O excesso de gases pode estar ligado à alimentação ou ao funcionamento do intestino; quando é frequente, pode indicar alterações digestivas que precisam de avaliação médica
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Mudanças na alimentação e na forma de comer podem ajudar a aliviar gases, como comer devagar, evitar bebidas com gás e ver quais alimentos pioram o quadro. Comidas com muito carboidrato, por exemplo, podem não ser totalmente digeridas e causar os sintomas.
O desconforto, em geral, acontece quando o ar se acumula no sistema digestivo ou quando há maior produção de gases durante a digestão, o que pode causar sinais como barriga estufada, arrotos, flatulência, dor e sensação de pressão no abdômen.
Algumas condições de saúde, como intolerâncias e doenças digestivas, também podem estar por trás do problema. Quando os sintomas persistem ou aparecem com perda de peso, sangue nas fezes ou alterações intestinais, é necessário buscar avaliação médica.
Gastroenterologistas são os médicos que podem orientar e acompanhar pacientes com excesso de gases. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O excesso de gases pode acontecer devido ao ar que entra no sistema digestivo e à fermentação de alimentos no intestino. Sendo assim, engolir mais ar ao mascar chiclete, fumar ou comer com muita pressa, por exemplo, podem aumentar o desconforto.
Durante a digestão, as bactérias do intestino produzem gases ao quebrar partes dos alimentos que não foram absorvidas pelo organismo. Nesse caso, comidas como feijão, lentilha, brócolis, repolho e cebola podem aumentar a produção em algumas pessoas.
A composição da refeição também pode influenciar o desconforto, já que alimentos muito gordurosos podem deixar a digestão mais lenta e dificultar o movimento do intestino, favorecendo a permanência dos gases no sistema digestivo.
A dor causada pelo excesso de gases costuma vir acompanhada de barriga estufada, sensação de pressão, arrotos e flatulência. O local e a intensidade da dor podem mudar conforme os gases se movimentam pelo intestino.
A melhora depois de evacuar ou eliminar gases pode indicar uma relação com o desconforto, mas não confirma a causa. Outras condições também podem causar dor na barriga, por isso, não é recomendado tentar identificar o problema só pelos sintomas.
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O desconforto acontece quando os gases ficam no sistema digestivo e aumentam a pressão no abdômen. O movimento do intestino ajuda a levar os gases até a saída do corpo e, para facilitar esse processo, o paciente pode adotar algumas medidas.
A posição deitada de barriga para cima, com os dois joelhos próximos ao peito, faz uma leve pressão sobre o abdômen. Alguns minutos desse jeito, acompanhados de respirações profundas, podem ajudar os gases a se movimentarem pelo intestino.
Em geral, essa pressão suave é recomendada porque pode relaxar os músculos da região pélvica e facilitar a saída dos gases. Em qualquer caso, porém, o movimento deve ser confortável, sem forçar o corpo ou causar dor durante a posição.
A massagem na barriga, por sua vez, pode ajudar a movimentar o conteúdo do intestino e favorecer a eliminação dos gases. Nessa situação, movimentos circulares suaves, feitos no sentido horário, acompanham o caminho do intestino e tendem a reduzir o estufamento.
A pressão deve ser confortável e não provocar dor. Técnicas como a acupuntura também são estudadas por seus possíveis efeitos sobre os movimentos do intestino, mas as evidências para aliviar o desconforto causado pelos gases ainda são limitadas.
Longos períodos sentado ou deitado podem deixar o intestino mais lento e aumentar a sensação de estufamento. Nesse caso, é recomendado fazer uma caminhada leve de 10 a 15 minutos, já que ela estimula o peristaltismo, que são as contrações naturais do intestino.
O calor pode ajudar a relaxar os músculos e diminuir a sensação de dor. Uma bolsa de água morna sobre a região mais dolorida pode reduzir as cólicas e o desconforto, já que o aquecimento aumenta o fluxo de sangue e melhora a tensão dos músculos do intestino.
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Bebidas mornas podem trazer conforto para o sistema digestivo, e algumas plantas são usadas para ajudar na eliminação dos gases. Chás de erva-doce, hortelã e gengibre podem ser opções, mas não há evidências suficientes para afirmar que aliviam a dor rápido.
O consumo do líquido ainda morno e em pequenos goles pode evitar a ingestão de ar durante a bebida, mas a quantidade deve ser moderada, principalmente em pessoas que apresentam desconforto com algumas dessas plantas.
A cúrcuma também é estudada por possíveis efeitos sobre sintomas digestivos, mas não há consenso médico para afirmar que seu uso regular reduz a produção de gases. Por isso, ela não deve ser apresentada como tratamento comprovado para o problema.
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Quando as medidas físicas e fitoterápicas não são suficientes, a simeticona pode ser usada para aliviar o desconforto causado pelos gases. Esse remédio age sobre as bolhas de gás no estômago e no intestino, facilitando a eliminação pelo corpo.
A simeticona atua no sistema digestivo e não é absorvida pela corrente sanguínea em condições normais. Mesmo assim, o uso deve sempre ser orientado por um profissional de saúde, principalmente em crianças pequenas ou pessoas com problemas digestivos.
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O excesso de gases também pode estar ligado à rotina e ao funcionamento do sistema digestivo do paciente. Sendo assim, algumas mudanças na rotina ajudam a evitar situações que favorecem esse desconforto e a diminuir a frequência, como:
Quando esses hábitos não melhoram o excesso de gases, a causa pode estar ligada a intolerâncias alimentares, prisão de ventre ou outros problemas. Nesses casos, a avaliação médica ajuda a identificar o que está causando os sintomas e definir o tratamento certo.
A dor causada pelos gases costuma ser passageira e pode melhorar quando eles são eliminados. Porém, quando o desconforto dura vários dias ou aparece junto de outros sintomas, é importante buscar avaliação médica para investigar a causa.
A presença de febre junto com dor abdominal contínua, sangue nas fezes ou perda de peso sem explicação exige atenção. Náuseas frequentes, vômitos ou dificuldade para manter alimentos e líquidos também são sinais que precisam de avaliação.
Incômodo forte e localizado que não melhora depois da eliminação dos gases ou da evacuação também merece atendimento. Dependendo dos sintomas, a avaliação pode ser feita por um médico em um serviço de pronto atendimento ou por um gastroenterologista.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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