A cirurgia remove miomas e preserva o útero quando possível; a técnica varia conforme tamanho, número e localização dos miomas
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A cirurgia de mioma uterino é indicada quando os nódulos provocam sintomas importantes, comprometem a fertilidade ou afetam significativamente a qualidade de vida da mulher. A escolha da técnica cirúrgica depende de fatores como o tamanho, a localização e a quantidade de miomas, além do desejo de preservar o útero e a capacidade reprodutiva.
As manifestações clínicas mais comuns do mioma uterino são a irregularidade da menstruação, o aumento do volume do útero, complicações durante a gestação e infertilidade. A avaliação com um ginecologista é essencial para indicar o momento ideal da intervenção e escolher a técnica mais adequada. Marque uma avaliação na Rede Américas.
O mioma uterino é cientificamente conhecido como leiomioma. Ele consiste em um tumor sólido benigno, que surge nas células musculares lisas do útero. A sua natureza não é cancerígena. Por serem nódulos estrogênio-dependentes, têm uma maior incidência durante a fase fe´rtil da mulher, entre os 30 e 40 anos de idade.
Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB) alguns estudos mostram que a condição é de três a nove vezes mais frequente em mulheres negras do que em brancas. A depender da sua localização no útero, os miomas são classificados em três tipos principais:
Na maioria dos casos eles são assintomáticos, mas de acordo com a AMB, cerca de 20% a 50% das mulheres apresentam sintomas significativo que impactam a qualidade de vida
A indicação cirúrgica não é universal, já que a maioria dos casos são assintomáticos. Ela costuma ocorrer quando há falha no tratamento medicamentoso ou quando a patologia interfere severamente na saúde da paciente.
A intervenção torna-se necessária quando há presença de sangramento uterino anormal, que se manifesta com um fluxo menstrual excessivo. O que pode levar a quadros de anemia grave.
Ela também pode ser indicada quando a mulher passa a sentir dor e pressão pélvica. Os sintomas ocorrem por causa do aumento do volume uterino que pode comprimir os órgãos adjacentes (bexiga e reto). A compressão pode levar a mulher a apresentar incontinência urinária.
A miomatose uterina pode causar riscos de abortamento de repetição e infertilidade. Dados da AMB dizem que essa última consequência ocorre em cerca de 27,5% das pessoas afetadas. Por isso, a cirurgia de mioma uterino pode ser recomendada pelo médico.
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Saber como é a cirurgia de mioma uterino passa pelo conhecimento das diferentes técnicas disponíveis. Elas estão divididas entre a miomectomia que preserva a fertilidade, fluxo menstrual e faz a retirada apenas dos nódulos; e a histerectomia, que retira também o útero.
A miomectomia pode ser realizada pela laparotomia, laparoscopia e pela histeroscopia. A escolha do método depende do tamanho, da quantidade e da localização dos nódulos, além do desejo de preservar a fertilidade.
A laparotomia é a técnica cirúrgica convencional, realizada por meio de uma incisão abdominal semelhante à de uma cesariana. É geralmente recomendada para a retirada de miomas volumosos ou múltiplos que não podem ser acessados com segurança por vias minimamente invasivas.
Ela permite uma visão direta e ampla do útero, mas está associada a um tempo de internação maior e a uma recuperação mais prolongada.
Esta já é uma técnica minimamente invasiva na qual o cirurgião realiza pequenas incisões no abdômen para a inserção de uma câmera e instrumentos cirúrgicos.
A abordagem é preferida pois resulta em uma menor perda de sangue, menor formação de aderências pélvicas e retorno mais rápido às atividades cotidianas.
A miomectomia histeroscópica é considerada o padrão-ouro para o tratamento de miomas submucosos. O procedimento é realizado por via vaginal, sem cortes externos, utilizando um histeroscópio para visualizar e ressecar o mioma dentro da cavidade uterina.
A técnica permite que a recuperação seja mais rápida, assim a paciente retorna mais rápido a sua rotina e fica menos tempo internada no hospital. Informações colhidas em pesquisa publicada na Medicina (2024), a ressecção dos miomas submucosos através desse método aumentam em até 75% as chances de engravidar.
Diferentemente da miomectomia, a histerectomia consiste na remoção total ou parcial do útero. A via abdominal é utilizada quando o órgão apresenta volume excessivo, possui aderências ou quando o mioma uterino está associado ao câncer.
Já a via vaginal é considerada a mais segura para a remoção do útero, desde que o tamanho do órgão permita a passagem pelo canal vaginal. Aproximadamente um terço desse procedimento cirúrgico no mundo inteiro acontece em decorrência do leiomioma, diz o estudo da Medicina.
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A duração da cirurgia de mioma uterino varia de acordo com a técnica utilizada, a quantidade e o tamanho dos miomas a serem removidos. Em média, o procedimento cirúrgico leva entre 1 e 2 horas.
Um levantamento clínico publicado na Cureu (2020) comparou os diferentes métodos cirúrgicos e registrou tempos médios distintos para cada um deles. A videolaparoscopia apresentou a menor duração média, sendo concluída em aproximadamente 57 minutos.
Isso porque as pequenas incisões costumam deixar o procedimento mais ágil. Para a laparotomia tradicional foi registrado um tempo médio de 103 minutos (cerca de 1 horas e 40 minutos). Já a diferença de tempo entre ela e a histeroscopia foi pequena. A técnica sem cortes abdominais durou em média 104 minutos.
O tempo de recuperação após a remoção dos miomas varia significativamente de acordo com a técnica cirúrgica empregada. As abordagens minimamente invasivas oferecem um retorno bem mais ágil às atividades diárias quando comparadas à cirurgia aberta tradicional.
O mesmo levantamento clínico da Cureu (2020) analisou o tempo de internação e as taxas de complicações de pacientes submetidas à miomectomia, destacando as diferenças no pós-operatório. Veja a seguir:
De modo geral, o retorno completo às rotinas de trabalho e exercícios físicos costuma levar de 2 a 3 semanas para cirurgias minimamente invasivas. Ele é um pouco maior para a cirurgia aberta, sendo de 4 a 6 semanas.
Durante o período de recuperação, é fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas. O que pode incluir repouso relativo, evitar carregar peso ou realizar esforços físicos intensos e manter o acompanhamento para monitorar a cicatrização.
Como em qualquer intervenção cirúrgica, a cirurgia de mioma uterino apresenta riscos. A hemorragia está entre as intercorrências mais comuns durante o procedimento. O risco de perda de sangue acentuada está presente principalmente em caroços muito vascularizados.
Também há riscos inerentes ao ambiente cirúrgico, como as infecções. Durante a operação órgãos como a bexiga, ureteres ou intestino podem ser lesionados. Pós-cirurgia, uma das possíveis complicações são as aderências pélvicas, formação de tecidos cicatriciais que podem se unir a órgãos vizinhos.
Anos após a retirada, é possível que o leiomiomas retornem, mas em locais diferentes daqueles iniciais. A AMB diz ainda que a gestação após a cirurgia é um fator de proteção. Os procedimentos minimamente invasivos proporcionam uma recuperação mais rápida, mas toda intervenção exige avaliação individualizada e acompanhamento médico para reduzir os riscos e garantir os melhores resultados.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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