora em algumas habilidades. Depois disso, pode voltar a um período de estabilidade até ter outro evento.

Demência vascular e Alzheimer são diferentes?

A demência vascular e o Alzheimer afetam a memória e o raciocínio, mas têm causas e primeiros sintomas diferentes:

Característica

Demência vascular

Alzheimer

Causa principal

Danos causados pela redução do fluxo de sangue no cérebro, como em casos de AVC

Acúmulo de proteínas no cérebro, que atrapalham o funcionamento dos neurônios

Início dos sintomas

Geralmente, afeta primeiro a capacidade de planejar, manter a atenção e pensar rápido

Na maioria dos casos, começa com dificuldade para lembrar acontecimentos recentes

Progressão

Pode aparecer de repente ou em etapas, com períodos em que os sintomas ficam estáveis

Geralmente evolui de maneira lenta, progressiva e constante

Sinais físicos

Mudanças na forma de andar e no equilíbrio podem aparecer logo no início do quadro

Dificuldades de movimento costumam aparecer em fases mais avançadas

O diagnóstico certo depende da avaliação de um médico, geralmente um neurologista, já que o acompanhamento e os cuidados podem mudar de acordo com o tipo de demência identificado.

Como é feito o diagnóstico da demência vascular?

O diagnóstico da demência vascular é feito por um médico especialista, como neurologista ou geriatra, a partir da avaliação dos sintomas e do histórico do paciente. Não existe um exame único que confirme o quadro. Em geral, a investigação inclui:

  1. Histórico clínico: o médico pergunta sobre os sintomas, quando começaram e fatores de risco como pressão alta, diabetes, colesterol alto e AVC;
  2. Exames neurológicos e testes cognitivos: avaliam memória, raciocínio, linguagem e outras funções do cérebro;
  3. Exames de imagem: exames como ressonância magnética ou tomografia ajudam a identificar alterações nos vasos e lesões no cérebro.

A confirmação do diagnóstico ajuda a entender qual tipo de demência o paciente tem e a definir os próximos passos do tratamento.

Existe tratamento para a demência vascular?

A demência vascular não tem cura, porque os danos causados ao cérebro não podem ser revertidos. Sendo assim, o tratamento busca evitar piora do quadro e aliviar os sintomas. Além disso, o controle de fatores como pressão alta, diabetes, colesterol alto e tabagismo é uma parte importante do cuidado, já que diminui o risco de novos danos no cérebro.

Alguns remédios também podem ser usados para tratar sintomas como depressão e agitação. E terapias como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia podem ajudar a manter a autonomia e a rotina do paciente por mais tempo.

Leia também: Diabetes: sintomas, diagnóstico e controle da doença

Quando procurar atendimento médico?

É importante buscar avaliação de um especialistas quando aparecem mudanças na memória, no comportamento ou no raciocínio, principalmente em pessoas com fatores de risco vascular. Por isso, fique atento a:

  • Alterações repentinas no comportamento, no raciocínio ou na memória;
  • Dificuldade cada vez maior para fazer tarefas simples da rotina;
  • Quedas frequentes ou mudanças visíveis na forma de andar;
  • Confusão mental junto com qualquer um desses sintomas.

Identificar o problema cedo permite começar o controle dos fatores de risco mais rapidamente, o que pode ajudar a retardar a piora da doença e organizar melhor o tratamento ao longo do tempo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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