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Revisado em: 26/06/2026

Incontinência urinária: entenda os tipos, quais as causas e como prevenir 

A incontinência urinária causa perda involuntária de urina; o problema pode afetar homens e mulheres em diferentes idades  

Resumo
  • A incontinência urinária é a perda involuntária de urina e pode afetar significativamente a qualidade de vida
  • Existem diferentes tipos da condição, incluindo de esforço, urgência, mista, por transbordamento e funcional
  • As causas variam entre homens e mulheres e podem envolver gravidez, menopausa e problemas na próstata
  • O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e exames complementares
  • O tratamento pode incluir mudanças de hábitos, fisioterapia pélvica, medicamentos e procedimentos cirúrgicos

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A incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária da urina, é uma condição mais comum do que se imagina. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o problema atinge 45% das mulheres e 15% dos homens acima de 40 anos de idade.  

Longe de ser apenas um inconveniente, a disfunção pode ter um impacto significativo na qualidade de vida, autoestima e bem-estar emocional. Mas existem diversas opções de tratamento e medidas preventivas que podem ajudar a controlar e até mesmo curar essa condição.

A equipe da Rede Américas conta com especialistas preparados para diagnosticar e tratar os diferentes tipos de incontinência urinária. Agende a sua avaliação.

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O que é incontinência urinária?

A incontinência urinária é definida como a perda involuntária de urina, ocorrendo quando os mecanismos de controle do aparelho urinário não funcionam adequadamente. Essa perda pode variar desde pequenas gotas até jatos mais intensos e frequentes.

O quadro pode ser desencadeado por fatores fisiológicos, neurológicos e até mesmo comportamentais. A sensação de não esvaziar a bexiga é mais comum nas mulheres, principalmente após a gravidez e durante o envelhecimento.

 

Mas os homens também podem ser afetados, sobretudo aqueles com histórico de problemas na próstata ou intervenções cirúrgicas na região. A incontinência urinária não é uma parte normal do envelhecimento e, na maioria dos casos, pode ser tratada ou controlada com sucesso.


É fundamental entender que ela não é uma doença em si, mas um sintoma de que algo no sistema urinário não está funcionando corretamente.

 

Principais tipos de incontinência urinária

Existem diversos tipos de incontinência urinária, cada um com características e causas distintas. Entre os principais tipos, destacam-se:

Incontinência de esforço

Ocorre quando há perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir ou levantar objetos pesados. Esse tipo é especialmente comum em mulheres após a gravidez ou durante a menopausa, quando há alterações hormonais que afetam o tônus muscular da região pélvica.

Sua causa principal está relacionada ao enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico. Eles são essenciais para o suporte da bexiga e da uretra, caracterizando uma origem muscular do problema.

Incontinência de urgência (bexiga hiperativa)

O tipo é caracterizado pela necessidade súbita e incontrolável de urinar. A incontinência de urgência está frequentemente associada a uma hiperatividade do músculo detrusor, que é responsável pela contração da bexiga. 

A perda de urina pode ocorrer mesmo com a bexiga contendo pouco volume, sendo provocada por contrações involuntárias. Os pacientes podem sentir uma vontade intensa de urinar que não conseguem adiar, resultando em episódios de perda involuntária.

Incontinência mista 

A incontinência urinária mista é a combinação dos tipos de esforço e urgência. O indivíduo apresenta sintomas de ambas as formas, tornando o manejo e tratamento um pouco mais complexos.

Incontinência por transbordamento

Acontece quando a bexiga não consegue esvaziar completamente, levando a um acúmulo de urina que eventualmente vaza. Essa condição é comum em indivíduos com obstruções do trato urinário ou problemas neurológicos que interferem na função de esvaziamento da bexiga.

Incontinência funcional

O tipo funcional não está diretamente relacionado a problemas no sistema urinário, mas sim a dificuldades físicas ou cognitivas que impedem o indivíduo de chegar ao banheiro a tempo. Essa forma é mais frequente em idosos ou pessoas com limitações de mobilidade.

