O mioma uterino é um tumor benigno que pode crescer em diferentes partes do útero; o tratamento depende dos sintomas, do tamanho do nódulo e se a mulher quer engravidar
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O tratamento do mioma uterino pode incluir remédios ou cirurgia, e a escolha depende dos sintomas e do tamanho dos nódulos, além dos planos para uma gravidez. Em alguns casos, quando o quadro não atrapalha a vida da mulher, o acompanhamento pode ser suficiente.
Os remédios, por sua vez, ajudam a controlar sinais como sangramento menstrual intenso e dor. Outra possibilidade é um procedimento chamado de embolização das artérias uterinas, que bloqueia parte do sangue que chega aos miomas e pode fazer com que eles diminuam.
Já a cirurgia, que tende a ser indicada em situações mais complexas, pode tirar miomas ou o útero todo. Enquanto a miomectomia preserva o órgão e é feita por diferentes técnicas, a histerectomia remove o útero e impede uma gravidez depois da operação.
Ginecologistas são os médicos que podem diagnosticar, acompanhar e tratar mulheres com mioma uterino. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Um mioma uterino é um nódulo benigno formado pelo crescimento de células musculares do útero, que pode surgir em diferentes partes do órgão e ter tamanhos diversos. Algumas mulheres, por exemplo, têm apenas um mioma, enquanto outras apresentam muitos.
A causa exata dos nódulos ainda não é conhecida, mas os hormônios e a genética parecem ter relação, pois o estrogênio e a progesterona podem estimular o aparecimento de miomas. Por isso, eles costumam aparecer na fase reprodutiva e diminuir depois da menopausa.
O histórico familiar também pode aumentar a chance de ter nódulos, além de outros fatores, como a idade, a primeira menstruação em uma faixa etária mais jovem e o peso corporal. A presença desses pontos, porém, não significa que a mulher necessariamente terá miomas.
O diagnóstico de um mioma uterino geralmente começa com a avaliação dos sintomas e do histórico menstrual da paciente. Durante a consulta, o ginecologista também pode examinar a região pélvica para verificar se existem alterações no útero.
Além desses processos que acontecem na clínica, os especialistas costumam pedir exames de imagem, que são usados para confirmar a presença dos nódulos e características como tamanho e localização. Nesse sentido, os principais incluem:
Quando a mulher tem sangramento menstrual forte ou que dura muitos dias, o médico pode pedir um hemograma para verificar se ela está com anemia. Mesmo que esse exame não mostre os miomas, ele ajuda a identificar se o quadro está afetando a saúde da paciente.
Nem todo mioma precisa de tratamento. Quando o nódulo não causa sintomas ou outros problemas, por exemplo, o ginecologista pode só acompanhar o quadro. A necessidade de tratar costuma aparecer quando eles provocam incômodos ou atrapalham a vida da mulher.
Nesses casos, a parte do útero onde o mioma está influencia a escolha do médico, assim como o tamanho e a quantidade de nódulos, já que esses fatores explicam os sintomas e indicam quais opções de tratamento podem ser usadas.
O desejo de engravidar também precisa entrar na conversa, pois existem tratamentos que impedem uma gestação futura. Nessas situações, a localização do mioma importa muito, porque nódulos que alteram a parte interna do útero podem dificultar uma gravidez.
Medicamentos como anti-inflamatórios, anticoncepcionais e ácido tranexâmico podem ser indicados para ajudar a controlar os sintomas causados pelos miomas, como sangramento menstrual forte, cólicas, dor pélvica e sensação de que a área está pressionada.
Alguns remédios hormonais também podem diminuir o tamanho do mioma por um período. Porém, como essas opções de tratamento apenas controlam os sintomas e não eliminam o nódulo de forma definitiva, os sinais podem voltar depois que o medicamento é suspenso.
A cirurgia pode ser indicada quando os nódulos causam sintomas importantes ou quando outros tratamentos não controlam o problema. As duas principais são a miomectomia, que retira os nódulos e mantém o útero, e a histerectomia, que remove todo o órgão.
