A demência vascular é uma condição neurológica ligada à circulação do cérebro; o quadro pode afetar o pensamento, a memória e os movimentos
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A demência vascular provoca mudanças no raciocínio, na memória e na forma como o paciente organiza tarefas rotineiras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 55 milhões de pessoas têm algum tipo de demência.
O quadro aparece quando o sangue não circula do jeito certo no cérebro, muitas vezes depois de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou por lesões nos vasos. Os sinais podem surgir de forma repentina ou em etapas, com pioras após novos episódios.
Mudanças na atenção, na capacidade de planejar e no ritmo do pensamento costumam aparecer no início e podem ser confundidas com o envelhecimento. O controle de fatores como pressão alta, diabetes e colesterol ajuda a reduzir o risco de evolução do quadro.
Neurologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas que têm sintomas de demência vascular. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A demência vascular é a segunda causa mais comum de demência, atrás apenas da Doença de Alzheimer, conforme o MSD Manuals. O quadro traz perda de funções como memória, raciocínio e atenção, em intensidade suficiente para afetar a vida diária.
A condição acontece quando o cérebro tem prejuízo na circulação de sangue e oxigênio, o que leva à morte de células nervosas. Esse processo pode acontecer depois um AVC ou após pequenos episódios repetidos de interrupção do fluxo sanguíneo.
Sendo assim, lesões em pequenos vasos do cérebro estão entre os principais mecanismos envolvidos e podem diminuir a velocidade do pensamento e a capacidade de organização ao longo do tempo.
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Os sintomas da demência vascular mudam de acordo com a região do cérebro afetada pela falta de circulação de sangue. Diferente do Alzheimer, em que a perda de memória recente costuma aparecer primeiro, nesse quadro outros sinais podem aparecer antes.
O dano nos vasos do cérebro pode afetar as chamadas funções executivas, que ajudam na organização do pensamento e das ações da rotina, o que pode se manifestar como:
Essas mudanças podem dificultar a rotina e a independência do paciente e precisam ser avaliadas por um médico para entender a causa.
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A falta da circulação do sangue e do oxigênio em áreas do cérebro que controlam o movimento pode causar sinais físicos, como:
A presença desses sinais pode indicar um problema no cérebro e precisa ser avaliada por um especialista para orientar o diagnóstico e o tratamento certo.
As mudanças no cérebro também podem afetar as emoções e o comportamento da pessoa. Nesse caso, é comum que os familiares percebam sinais como:
Essas alterações podem ser confundidas com estresse ou envelhecimento, mas podem indicar que algo está errado e devem ser avaliadas. O reconhecimento precoce dos sinais ajuda a começar os cuidados que podem retardar a progressão do quadro.
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A demência vascular não costuma piorar de forma contínua, como no Alzheimer. Nesse caso, os sintomas geralmente evoluem em “degraus”. A pessoa pode ficar estável por um tempo e, depois de um novo problema na circulação do cérebro, ter uma piora em algumas habilidades. Depois disso, pode voltar a um período de estabilidade até ter outro evento.
A demência vascular e o Alzheimer afetam a memória e o raciocínio, mas têm causas e primeiros sintomas diferentes:
O diagnóstico certo depende da avaliação de um médico, geralmente um neurologista, já que o acompanhamento e os cuidados podem mudar de acordo com o tipo de demência identificado.
O diagnóstico da demência vascular é feito por um médico especialista, como neurologista ou geriatra, a partir da avaliação dos sintomas e do histórico do paciente. Não existe um exame único que confirme o quadro. Em geral, a investigação inclui:
A confirmação do diagnóstico ajuda a entender qual tipo de demência o paciente tem e a definir os próximos passos do tratamento.
A demência vascular não tem cura, porque os danos causados ao cérebro não podem ser revertidos. Sendo assim, o tratamento busca evitar piora do quadro e aliviar os sintomas. Além disso, o controle de fatores como pressão alta, diabetes, colesterol alto e tabagismo é uma parte importante do cuidado, já que diminui o risco de novos danos no cérebro.
Alguns remédios também podem ser usados para tratar sintomas como depressão e agitação. E terapias como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia podem ajudar a manter a autonomia e a rotina do paciente por mais tempo.
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É importante buscar avaliação de um especialistas quando aparecem mudanças na memória, no comportamento ou no raciocínio, principalmente em pessoas com fatores de risco vascular. Por isso, fique atento a:
Identificar o problema cedo permite começar o controle dos fatores de risco mais rapidamente, o que pode ajudar a retardar a piora da doença e organizar melhor o tratamento ao longo do tempo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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