A intolerância ao glúten pode acontecer após o consumo de alimentos com trigo, cevada ou centeio; o diagnóstico ajuda a diferenciar a condição da doença celíaca e da alergia ao trigo
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O controle dos sintomas da intolerância ao glúten costuma envolver uma dieta sem essa proteína, definida depois de uma consulta médica. Nessa condição, os sinais aparecem após o consumo de trigo, cevada ou centeio, sem evidências de doença celíaca.
A retirada de alguns alimentos da dieta pode melhorar o quadro, mas outros componentes também podem causar desconforto, como os FODMAPs, um grupo de carboidratos que fermenta no intestino, causando gases, inchaço e dor abdominal.
Por isso, a dieta precisa ser adaptada à resposta de cada pessoa. O acompanhamento profissional ajuda a identificar o que causa os sintomas e evita cortes desnecessários na alimentação, que podem dificultar o consumo de vitaminas e minerais.
Gastroenterologistas são os médicos que podem orientar e acompanhar o tratamento de pacientes diagnosticados com intolerância ao glúten. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A intolerância ao glúten, também chamada de sensibilidade ao glúten não celíaca, acontece quando o organismo reage ao consumo dessa proteína, podendo afetar o sistema digestivo e causar efeitos no corpo, como fraqueza e mal-estar.
Os sintomas do quadro costumam incluir dor abdominal, barriga inchada, mudanças no funcionamento do intestino, cansaço, dor de cabeça e dificuldade de concentração. Eles podem aparecer horas ou até dias depois da ingestão e variar de uma pessoa para outra.
A causa da intolerância ao glúten ainda não é totalmente conhecida pela medicina e qualquer pessoa pode desenvolver a condição. Sendo assim, ela pode aparecer em diferentes momentos da vida, sem estar ligada a uma idade específica.
A intolerância ao glúten e a doença celíaca são condições diferentes. Na primeira, o consumo dessa proteína presente nos alimentos provoca reações no organismo, mas não causa danos ao intestino delgado, o que é observado no segundo quadro citado.
Na doença celíaca, é preciso retirar totalmente o glúten da alimentação para controlar o quadro e evitar possíveis complicações. Já na intolerância ao glúten, a dieta pode ser ajustada de acordo com a reação de cada pessoa e com acompanhamento profissional.
Quando o glúten chega ao sistema digestivo de uma pessoa intolerante, o organismo pode reagir com irritação e inflamação. Sendo assim, os cuidados têm o objetivo de proteger o revestimento do intestino enquanto o corpo processa o alimento. Para isso, é importante ter:
Episódios de diarreia e vômitos podem fazer o organismo perder muita água e sais minerais em pouco tempo. Por isso, é importante repor esses líquidos aos poucos, com pequenos goles ao longo do dia, para reduzir o risco de desidratação.
Enquanto isso, a água de coco e o soro caseiro ajudam a repor parte dos sais minerais perdidos durante esses episódios. O descanso físico também é importante, pois reduz o gasto de energia enquanto o corpo se recupera das alterações no intestino.
Chás de camomila, hortelã e erva-doce podem ajudar a relaxar a musculatura da região abdominal e aliviar cólicas e gases. Nos dias depois de uma crise, é possível priorizar refeições leves e fáceis de digerir, que não sobrecarreguem o sistema digestivo.
A retirada temporária do trigo, junto de uma alimentação com menos carboidratos fermentáveis, pode ajudar a reduzir o inchaço e a sensação de estômago pesado. Nessa fase, algumas opções de alimentos podem ser incluídas na rotina, como:
Crises frequentes, vômitos que não param, sangue nas fezes, febre ou sinais de desidratação precisam de atendimento médico. Nesses casos, urina escura, boca seca e tontura podem indicar que o corpo está perdendo mais líquidos do que consegue repor.
A intolerância ao glúten pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa. A intensidade das reações pode variar, por exemplo, conforme a quantidade ingerida e a sensibilidade de cada organismo, podendo incluir sinais como:
Esses sinais costumam aparecer algumas horas ou até dois dias depois do consumo de alimentos feitos com trigo, centeio ou cevada. Nesse sentido, a retirada do glúten da alimentação pode melhorar alguns sintomas, como as dores abdominais e barriga estufada.
O acompanhamento da evolução do quadro ajuda o paciente a entender a resposta do organismo às mudanças na alimentação. Caso os sinais persistam ou se repitam, é importante consultar um profissional de saúde para avaliar a condição e indicar o que fazer.
Depois de uma crise, o intestino pode continuar inflamado e apresentar pequenas alterações na sua parede. A retirada contínua do glúten ajuda a controlar essa inflamação e favorece a recuperação do intestino, que pode voltar a absorver os nutrientes como deveria.
O equilíbrio das bactérias que vivem na microbiota também participa da recuperação da pessoa. Assim, alimentos fermentados ou suplementos de probióticos podem ser indicados por profissionais, enquanto o aumento do consumo de fibras deve acontecer aos poucos.
Leia também: Como saber se tenho alergia a glúten? Veja sintomas e exames pedidos
A retirada do glúten pode melhorar dores, inchaço e outros desconfortos em pacientes com intolerância a essa proteína. Porém, a necessidade de manter essa restrição e a quantidade que cada pessoa consegue tolerar variam de acordo com a resposta do organismo.
A exclusão de alimentos da rotina também não deve ser maior do que o necessário, já que limitações sem orientação médica podem reduzir a variedade da alimentação e dificultar o consumo de nutrientes importantes, como fibras, vitaminas e minerais.
Dessa forma, durante e dias depois de uma crise, o paciente pode:
A contaminação cruzada também merece atenção, principalmente quando a retirada do glúten precisa ser rigorosa. O uso da mesma torradeira, tábua de corte ou óleo de fritura usado em alimentos com glúten pode levar ao contato entre os alimentos.
Em casa ou em restaurantes, os utensílios e as superfícies usados no preparo precisam estar bem limpos, pois esse cuidado pode ajudar a evitar que pequenas quantidades de glúten cheguem à refeição por meio de outros alimentos.
Leia também: Como saber se tenho intolerância à lactose? Veja o diagnóstico
Antes de tirar o glúten da alimentação, a avaliação médica é importante para identificar a causa dos desconfortos. No caso da doença celíaca, o diagnóstico depende de exames específicos, que podem ser afetados pela retirada dessa proteína antes da investigação.
A persistência do desconforto por mais de três dias ou a presença de sintomas exige atendimento médico. Além disso, perda de peso, sangue nas fezes, anemia ou fraqueza podem precisar de exames de sangue e endoscopia para diagnosticar a causa.
Nesses casos, o gastroenterologista avalia os sintomas, a alimentação e os resultados dos exames para descobrir qual é o problema. Esse especialista também pode identificar outras doenças do aparelho digestivo e indicar o tratamento certo para cada pessoa.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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