InícioSaúdeSintomas

Revisado em: 17/08/2026

w: Saiba qual o sintoma de esclerose múltipla, como reconhecer as manifestações e quais exames podem auxiliar na investigação 

Qual o sintoma de esclerose múltipla e como identificar os primeiros sinais

A esclerose múltipla pode causar alterações visuais e formigamentos; surtos podem causar novos sintomas ou piorar manifestações anteriores   

Resumo
  • A esclerose múltipla apresenta sintomas variados que dependem da área do sistema nervoso afetada
  • Alterações visuais repentinas, como dor ao mover os olhos ou visão dupla, estão entre os primeiros sinais
  • Sensações de dormência, formigamento e fraqueza muscular costumam ocorrer de forma episódica
  • A fadiga extrema é uma manifestação frequente e impacta diretamente as atividades diárias
  • A avaliação por um neurologista é indispensável diante de sintomas que duram mais de 24 horas

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
qual o sintoma de esclerose múltipla1.jpg

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica em que o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, a camada protetora dos nervos. Assim, a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo sofre interferências.

A apresentação clínica da doença é altamente variável. Cada paciente vivencia um padrão único de manifestações. Identificar essas alterações nos estágios iniciais permite uma intervenção médica rápida, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida.

Não ignore sinais neurológicos recorrentes. Conte com uma avaliação especializada de neurologistas. Agende seu atendimento na Rede Américas.

Hospital

Localização

Agendamento

Hospital Leforte Morumbi

Rua dos Três Irmãos, 121

Marque a consulta com um neurologista em São Paulo

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12

Encontre um neurologista perto de você em Niterói

Hospital Paraná

Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 1929 - Zona 05, Maringá - PR

Agende seu horário com um neurologista em Maringá

A Rede Américas conta com neurologistas renomados.

Encontre um especialista perto de você!

Como começam os primeiros sinais da doença?

A fase inicial da esclerose múltipla raramente segue um roteiro fixo. A condição atinge diversas regiões do cérebro e da medula espinhal, provocando manifestações variadas que surgem principalmente em surtos inflamatórios.

Dessa forma, os sinais dependem especificamente da área afetada pela inflamação. As alterações de sensibilidade, como formigamentos, e a perda de força nos membros representam os sintomas iniciais mais comuns. 

Algumas pessoas relatam pequenos tropeços e desequilíbrio ao caminhar. Outras percebem dormência temporária nas mãos ou nos pés. A imprevisibilidade é uma marca da condição, e os episódios podem surgir de forma abrupta. 

Fatores como estresse físico, infecções ou o aumento da temperatura corporal podem intensificar temporariamente essas queixas. O acompanhamento médico permite que haja uma investigação detalhada logo no início do quadro.

Qual o sintoma de esclerose múltipla? 

O dano neurológico se traduz em desafios físicos, sensoriais e cognitivos. A seguir, estão detalhadas algumas das principais manifestações clínicas.

Alterações visuais e oculares

Os problemas de visão configuram o primeiro sintoma para grande parte dos pacientes. A neurite óptica, que é a inflamação do nervo óptico, causa dor ao movimentar o olho, visão turva e redução temporária da percepção de cores. 

Também é possível surgir diplopia, quadro em que o paciente enxerga objetos duplicados devido ao desalinhamento muscular ocular.

Sensibilidade e formigamento

Alterações sensoriais figuram entre as queixas mais precoces e persistentes. É possível observar dormência severa nos braços, no tronco ou nas pernas. 

Danos na medula espinhal e a perda gradual de neurônios explicam essas falhas sensitivas contínuas. Alguns relatam sensação semelhante a choques elétricos na coluna ao flexionar o pescoço, além de aperto no tórax.

Fadiga e fraqueza muscular

A fadiga na esclerose múltipla difere do cansaço comum, manifestando-se como uma exaustão intensa desproporcional ao esforço físico. 

A perda de força muscular acompanha o quadro com frequência. Essa fraqueza pode ocorrer na forma de crises transitórias ou evoluir para uma redução progressiva das capacidades motoras, dificultando tarefas simples.

Dificuldades motoras e rigidez

O comprometimento das vias motoras gera obstáculos claros para a locomoção. A espasticidade, caracterizada pelo aumento da rigidez muscular, provoca dor e limitações principalmente nas pernas. 