Causas da incontinência urinária

A incontinência urinária é uma condição com diversas causas potenciais. Em muitos casos, vários fatores contribuem para o seu desenvolvimento. Os motivos mais comuns incluem:

Fatores comuns em mulheres

A anatomia feminina e eventos reprodutivos tornam as mulheres mais suscetíveis. Esta é uma causa importante, especialmente para a incontinência urinária de esforço. 

Gravidez, parto vaginal, menopausa (devido à diminuição do estrogênio), obesidade e cirurgias pélvicas podem levar ao enfraquecimento do assoalho pélvico. Exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico, como os exercícios de Kegel, ajudam na prevenção e tratamento.

Fatores comuns em homens

Nos homens, a incontinência está frequentemente associada a problemas na próstata. O aumento benigno da próstata (hiperplasia prostática) pode obstruir o fluxo de urina. 

 

Nesta condição, o músculo detrusor da bexiga se contrai involuntariamente, resultando em urgência urinária e incontinência de urgência. As causas podem estar relacionadas a alterações neurológicas, irritação da bexiga, consumo excessivo de cafeína ou álcool, ou mesmo serem idiopáticas (sem causa identificada).

Infecções urinárias 

Infecções do trato urinário (ITU) podem irritar a bexiga e desencadear sintomas de urgência e incontinência. A inflamação causada pela infecção pode aumentar a sensibilidade da bexiga e levar a contrações involuntárias do músculo detrusor. O tratamento geralmente resolve os sinais de incontinência.

Obstruções do trato urinário 

Obstruções resultantes de cálculos, tumores ou hiperplasia prostática benigna, ou seja, aumento da próstata (em homens) podem levar à incontinência por transbordamento, pois impedem o esvaziamento completo da bexiga.

Doenças neurológicas

Condições como Parkinson, esclerose múltipla, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e lesões na medula espinhal podem afetar os nervos que controlam a bexiga.

Medicamentos

Diuréticos, sedativos, antidepressivos, relaxantes musculares e medicamentos para pressão alta são alguns exemplos que podem contribuir para a incontinência.

Constipação crônica

prisão de ventre pode exercer pressão sobre a bexiga e os músculos do assoalho pélvico, contribuindo para a incontinência urinária, sobretudo com o tipo de esforço. 

Manter uma dieta rica em fibras e uma boa hidratação pode ajudar a prevenir a constipação e, consequentemente, reduzir o risco de incontinência. Fatores de risco como idade avançada, obesidade, tabagismo, histórico familiar da condição e outras condições médicas como diabetes também aumentam a probabilidade.

Sintomas de incontinência urinária

Os primeiros sintomas podem variar, mas costumam incluir escapes ocasionais de urina ao tossir ou espirrar e uma necessidade mais frequente de urinar. 

Além da urgência súbita e intensa para ir ao banheiro e sensação de não esvaziar completamente a bexiga. É importante estar atento a esses sinais e procurar um médico se eles persistirem ou se tornarem incômodos.

Diagnóstico da incontinência urinária: exames e avaliação

A avaliação geralmente começa com uma consulta em que o médico urologista ou ginecologista fará perguntas sobre os sintomas, histórico médico e medicamentos em uso. A investigação inclui também os hábitos de vida (como consumo de líquidos e cafeína), histórico de gravidez e partos (em mulheres) e outras condições relevantes. 

No exame físico, deve ser feita a avaliação do abdômen, a palpação da bexiga e pode ser realizado também um exame pélvico (em mulheres) ou retal (em homens). O objetivo desse último procedimento é avaliar o tônus muscular do assoalho pélvico e identificar possíveis prolapsos (queda de órgãos pélvicos). 

Em homens, o exame da próstata também pode ser realizado. O profissional de saúde pode pedir para o paciente preencher um diário miccional por alguns dias. Nesse diário, ele deverá registrar a frequência e o volume das micções, os episódios de incontinência, os fatores desencadeantes (como tosse ou urgência) e o consumo de líquidos. 

