A ansiedade social envolve medo intenso de ser julgado ou de passar por situações constrangedoras; o tratamento pode incluir psicoterapia e remédios para aliviar os sintomas
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A ansiedade social é um quadro psiquiátrico marcado pelo medo intenso de ser observado, avaliado ou julgado por outras pessoas. Em geral, esse transtorno costuma começar na infância ou na adolescência e pode durar vários anos se não for tratado do jeito certo.
Nesses casos, os sintomas podem incluir medo de falar ou comer perto de outras pessoas, dificuldade para conversar e preocupação com críticas ou rejeição. Já no aspecto físico, tremores, suor, coração acelerado e vermelhidão no rosto também podem aparecer.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 359 milhões de pessoas tinham algum transtorno de ansiedade em 2021 e, segundo a entidade, esses problemas podem aparecer pela combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais.
Psiquiatras são os médicos que podem diagnosticar, acompanhar e tratar pacientes com ansiedade social e outros transtornos. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A ansiedade social é um transtorno marcado pelo medo intenso de ser observado, avaliado ou julgado por outras pessoas. Nesses casos, o medo sentido pelo paciente está ligado a situações de interação ou exposição diante de outros indivíduos.
O quadro pode envolver situações como conversar com alguém, conhecer pessoas, participar de um grupo, falar em público ou fazer uma atividade na frente de uma plateia. A preocupação está na possibilidade de ser julgado, rejeitado ou passar por constrangimento.
Em alguns pacientes, o medo aparece só em situações de desempenho, como fazer uma apresentação ou falar para um grupo. Já em outros, o transtorno pode envolver diferentes situações de convivência e interação da própria rotina.
Conforme aponta o National Institute of Mental Health (NIMH), o medo causado pela ansiedade social pode ser tão intenso que interfere na vida cotidiana, fazendo a pessoa deixar de participar de atividades importantes por causa da preocupação com o julgamento.
Timidez e fobia social não são a mesma coisa. Nesse sentido, a timidez pode aparecer em alguns momentos de convivência e não significa que exista um transtorno psiquiátrico. Já a fobia social pode causar prejuízos na rotina e dificultar atividades importantes.
A principal diferença está no impacto que a dificuldade causa. Uma pessoa tímida pode ficar desconfortável ao conhecer alguém ou falar em grupo, mas ainda consegue participar. Na fobia social, o medo pode levar à evitação e afetar estudos, trabalho e relacionamentos.
Sendo assim, sentir vergonha ou ficar nervoso em uma situação específica não significa ter fobia social. Para chegar ao diagnóstico, o psiquiatra considera a intensidade e a duração do quadro e o quanto ele interfere na vida do paciente.
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As manifestações emocionais da ansiedade social podem começar antes mesmo de uma situação de convivência. Por isso, o paciente pode passar dias ou semanas preocupado com o que pode acontecer e imaginar que será constrangido, criticado ou mal avaliado.
Durante ou depois dessas situações, também pode ser difícil controlar essa preocupação. Nesse caso, a pessoa pode prestar atenção excessiva ao próprio jeito, interpretar pequenos erros como grandes problemas e ficar revendo o que fez ou falou, procurando erros.
Diante disso, é comum que ela passe a:
Os sintomas físicos também podem aparecer quando o corpo reage a uma situação que causa ansiedade. Tremores, suor, coração acelerado, vermelhidão no rosto, enjoo, tensão, voz baixa e sensação de que a mente ficou em branco estão entre os sinais mais comuns.
A necessidade de procurar atendimento médico aumenta quando a ansiedade começa a limitar escolhas e atividades da rotina. Assim, mudanças frequentes de planos, recusa de convites e perda de oportunidades por causa do medo são aspectos que merecem atenção.
O impacto também pode aparecer nos estudos, no trabalho e nos relacionamentos, já que o paciente pode ter problemas com faltas frequentes, dificuldade para cumprir compromissos ou afastamento de familiares e amigos por causa do medo provocado pelo transtorno.
Outro ponto de alerta é a sensação de que a ansiedade está ficando mais difícil de controlar ou ocupando cada vez mais espaço na rotina. Nesses casos, o acompanhamento com um psiquiatra pode ajudar a identificar o problema e definir o tratamento certo.
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A ansiedade social não tem uma causa única conhecida. Por isso, os cientistas acreditam que o transtorno pode estar ligado a uma combinação de fatores que influenciam a forma como o paciente reage a situações de convivência e lida com o medo de ser julgado:
A influência desses aspectos também pode mudar com o passar do tempo. Uma tendência herdada da família, por exemplo, pode se somar a períodos de estresse ou experiências negativas e aumentar a chance de o transtorno aparecer em um determinado momento.
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O diagnóstico da ansiedade social é feito durante uma consulta, sem um exame específico capaz de confirmar o transtorno. Nesse momento, o psiquiatra conversa com o paciente para entender quando as dificuldades começaram e em quais situações elas aparecem.
A avaliação também leva em conta a frequência dos sintomas, há quanto tempo estão presentes e o quanto afetam a vida da pessoa. Alguns questionários podem ajudar nessa análise, mas o diagnóstico depende mesmo da avaliação feita pelo médico.
Em alguns casos, o especialista pode pedir exames para descartar outros problemas de saúde que causem sintomas parecidos. A consulta também permite verificar se existem outros transtornos ao mesmo tempo, o que pode influenciar a escolha do tratamento.
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O tratamento da ansiedade social busca diminuir o medo e ajudar o paciente a voltar a fazer atividades afetadas pelo transtorno. Nessa situação, a escolha depende das necessidades, preferências e condições de saúde de cada pessoa, podendo incluir:
A resposta ao tratamento do transtorno varia entre os pacientes, e a melhora pode levar algum tempo. Nesse sentido, o acompanhamento médico permite avaliar os resultados, verificar a evolução do quadro e mudar a estratégia quando necessário.
A ansiedade social pode melhorar com o tratamento, e alguns pacientes podem deixar de apresentar o transtorno depois do acompanhamento psiquiátrico. Por isso, não é possível dizer que existe uma cura definitiva para todos os casos.
Algumas pessoas mantêm a melhora mesmo depois de terminar as consultas. Em outras, os sintomas podem voltar em determinados períodos, especialmente quando existem situações de estresse, o que pode exigir uma nova avaliação médica.
Mesmo quando o transtorno não desaparece por completo, os cuidados indicados pelo especialista podem amenizar os sintomas e ajudar o paciente a retomar atividades que antes eram muito difíceis. Com isso, a pessoa pode ter mais autonomia e qualidade de vida.
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A consulta com um psiquiatra pode ser indicada quando a ansiedade diante de outras pessoas acontece com frequência e causa preocupação. A avaliação também pode ajudar quando o paciente não sabe se está diante de timidez, ansiedade ou outro problema.
A procura pelo especialista também pode acontecer quando a pessoa percebe que está pensando demais no que vai falar ou evitando certas situações. Nesses casos, a avaliação ajuda a entender o que está acontecendo e se é preciso algum tipo de intervenção.
A consulta não precisa acontecer apenas quando o quadro está mais avançado. Uma avaliação no início pode ajudar o paciente a entender o que está acontecendo e conhecer as opções disponíveis para lidar com a situação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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