As vacinas contra meningite protegem contra diferentes bactérias que podem causar a doença; a quantidade de doses e a idade para recebê-las mudam conforme o imunizante
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A imunização contra a meningite inclui as vacinas meningocócicas, pneumocócicas e contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Sendo assim, cada uma protege o paciente contra microrganismos diferentes que podem causar a doença.
Além das bactérias, a meningite pode ser causada por vírus, fungos e parasitas. Mesmo assim, hoje, as vacinas disponíveis ajudam a prevenir somente alguns tipos causados por bactérias, que podem provocar complicações graves e levar à morte.
A idade e o número de doses dependem da vacina e da pessoa que vai recebê-la. No Brasil, o Calendário Nacional de Vacinação define as doses indicadas para crianças e as recomendações para outros grupos, como jovens e adultos.
Pediatras são os profissionais de saúde que podem orientar os pais sobre as vacinas necessárias para proteger crianças e adolescentes. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A meningite é a inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, chamadas de meninges. A doença pode ser provocada por vírus, fungos ou bactérias, e as formas bacterianas estão entre as mais graves.
Meningococo, pneumococo e Haemophilus influenzae tipo b são algumas das bactérias que podem causar meningite e, como existem diferentes causas, não há uma única vacina que proteja contra todas as formas do quadro.
No Brasil, os imunizantes protegem contra alguns dos principais microrganismos causadores da meningite, cada um com indicações e esquemas de doses específicos, que também podem variar de acordo com a idade da pessoa.
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A bactéria Neisseria meningitidis, também chamada de meningococo, tem vários grupos, como A, B, C, W e Y. A vacina meningocócica C, que protege contra o grupo C da bactéria, faz parte do calendário de vacinação do Brasil e é aplicada na infância.
Por outro lado, o imunizante chamado de meningocócica ACWY protege contra os grupos A, C, W e Y. No País, ele faz parte da vacinação de adolescentes e também pode ser indicado para outros grupos, principalmente quando existe mais risco de ter a doença.
Além dessas duas, existe a vacina meningocócica B, que protege contra o grupo B do meningococo. Ela pode ser indicada para crianças e para pessoas com maior risco de desenvolver a doença, conforme as recomendações de um médico especialista.
Na infância, o esquema de vacinação pode incluir diferentes vacinas meningocócicas para ampliar a proteção contra os grupos que causam a doença. Nesses casos, as doses e as idades indicadas variam de acordo com o imunizante.
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A proteção contra a meningite também inclui imunizantes contra outros microrganismos. A vacina pneumocócica, por exemplo, protege contra o Streptococcus pneumoniae, uma bactéria que pode causar, além de meningite, pneumonia e otite.
Já o imunizante pentavalente protege contra o Haemophilus influenzae tipo b (Hib), e previne difteria, tétano, coqueluche e hepatite B. Em geral, o Hib pode causar meningite e outras infecções graves, como pneumonia e sepse, sobretudo em crianças pequenas.
A principal diferença entre as vacinas do Sistema Único de Saúde (SUS) e as da rede privada está nos tipos de bactérias contra os quais elas protegem e nas idades em que são indicadas, seguindo o esquema:
O SUS também tem os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), que atendem pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações. Nesses espaços, a equipe avalia cada caso e indica as vacinas necessárias.
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Bebês e crianças pequenas têm maior risco de desenvolver doença meningocócica porque o sistema de defesa do organismo ainda está em desenvolvimento. Por isso, a vacinação começa nos primeiros meses de vida, conforme o calendário do Ministério da Saúde.
Adolescentes também têm indicação para se imunizar. Nessa fase, é mais comum carregar a bactéria na garganta sem apresentar sintomas, o que pode facilitar a transmissão para outras pessoas.
Adultos e idosos com algumas condições de saúde, como ausência do baço ou problemas no sistema imunológico, podem precisar de vacinas específicas. Já profissionais de saúde e pessoas que viajam para áreas com maior circulação da doença também podem precisar.
As vacinas ajudam a prevenir infecções bacterianas que podem causar meningite e deixar sequelas. Quando a doença evolui com complicações, podem aparecer problemas que afetam a audição, a visão, os movimentos e o funcionamento do cérebro, como:
As sequelas da meningite bacteriana podem durar por muito tempo e afetar a autonomia do paciente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de uma em cada cinco pessoas que sobrevivem à doença apresenta algum problema de longo prazo.
As vacinas contra meningite são consideradas seguras, e as reações depois da aplicação costumam ser leves e passageiras. Em geral, elas aparecem nas primeiras horas e desaparecem em pouco tempo.
Dor, vermelhidão e um pequeno inchaço no local da aplicação são comuns. Também podem acontecer febre baixa, sonolência, irritabilidade e diminuição do apetite, principalmente em bebês e crianças pequenas.
Em adolescentes e adultos, vacinas como MenACWY e MenB podem ser aplicadas no mesmo dia que outras vacinas, já que a aplicação conjunta é considerada segura e eficaz para a saúde do paciente.
Em qualquer caso, a avaliação de um profissional de saúde ajuda a definir as vacinas e o número de doses indicadas para cada pessoa. Esse acompanhamento também permite tirar dúvidas sobre as aplicações e os intervalos entre as doses.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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