Alguns outros exames também podem ser solicitados. São eles:

  • Exame de urina: para descartar infecções urinárias. O exame pode identificar a presença de bactérias, sangue ou outros sinais de processos infecciosos
  • Testes urodinâmicos: avaliam o funcionamento da bexiga e da uretra durante o enchimento e o esvaziamento da bexiga 
  • Ultrassonografia da bexiga e do trato urinário: para avaliar o volume de urina residual na bexiga após a micção, identificar cálculos renais ou tumores e avaliar a anatomia do trato urinário

Além disso, a cistoscopia pode ser realizada para investigar razões específicas, como tumores, cálculos ou estenoses (estreitamentos) da uretra. Trata-se de um exame endoscópico que permite visualizar o interior da bexiga e da uretra através de um tubo fino e flexível com uma câmera na extremidade (cistoscópio). 

O que é bom para incontinência urinária?

tratamento da incontinência urinária varia de acordo com a causa e a gravidade dos sintomas. Para muitos pacientes, mudanças no estilo de vida e terapias comportamentais são suficientes para manter a disfunção controlada. 

Entre elas, está a redução do consumo de bebidas cafeinadas e alcoólicas, a perda de peso e a prática de exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico. Além do treinamento da bexiga, urinando em horários programados.

Através de exercícios específicos, a fisioterapia pélvica fortalece os músculos da região, contribuindo para um melhor controle da bexiga e redução dos episódios.

Há também medicamentos que podem ser prescritos para auxiliar no controle da sintomatologia e melhorar o tônus muscular. Por exemplo, anticolinérgicos podem ajudar a reduzir a hiperatividade do músculo detrusor, enquanto outras medicações podem ser indicadas para tratar infecções ou condições inflamatórias associadas à incontinência.

Em alguns casos, dispositivos como pessários podem ser utilizados para oferecer suporte adicional à bexiga. Eles ajudam a reduzir a perda involuntária de urina, principalmente em mulheres com incontinência de esforço.

Quando os tratamentos conservadores não são eficazes, procedimentos cirúrgicos podem ser indicados. A cirurgia de sling, por exemplo, é um dos métodos mais utilizados para tratar a incontinência de esforço, proporcionando suporte adicional à uretra.

Segundo a SBU, com informações do Ministério da Saúde, foram realizadas 29,3 mil intervenções cirúrgicas entre 2020 e 2024.

Como evitar incontinência urinária?

Uma recomendação comum para a prevenção da incontinência é manter um peso saudável. Isso porque o excesso de peso aumenta a pressão sobre a bexiga e o assoalho pélvico, contribuindo para a manifestação do problema. 

Para manter um peso saudável, é preciso adotar outras medidas que também contribuem para essa prevenção, como uma dieta nutritiva e rica em fibras (que pode prevenir constipação, que por sua vez pode agravar o distúrbio). 

Fazer exercícios físicos regulares e hidratação adequada também é importante. Se manter hidratado evita a concentração excessiva de urina, que pode irritar a bexiga. Além disso, a prática regular de exercícios do assoalho pélvico (exercícios de Kegel) fortalece os músculos que sustentam a bexiga, ajudando a prevenir episódios. 


Também é recomendável ir ao banheiro sempre que sentir vontade de urinar e reduzir o consumo de cafeína e álcool. Assim como diminuir a ingestão de alimentos condimentados, que podem irritar a bexiga e aumentar os episódios de urgência urinária.

Quando procurar um médico para incontinência urinária?

É hora de procurar um especialista se a perda de urina, mesmo que em pequena quantidade, começar a interferir em suas atividades diárias e bem-estar. Não hesite em marcar uma consulta se você:

  • Os episódios de perda de urina se tornarem frequentes ou intensos
  • Houver desconforto ou dor durante a micção
  • Surgirem sinais de infecção urinária, como febre ou ardência ao urinar
  • O quadro afetar negativamente a qualidade de vida, causando constrangimento ou isolamento social
  • Acorda frequentemente à noite para urinar
  • Sente necessidade de usar absorventes para incontinência
  • Você notar qualquer alteração súbita no padrão de micção

Seja através de terapias comportamentais, intervenções farmacológicas ou procedimentos cirúrgicos, o tratamento para incontinência urinária visa restaurar a confiança e a independência dos pacientes. 

A integração de cuidados – que envolve médicos, fisioterapeutas e nutricionistas – permite que as abordagens terapêuticas sejam personalizadas para atender às necessidades de cada indivíduo. 

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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