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Revisado em: 03/07/2026

Médico especialista em cabeça e pescoço: quando procurar ajuda médica

Caroços que aparecem no pescoço, feridas que não cicatrizam são sinais que merecem investigação e cuidado

Resumo
  • Especialista em cabeça e pescoço pode ajudar na detecção de tumores, precocemente;
  • Brasil registrou altos índices de tumores de cabeça e pescoço, entre 2000 e 2017;
  • Diagnóstico precoce aumenta chances de cura;
  • Nem todos os sintomas são especificamente sinais de câncer: é preciso acompanhar a saúde periodicamente.

 

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Às vezes um pigarro que não passa e vive incomodando, aquela dor de garganta que se arrasta por semanas ou um nódulo que você começou a sentir ao passar a mão no pescoço. A tendência é esperar passar, achar que esses sinais vão ir embora sozinhos, mas não vão.

Pode ser que, na maioria das vezes, esses sinais possam vir a passar. Mas pode ser que não. Alguns deles fazem parte de um grupo de doenças que exige uma atenção maior, porque quanto mais cedo elas forem identificadas, maiores serão as chances de um tratamento simples e eficaz.

A Rede Américas conta com especialistas em cabeça e pescoço renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que faz o médico especialista em cabeça e pescoço?

O cirurgião de cabeça e pescoço cuida de uma região bastante ampla do corpo: boca, língua, faringe, tireoide, glândulas salivares e os linfonodos do pescoço. É ele quem investiga alterações nessas estruturas, desde nódulos benignos até tumores malignos. Dependendo dos casos, ele pode até conduzir o tratamento cirúrgico quando for necessário.

Esse especialista trabalha lado a lado com otorrinolaringologistas, oncologistas clínicos e radioterapeutas. A doença pode afetar funções tão básicas quanto respirar, falar, mastigar e engolir, então o cuidado raramente é feito por um profissional isolado.

Vale lembrar que nem toda alteração nessa região é câncer. Nódulos de tireoide, cistos, inflamações crônicas e alterações benignas nas glândulas salivares também passam pelas mãos desse especialista. Na maioria dos casos, a resolução é tranquila.

Leia também: Quando um nódulo passa a ser preocupante?

Quais sintomas merecem atenção

Alguns sinais, quando persistem por mais de duas ou três semanas, justificam uma consulta.

  • Rouquidão que não melhora, sobretudo em fumantes;
  • Ferida na boca ou na língua que não cicatriza;
  • Dor de garganta persistente, sem relação com gripes ou resfriados;
  • Dificuldade ou dor para engolir;
  • Caroço ou inchaço no pescoço que não some;
  • Dor de ouvido sem alteração visível no ouvido;
  • Sangramento nasal recorrente ou nariz entupido de um lado só;
  • Manchas brancas ou vermelhas na boca que não desaparecem.

Nenhum desses sintomas significa câncer. Todos eles têm em comum o fato de se confundirem com problemas do dia a dia, como sinusite ou inflamação na garganta. São essas semelhanças que podem atrasar o diagnóstico. Por isso, a orientação de especialistas é simples: se os sintomas não passaram em duas ou três semanas, é válido buscar avaliação médica.

Quantas pessoas são diagnosticadas com câncer de cabeça e pescoço no Brasil?

Os números ajudam a entender o tamanho da questão. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre os anos 2000 e 2017, 78,2% dos casos foram diagnosticados em estágios III ou IV, ou seja, avançados. A maior porcentagem do estudo indica que os tumores ocorreram na hipofaringe, seguidos por orofaringe, cavidade oral e laringe.

Já a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço informou que no ano de 2025, as regiões que concentraram o maior número de casos foram a Sudeste, com 20 mil casos, e Nordeste, com mais de 10 mil, respectivamente. Esses números também fazem parte de uma previsão feita pelo INCA.

Em 2023, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 13.661 cirurgias para tratar câncer de cabeça e pescoço, além de 71.695 sessões de quimioterapia e 13.310 de radioterapia relacionadas à doença. No mesmo ano, foram registrados 2.068 óbitos por tumores malignos nessa região, uma leve queda em relação ao ano anterior.

Tabagismo, consumo de álcool em excesso e infecção de HPV estão entre os principais fatores de risco. E o diagnóstico tardio segue sendo um dos maiores desafios: boa parte dos casos só chega ao especialista quando a doença já está em estágio avançado, justamente porque os primeiros sintomas parecem coisas simples.