A miomectomia pode ser feita por histeroscopia, laparoscopia ou cirurgia aberta, conforme o tamanho e a posição dos nódulos. Na primeira, o cirurgião chega ao útero pela vagina, sem cortes na barriga. Já na laparoscopia, são feitas pequenas incisões no abdômen.
A histerectomia é considerada um tratamento definitivo para os miomas, porque, depois que o útero é retirado, novos nódulos não podem se formar. Nesses casos, a recuperação varia, mas costuma ser mais longa na cirurgia aberta, e a mulher não pode mais engravidar.
Nas duas possibilidades de cirurgia, os riscos incluem sangramento, infecção, formação de cicatrizes e outras complicações. Na miomectomia, porém, também existe a possibilidade de novos miomas aparecerem após a operação.
A embolização das artérias uterinas e a ablação por radiofrequência também são opções de tratamento para pacientes com miomas. Nessas situações, a embolização diminui o fluxo de sangue que chega aos nódulos, e a ablação usa calor para destruir o tecido do mioma.
Por serem menos invasivos do que as cirurgias, esses procedimentos costumam possibilitar uma recuperação mais rápida. Neles, os riscos podem incluir dor, sangramento, infecção e, no caso da embolização, alterações no fluxo de sangue para o útero.
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A embolização é feita com um cateter fino, colocado em uma artéria e levado até os vasos que levam sangue ao útero. Por ele, partículas são liberadas para bloquear parte do sangue que chega aos miomas. Com menos sangue, os nódulos podem diminuir de tamanho.
O procedimento pode ser indicado para mulheres com miomas que causam sintomas e que procuram uma alternativa à cirurgia. A recuperação costuma ter cólicas e dor nos primeiros dias, enquanto a redução dos nódulos acontece aos poucos nos meses seguintes.
Embora mantenha o útero, a embolização pode não ser a melhor opção para mulheres que querem engravidar. Como os efeitos do procedimento sobre a fertilidade ainda precisam ser avaliados, esse desejo deve ser discutido com o médico antes da escolha do tratamento.
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A histerectomia pode ser indicada quando os nódulos são grandes, numerosos ou causam sangramento intenso que leva à anemia. Ela também é uma opção quando os miomas pressionam órgãos próximos e provocam sintomas urinários ou intestinais persistentes.
Essa cirurgia pode retirar só o útero ou o útero junto com o colo, e os ovários não precisam ser tirados. Quando são preservados, eles continuam produzindo hormônios, mas a retirada dessas estruturas é uma decisão separada, feita apenas quando há indicação para isso.
Depois da histerectomia, a mulher não menstrua mais, porque o útero foi retirado. Nesses casos, a recuperação costuma levar de duas a seis semanas, conforme a técnica usada, e atividades físicas mais pesadas ficam suspensas durante esse período.
Nem todo mioma precisa de tratamento, principalmente quando é pequeno e não provoca sintomas. Porém, quando o nódulo cresce ou altera o funcionamento do útero, a condição pode causar ou piorar alguns problemas, como:
Quando há alterações no útero, o acompanhamento mostra se os nódulos estão crescendo e se estão comprometendo a fertilidade ou a gravidez. A evolução do quadro também pode mudar o tratamento indicado, passando dos remédios para retirada do mioma ou do útero.
A consulta com o ginecologista é indicada quando a mulher tem sangramento menstrual muito forte, menstruação que dura muitos dias, dor pélvica ou pressão na barriga, sinais que podem estar relacionados aos miomas, mas também a outros problemas de saúde.
Também é importante procurar o médico quando existe dificuldade para engravidar, abortos recorrentes ou mudanças no ciclo menstrual que não existiam antes. A avaliação ajuda a descobrir a causa dos sintomas e verificar se existem nódulos no útero ou outra condição.
Além dessas situações, quem já tem um mioma deve manter o acompanhamento com o especialista, mesmo sem sintomas. Nesses casos, o médico pode verificar o tamanho e a posição dos nódulos e indicar tratamento se eles começarem a causar problemas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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