A laringoscopia permite visualizar lesões na garganta; a biópsia confirma a presença de células cancerosas
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Começa com uma rouquidão que não melhora, uma sensação de arranhado na garganta que persiste por semanas ou uma dificuldade sutil para engolir. Sintomas como esses, quando não desaparecem, podem ser indicativos de câncer de garganta.
Embora essas manifestações também possam estar relacionadas a infecções ou outras condições benignas, a persistência dos sinais merece atenção médica. Quanto mais cedo a investigação é iniciada, maiores são as chances de um diagnóstico precoce e de um tratamento eficaz.
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A jornada diagnóstica sempre se inicia com uma avaliação médica especializada. Ignorar sinais persistentes pode atrasar a detecção de condições que exigem tratamento imediato. O especialista é a figura central que irá guiar todo o processo.
O profissional indicado para investigar sintomas na garganta é o médico otorrinolaringologista ou o cirurgião de cabeça e pescoço. Durante a consulta, ele realizará a anamnese, uma entrevista detalhada sobre os possíveis sintomas do câncer de garganta, seu início, duração e fatores de melhora ou piora.
Além de investigar hábitos como tabagismo e consumo de álcool, que são um dos principais fatores de risco para a neoplasia, conforme aponta a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica diz que a junção do tabagismo com o ato de beber deixam os indivíduos saudáveis 20 vezes mais predispostos a desenvolver a doença.
Após a conversa, o médico fará um exame físico minucioso. Isso inclui a palpação do pescoço em busca de nódulos ou gânglios linfáticos aumentados, que podem indicar a presença da doença. Essa avaliação inicial é fundamental para direcionar os próximos passos e definir quais exames são necessários.
Para obter um diagnóstico preciso, não basta apenas ouvir os sintomas; é preciso ver o que está acontecendo.
Exames endoscópicos permitem que o médico observe as estruturas internas da faringe e da laringe com alta definição, identificando qualquer anormalidade. Para detectar o câncer de garganta, o processo geralmente inicia com a laringoscopia, seguida por exames de imagem confirmatórios.
O principal exame para essa visualização é a laringoscopia. Ela pode ser feita de duas formas:
Durante este exame, o profissional procura por lesões, úlceras, alterações de cor ou qualquer crescimento anormal de tecido. A tecnologia de imagem de banda estreita (NBI), utilizada em alguns desses exames endoscópicos, é eficaz para identificar lesões e orientar biópsias com maior precisão.
Leia também: Nódulo no pescoço que dói pode ser câncer? Saiba os sintomas
A visualização de uma lesão suspeita durante a laringoscopia é um forte indicativo, mas não é a confirmação final. Para ter certeza de que se trata de uma neoplasia maligna, é indispensável analisar uma amostra do tecido afetado.
A biópsia é o procedimento no qual um pequeno fragmento da lesão suspeita é removido para análise. Mesmo que ela seja o exame principal para detectar câncer de garganta, técnicas modernas e menos invasivas podem analisar raspados celulares para identificar células tumorais.
Geralmente, o procedimento é realizado em centro cirúrgico, sob anestesia geral, durante um exame chamado laringoscopia direta. Nesse procedimento, o médico utiliza instrumentos específicos para coletar a amostra de tecido com precisão.
O material coletado na biópsia é enviado para um laboratório de patologia. Lá, o médico patologista realiza a análise histopatológica, examinando as células em um microscópio. Este exame é o único capaz de afirmar se o material colhido é cancerígeno, além de determinar o tipo específico do tumor.
Uma vez confirmado o diagnóstico de câncer de garganta, o próximo passo é entender a extensão da doença. Isso é chamado de estadiamento.
Os exames de imagem são as ferramentas utilizadas para mapear o tumor e verificar se ele atingiu estruturas vizinhas ou outros órgãos. Cada tipo de exame oferece informações diferentes e complementares para a equipe médica.
A ultrassonografia do pescoço é um exame rápido e não invasivo que pode ser utilizado para avaliar os gânglios linfáticos cervicais. Ele não serve para diagnosticar o tumor primário na garganta, mas pode guiar uma punção (biópsia com agulha fina) de um linfonodo suspeito, caso seja necessário.
Dependendo do caso, a equipe médica pode solicitar exames adicionais para avaliar o estado de saúde geral do paciente e planejar o tratamento de forma segura. Exames de sangue comuns, por exemplo, verificam as funções do fígado e dos rins. Eles também podem auxiliar no monitoramento de lesões que possam progredir para tumores malignos.
Avaliações com fonoaudiólogo e nutricionista também podem ser necessárias para preparar o paciente para as terapias.
O diagnóstico do câncer de garganta envolve uma sequência de etapas, cada uma com um papel fundamental. Se você apresenta algum sintoma persistente, a ação mais importante é procurar um especialista. A investigação correta e o diagnóstico em fase inicial são os maiores aliados para um tratamento bem-sucedido.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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