A febre do Nilo Ocidental é uma infecção transmitida, sobretudo, pela picada de mosquitos; na maioria dos casos, ela não causa sintomas, mas pode afetar o sistema nervoso
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A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral transmitida pela picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex. Na maioria dos casos, ela não causa sintomas, mas algumas pessoas podem ter febre, dor de cabeça, dor muscular, náusea e vômitos.
Em agosto de 2026, o Brasil registrou novos casos da febre do Nilo Ocidental. São Paulo confirmou os dois primeiros pacientes no estado, enquanto Santa Catarina confirmou dois casos, com uma morte. Os locais onde aconteceram as infecções ainda são investigados.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem sintomas, que costumam ser leves. Porém, em uma parcela menor, a doença pode atingir o sistema nervoso e causar quadros graves, como meningite e encefalite.
Infectologistas são os médicos que podem diagnosticar, acompanhar e tratar pacientes com febre do Nilo Ocidental. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada pelo vírus do Nilo Ocidental, um tipo de vírus da família Flaviviridae. Esse microrganismo pertence ao gênero Flavivirus, o mesmo grupo que inclui os vírus que causam dengue e febre amarela.
A doença faz parte das arboviroses, que são infecções causadas por vírus que dependem de animais como mosquitos para circular na natureza. Nesse caso, a doença pode afetar seres humanos, cavalos, primatas e outros mamíferos.
Além dos mosquitos, algumas espécies de aves têm um papel importante na manutenção do vírus na natureza, já que elas podem manter uma quantidade alta do vírus no sangue por algum tempo e servir como fonte para a infecção de insetos.
O agente causador da febre do Nilo Ocidental foi identificado pela primeira vez em 1937, em Uganda, na África. Desde então, foi registrado em diferentes regiões do mundo e também está presente no Brasil, onde o primeiro caso humano foi registrado em 2014.
A transmissão da febre do Nilo Ocidental acontece quando um mosquito infectado pica uma pessoa e passa o vírus para o sangue. Os insetos, por sua vez, costumam adquirir o vírus ao picar aves infectadas, que fazem parte do ciclo da doença.
A condição não costuma passar entre pessoas pelo contato. Em casos raros, o vírus pode ser transmitido por transfusão de sangue, transplante e da mãe para o bebê na gestação, assim como pelo leite materno e por contato com materiais contaminados em laboratórios.
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Os sintomas da febre do Nilo Ocidental variam de acordo com a forma da infecção. A maioria das pessoas não apresenta sinais, enquanto outras têm uma infecção leve. Em uma parcela menor, o vírus afeta o sistema nervoso, podendo causar quadros graves.
Segundo o Ministério da Saúde, nos casos em que existem sintomas, os principais são:
Os sinais que afetam o sistema nervoso podem indicar uma forma grave da infecção, como meningite, inflamação no cérebro ou paralisia flácida aguda. Sendo assim, confusão mental, convulsões e fraqueza muscular forte exigem avaliação médica na hora.
Alterações no funcionamento do cérebro e dos nervos podem indicar que a febre do Nilo Ocidental atingiu o sistema nervoso. Nesse sentido, confusão mental, dificuldade para se movimentar, tremores, convulsões e perda de consciência são sinais de alerta.
A rigidez no pescoço também merece atenção, principalmente quando aparece com febre ou delírios, já que esses sintomas podem estar relacionados à meningite ou à encefalite, que são inflamações das membranas que protegem o cérebro ou do próprio cérebro.
A fraqueza muscular que aparece ou piora durante a infecção também pode indicar um problema neurológico. Em algumas situações, ela evolui para paralisia flácida aguda, com perda repentina de força e possível dificuldade para respirar.
Pessoas com mais de 50 anos têm maior risco de desenvolver a forma grave da febre do Nilo Ocidental. O risco também aumenta em quem tem a imunidade enfraquecida, como pessoas que passaram por transplante de órgãos.
Além disso, a imunidade de alguns pacientes pode ficar enfraquecida por certas doenças ou pelo uso de remédios que diminuem a ação das defesas do organismo. Nesses casos, o corpo pode ter mais dificuldade para controlar uma infecção.
Conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), a idade e a imunidade aumentam o risco, mas não impedem que outras pessoas tenham complicações. A forma grave pode acontecer em qualquer idade, por isso sintomas no sistema nervoso precisam de avaliação.
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O diagnóstico da febre do Nilo Ocidental é confirmado por exames que procuram sinais da infecção no sangue ou no líquido que envolve o cérebro e a medula. O teste mais usado identifica anticorpos do tipo IgM, produzidos pelo organismo depois da infecção.
Em alguns casos, o médico pode pedir o RT-PCR, exame que busca o material genético do vírus. Outros testes, como a soroneutralização, também podem ser usados para confirmar o resultado, principalmente quando existe possibilidade de reação cruzada com outros vírus.
Além desses, o diagnóstico diferencial ajuda a descartar doenças que podem causar sintomas parecidos, como dengue, zika, chikungunya, febre amarela, leptospirose e outras infecções que podem afetar o sistema nervoso.
O Ministério da Saúde afirma que não existe um remédio específico para eliminar o vírus que causa a febre do Nilo Ocidental. Assim, o tratamento varia conforme a gravidade do quadro e tem como objetivo controlar os sintomas e evitar complicações:
Nos casos que afetam o sistema nervoso, a recuperação pode levar semanas ou meses e deixar algumas sequelas. Nessa situação, a reabilitação pode incluir fisioterapia e terapia ocupacional, de acordo com as dificuldades de cada paciente.
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A febre do Nilo Ocidental pode ser curada pelo próprio organismo, e muitas pessoas se recuperam sem problemas permanentes. A recuperação costuma ser completa, embora alguns sintomas possam continuar por mais tempo.
Nos casos em que a infecção afeta o sistema nervoso, a reabilitação pode demorar mais. Algumas pessoas podem continuar com fraqueza, dificuldade para andar, problemas de memória ou outras alterações neurológicas depois da fase inicial.
Por isso, a cura não acontece da mesma forma para todos os pacientes. A evolução depende da gravidade da infecção e do quanto o sistema nervoso foi afetado, e algumas pessoas podem precisar de acompanhamento por mais tempo.
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Como não existe vacina contra a febre do Nilo Ocidental para os humanos, a principal forma de prevenção é evitar picadas de mosquito em geral, além de eliminar locais que possam servir de criadouro para esses insetos.
Sendo assim, é importante:
O risco de ser infectado pelo agente que causa a febre do Nilo Ocidental pode ser maior em áreas rurais e locais onde o vírus circula entre aves e mosquitos. Quem vive, trabalha ou passa muito tempo ao ar livre nessas regiões deve reforçar os cuidados contra picadas.
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A avaliação com um infectologista é indicada quando aparecem sintomas depois de uma possível exposição ao vírus, principalmente para quem viveu ou esteve em uma região com casos da doença. Assim, o médico pode avaliar os sinais e pedir os exames necessários.
Nessa situação, o atendimento deve ser imediato diante de febre alta, rigidez no pescoço, confusão, tremores, convulsões, fraqueza muscular ou perda de consciência, já que esses sintomas podem indicar que a infecção atingiu o cérebro ou os nervos.
Pessoas mais velhas e com a imunidade enfraquecida precisam de atenção maior ao apresentar sinais da febre do Nilo Ocidental. Como esses grupos têm mais risco de complicações, é importante buscar avaliação médica sem esperar o quadro piorar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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