O borderline pode afetar a forma como a pessoa lida com as emoções, os relacionamentos e a própria imagem; a psicoterapia e alguns remédios podem ajudar a controlar os sintomas
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O tratamento do transtorno borderline é feito principalmente com psicoterapia. Em alguns casos, o médico também pode indicar remédios para tratar outros transtornos que surgem junto, mas a escolha depende dos sintomas e das necessidades de cada pessoa.
Os pacientes diagnosticados com a condição podem vivenciar mudanças intensas de humor, medo de abandono, relações instáveis, impulsividade e dificuldade para controlar as emoções, sintomas que costumam afetar a vida pessoal, o trabalho e os relacionamentos.
Nesse sentido, a psicoterapia ajuda a pessoa a lidar melhor com as emoções, os impulsos e os conflitos nos relacionamentos. A terapia comportamental dialética é uma das abordagens estudadas para o quadro e pode ser indicada em casos de autolesão recorrente.
Psiquiatras são os médicos que podem diagnosticar, acompanhar e tratar pacientes com transtorno borderline. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O transtorno borderline é uma condição de saúde mental que afeta a forma como o paciente se vê, lida com as próprias emoções e se relaciona com outras pessoas. Essas dificuldades costumam fazer parte da rotina e podem aparecer em várias situações.
O quadro faz parte do grupo dos transtornos de personalidade, que reúne condições que alteram a forma de pensar, sentir e agir, afetando o cotidiano e a forma como a pessoa se relaciona com os outros.
O borderline não tem uma causa única, pois fatores biológicos, psicológicos e relacionados ao desenvolvimento podem participar do aparecimento do transtorno, em uma combinação que varia de um indivíduo para outro.
O diagnóstico é feito por um profissional de saúde mental, que avalia a história da pessoa e a forma como ela funciona ao longo dos anos. Essa avaliação também ajuda a diferenciar o borderline de outras condições que podem ter características parecidas.
O transtorno de personalidade borderline pode dificultar a convivência da pessoa com familiares, parceiros, amigos e colegas, e os conflitos e as dificuldades para manter as relações podem levar a afastamentos e interferir na vida social.
No trabalho e nos estudos, o quadro pode afetar o desempenho, a continuidade das tarefas e a permanência nesses locais. Segundo uma revisão publicada no Journal of Personality Disorders, os pacientes podem ter muitos problemas nas áreas e menor qualidade de vida.
A rotina também pode ficar mais difícil, com problemas para manter atividades de casa, cuidados pessoais, compromissos e outras responsabilidades. Mesmo assim, o impacto varia de uma pessoa para outra e depende do quadro e das condições de vida de cada um.
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O tratamento do borderline é definido conforme as necessidades de cada um e pode ser mudado com o passar do tempo, de acordo com as mudanças identificadas pelo médico. Essas escolhas consideram o quadro como um todo, incluindo outros transtornos.
A psicoterapia é a base do tratamento do borderline porque trabalha os pensamentos, as emoções e os comportamentos envolvidos no quadro, ajudando o paciente a encontrar outras formas de lidar com situações difíceis e reduzir os impactos do transtorno na rotina.
Não existe uma única terapia indicada para todas as pessoas, já que algumas abordagens foram estudadas para o transtorno borderline e usam métodos diferentes para ajudar cada paciente a lidar com os problemas que enfrenta:
A psicoterapia exige acompanhamento para que o que é trabalhado possa ser colocado em prática e avaliado. O profissional acompanha a evolução do paciente e ajusta o foco das sessões conforme aparecem novas dificuldades ou mudam os objetivos do tratamento.
Os remédios não tratam diretamente o transtorno borderline nem substituem a psicoterapia. Nesse cenário, o psiquiatra responsável pode indicar um medicamento para controlar algum sintoma específico ou tratar outro transtorno que também esteja presente.
A escolha depende da avaliação médica, da saúde e dos remédios que o paciente já usa. Quando existe indicação, o psiquiatra define o objetivo do medicamento e acompanha a resposta, os efeitos colaterais e a necessidade de continuar o uso.
A American Psychiatric Association recomenda que os remédios tenham um objetivo, sejam usados pelo menor tempo necessário e façam parte do cuidado junto à psicoterapia. O médico também deve revisar tudo com frequência para avaliar se ainda são precisos.
O uso de vários medicamentos ao mesmo tempo deve ser evitado sempre que possível, pois aumenta o risco de efeitos colaterais e pode dificultar os resultados. A dose e o tempo de uso devem ser definidos pelo médico, sem iniciar ou interromper um remédio sozinho.
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Algumas atitudes da rotina podem ajudar a diminuir a frequência ou a intensidade das crises e facilitar a percepção dos primeiros sinais. Esse cuidado também pode ajudar a pessoa a se sentir mais preparada para momentos de maior sofrimento, o que inclui:
Quando perceber que uma crise está começando, pode ser útil diminuir os estímulos, adiar decisões e se afastar do que estiver aumentando a tensão. Se houver risco de se machucar ou machucar alguém, é preciso procurar atendimento ou chamar um serviço de emergência.
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O tratamento do transtorno borderline pode durar meses ou anos, sem um prazo igual para todas as pessoas, e a duração depende da evolução dos sintomas, da resposta ao cuidado e das necessidades de cada paciente ao longo do acompanhamento.
A melhora pode acontecer aos poucos, com alguns comportamentos diminuindo antes de outros. Mesmo quando a pessoa apresenta avanços importantes, o acompanhamento pode continuar para manter os resultados e acompanhar possíveis mudanças com o tempo.
Nesse contexto, uma pesquisa publicada na revista científica European Psychiatry reuniu estudos com 837 pessoas acompanhadas de cinco a 14 anos e mostrou que entre 50% e 70% alcançaram remissão dos sintomas durante esse período.
O transtorno borderline pode entrar em remissão, quando os sintomas deixam de atender aos critérios usados para o diagnóstico, o que significa que a pessoa pode ter uma melhora importante e passar longos períodos sem sintomas que causem prejuízos significativos.
Essa melhora não acontece do mesmo jeito para todos, e alguns sintomas podem continuar mesmo depois da remissão. O processo também pode envolver mudanças na vida pessoal, nos relacionamentos e na capacidade de fazer atividades da rotina.
Uma pesquisa publicada no American Journal of Psychiatry acompanhou 290 pessoas com borderline por 10 anos e mostrou que 93% tiveram remissão dos sintomas por pelo menos dois anos, além de que 86% mantiveram essa remissão por pelo menos quatro anos.
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A avaliação com um psiquiatra é indicada quando o sofrimento começa a atrapalhar a vida da pessoa com borderline ou quando ela sente dificuldade para lidar com o que acontece. Por isso, o atendimento é indicado quando:
Quando houver dúvida sobre qual serviço procurar, a pessoa pode começar pela consulta com um psiquiatra, que vai avaliar os sintomas. Em casos de risco de suicídio, autolesão grave ou agressão, é importante procurar atendimento de emergência na hora.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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