O paciente também pode apresentar tremores, desequilíbrio e tontura, elevando o risco de quedas na rotina. Com o avanço dos danos na medula espinhal e a perda de neurônios, a perda de força pode resultar em limitações físicas progressivas. O manejo precoce é indispensável para conter essa evolução.

Controle urinário e intestinal

Disfunções no trato pélvico requerem atenção especial. O dano nos nervos que controlam a bexiga provoca urgência miccional ou dificuldade de esvaziamento completo. O intestino também sofre alterações, sendo a constipação frequente em decorrência da lentidão no trânsito digestivo.

Leia também: Esclerose múltipla é grave? Saiba os sintomas e como é viver com a doença 

Como funcionam os surtos e remissões?

A forma mais comum da doença é a remitente-recorrente. Ela se caracteriza por episódios agudos de disfunção neurológica, chamados de surtos. Durante um surto, sintomas antigos podem se agravar ou novos sinais aparecem. 

Os períodos duram de alguns dias a semanas, seguidos por uma fase de recuperação parcial ou completa. 

Evidências científicas demonstram que crises frequentes na fase inicial aumentam consideravelmente o risco de perda motora definitiva no futuro. O tratamento adequado reduz o impacto dessas inflamações no sistema nervoso.

Quando é o momento de procurar um neurologista?

A presença de alterações neurológicas exige avaliação profissional com um neurologista, mesmo que elas desapareçam espontaneamente. 

Postergar a consulta compromete a oportunidade de proteger o tecido cerebral contra lesões permanentes. Observe a duração e a frequência das queixas para relatar ao especialista.

Sintoma observado

Duração do episódio

Ação recomendada

Visão embaçada unilateral ou dor ao mover o olho

Mais de 24 horas

Agendar avaliação neurológica e oftalmológica

Formigamento ou dormência aguda nos membros

Persistente ao longo dos dias

Procurar um neurologista para mapeamento sensorial e reflexos

Fraqueza muscular acompanhada de desequilíbrio

Súbita ou progressiva

Buscar pronto-atendimento ou consulta especializada

O neurologista conduzirá exames clínicos e solicitará exames complementares essenciais. A ressonância magnética do cérebro e da medula espinhal identifica eventuais áreas de inflamação e desmielinização. Avaliações laboratoriais de sangue e do líquor ajudam a confirmar o diagnóstico e descartar outras condições neurológicas.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • FILIPPI, M. et al. The ageing central nervous system in multiple sclerosis: the imaging perspective. Brain, jul. 2024. DOI: https://doi.org/10.1093/brain/awae251. Disponível em: https://academic.oup.com/brain/article/147/11/3665/7718946. Acesso em: 14 ago. 2026.
  • RODRÍGUEZ-MENÉNDEZ, S. et al. Influencia de la capacidad manipulativa en la calidad de vida y actividades de la vida diaria en la esclerosis múltiple. Revista de Neurología, abr. 2024. DOI: https://doi.org/10.33588/rn.7808.2023297. Disponível em: https://www.imrpress.com/journal/RN/78/8/10.33588/rn.7808.2023297. Acesso em: 14 ago. 2026.
  • SHARMIN, S. et al. The risk of secondary progressive multiple sclerosis is geographically determined but modifiable. Brain, 27 jun. 2023. DOI: https://doi.org/10.1093/brain/awad218. Disponível em: https://academic.oup.com/brain/article/146/11/4633/7208967. Acesso em: 14 ago. 2026.
  • TRAPP, B. D. et al. Cortical neuronal loss and cerebral white matter demyelination in multiple sclerosis: a retrospective study. The Lancet Neurology, 2018. DOI: https://doi.org/10.1016/S1474-4422(18)30245-X. Disponível em: https://www.thelancet.com/journals/laneur/article/PIIS1474-4422(18)30245-X/fulltext. Acesso em: 14 ago. 2026.
  • WONG, J. K. et al. Cerebrospinal fluid immunoglobulins in primary progressive multiple sclerosis are pathogenic. Brain, 2023. DOI: https://doi.org/10.1093/brain/awad031. Disponível em: https://academic.oup.com/brain/article/146/5/1979/7024973. Acesso em: 14 ago. 2026. 

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300