Para a médica oncologista do Hospital da Bahia, Dra. Stella Dourado, há também outro fator a ser considerado. As pessoas não relacionam o HPV com câncer bucal, que é um dos tipos que aparecem nessa região. “As pessoas não associam o câncer de boca ao HPV. Todo mundo tem essa associação muito clara com o câncer de colo uterino. Por exemplo, tem diversas campanhas, mas é um câncer que pode estar relacionado a esse vírus por conta do sexo oral desprotegido”, explica.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação começa com um exame clínico detalhado, incluindo a palpação do pescoço em busca de nódulos ou alterações. Dependendo do que for encontrado, o médico pode solicitar exames complementares, como:

  • Endoscopia para observar a laringe e faringe diretamente;
  • Ultrassonografia para avaliar a tireoide e os linfonodos;
  • Tomografia computadorizada ou ressonância magnética para mapear a extensão de uma possível lesão;
  • Biópsia para confirmar se as células são benignas ou malignas.

Esses processos costumam ser rápidos e a maior parte desses casos investigados tendem a não confirmar um câncer. Ainda assim, a investigação precisa ser levada a sério, porque é ela que define o próximo passo do tratamento e acompanhamento clínico.

Quais são os tratamentos possíveis?

O tratamento varia de acordo com o tipo de lesão, sua localização e o estágio em que foi encontrada. Nem todo caso que passa pelo especialista em cabeça e pescoço vira uma discussão sobre câncer: muitos se resolvem com acompanhamento clínico, medicação ou pequenos procedimentos.

Quando a doença é confirmada, os tratamentos podem ser:

  • Cirurgia para remover o tumor ou os linfonodos comprometidos;
  • Radioterapia que é isolada no local, mas geralmente é combinada com outros tratamentos;
  • Quimioterapia que é mais indicada em casos avançados;
  • Acompanhamento com fonoaudiólogo para a recuperação da fala, mastigação e deglutição.

Se a confirmação de câncer for realizada nos estágios iniciais, o tratamento tem boas chances de ser bem-sucedido. É por isso que o acompanhamento com o especialista faz tanta diferença, independente do sintoma.

Onde encontrar esse cuidado

A Rede Américas reúne hospitais em diferentes regiões do país, com estrutura para o diagnóstico e o tratamento de doenças de cabeça e pescoço. Entre eles estão o Hospital Bahia, em Salvador; o LeForte, em São Paulo; o Hospital Nossa Senhora do Carmo, no Rio de Janeiro; e o Hospital Madre Theodora, em Campinas.

Ter acesso a um especialista qualificado, perto de casa, muda a forma como esses sintomas são encarados. É importante dar atenção à sua saúde, independente do sinal que o corpo esteja dando naquele momento.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • BRASIL. Ministério da Saúde. INCA divulga pesquisa inédita sobre o panorama do câncer de cabeça e pescoço no Brasil. 2025. Disponível: https://www.gov.br/inca/pt-br/canais-de-atendimento/imprensa/releases/2025/inca-divulga-pesquisa-inedita-sobre-o-panorama-do-cancer-de-cabeca-e-pescoco-no-brasil. Acesso em: 3 jul. 2026.
  • RÁDIO CBN 91,3 FM/SALVADOR (BA). Em entrevista, oncologista, Stella Dourado discorre sobre a prevenção ao câncer de boca. Data Veiculação: 18/05/2026 às 11h44. Duração: 00:17:03. Acesso em: 1 jul. 2026.
  • Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Estimativa de Câncer de Cabeça e Pescoço para 2025. Disponível: https://sbccp.org.br/julhoverde/estimativa-de-cancer-de-cabeca-e-pescoco-para-2025/. Acesso em: 3 jul. 2026.
  • BRASIL. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Números de câncer. Estimativa. Disponível: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa. Acesso em: 3 jul. 2026.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. ‘Julho Verde’ alerta para o combate ao câncer de cabeça e pescoço. 2024. Disponível: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/julho/julho-verde-alerta-para-o-combate-ao-cancer-de-cabeca-e-pescoco. Acesso em: 3 jul. 2026.
  • BRASIL. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Revista Brasileira de Cancerologia (RBC). Perfil Socioeconômico de Pessoas com Câncer de Laringe e Cavidade Oral em Tratamento no Instituto Nacional de Câncer. Disponível: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/download/3566/2997?inline=1. Acesso em: 3 jul. 2026.
  • Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço. Tratamento para o câncer de cabeça e pescoço: conheça as opções. 2023. Disponível: https://www.gbcp.org.br/post/tratamento-para-o-cancer-de-cabeca-e-pescoco-conheca-as-opcoes. Acesso em: 3 jul. 2026.

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