A vacina pentavalente protege contra quais doenças? Saiba quando aplicar
A vacina pentavalente protege contra cinco doenças que podem provocar infecções graves e deixar sequelas; as doses ajudam a proteger o bebê desde os primeiros meses de vida
Resumo
- A vacina pentavalente protege contra cinco doenças que podem causar problemas graves em bebês, como meningite, pneumonia e alterações no fígado;
- O imunizante faz parte da vacinação infantil e deve ser aplicado aos dois, quatro e seis meses de vida para completar a proteção inicial;
- Quando uma dose da vacina atrasa, não é preciso começar o esquema de novo, mas é importante procurar um profissional da saúde para atualizar a vacinação;
- As reações depois da vacina costumam ser passageiras e podem incluir febre, irritabilidade, choro, vermelhidão e inchaço no local da aplicação;
- A vacina do SUS e a das clínicas particulares têm diferenças na composição, mas ambas são seguras e ajudam a proteger contra as doenças previstas.
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A vacina pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Essas doenças podem causar complicações como meningite, pneumonia, dificuldade para respirar e problemas no fígado.
O imunizante faz parte do calendário de vacinação infantil brasileiro e é indicado para bebês nos primeiros meses de vida. Nesse caso, a proteção acontece de forma gradual, conforme cada dose é aplicada no período recomendado pelos profissionais de saúde.
Pediatras são os médicos que podem orientar os pais sobre as vacinas necessárias para proteger crianças e adolescentes. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Quais doenças a vacina pentavalente previne?
A vacina pentavalente recebe esse nome porque protege contra cinco doenças em um único imunizante. Esses quadros podem causar complicações graves, principalmente em bebês e crianças pequenas, afetando a respiração, o fígado e o sistema nervoso.
Nesse sentido, a pentavalente age na prevenção de:
- Difteria: é uma infecção causada por uma bactéria que afeta o nariz e a garganta, podendo formar placas que bloqueiam a passagem de ar e dificultam a respiração;
- Coqueluche: consiste em uma infecção respiratória conhecida como tosse comprida, que provoca crises de tosse fortes e repetidas, dificultando a respiração e a alimentação do bebê;
- Hepatite B: é uma infecção causada por um vírus que atinge o fígado e, quando acontece na infância, tem maior chance de se tornar crônica e aumentar o risco de cirrose e câncer de fígado no futuro;
- Infecções por Haemophilus influenzae tipo b (Hib): são causadas por uma bactéria que pode provocar doenças graves, como meningite, pneumonia e outras infecções invasivas, principalmente em crianças pequenas;
- Tétano: consiste em uma doença causada por bactérias presentes no ambiente que entram no organismo por ferimentos, afetam o sistema nervoso e provocam rigidez, dores e contrações musculares intensas, que podem ser fatais.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina pentavalente ajuda a prevenir complicações graves e reduz o número de injeções nos primeiros meses de vida. A vacinação em dia protege a criança e contribui para reduzir a circulação dessas doenças na comunidade.
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Quando o bebê deve tomar as doses da vacina?
Conforme determina a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina pentavalente deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de vida. Nesse caso, o esquema com mais de uma dose é necessário para que o organismo desenvolva e mantenha a proteção:
Depois das três doses da vacina pentavalente, a criança ainda precisa receber doses de reforço para manter a proteção, o que costuma acontecer aos 15 meses e aos quatro anos de idade com a vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche.
O que acontece se atrasar uma dose da vacina pentavalente?
O atraso de uma dose da vacina pentavalente não significa que seja necessário começar a vacinação do zero. Nesse caso, é importante procurar um serviço de saúde ou o pediatra responsável pelo bebê para verificar quais doses ainda precisam ser aplicadas.
Enquanto o esquema não está completo, a criança pode ficar sem a proteção esperada contra as doenças prevenidas pela vacina. Por isso, as doses em atraso devem ser tomadas assim que possível, conforme a orientação do profissional de saúde.
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Quais são as reações da vacina e o que fazer?
A vacina pentavalente pode causar reações temporárias nos bebês, como febre, irritabilidade, choro, vermelhidão e inchaço no local da aplicação, principalmente nas primeiras 48 horas. Esses sinais costumam fazer parte da resposta do organismo à vacina.
Nesse sentido, existem algumas medidas que podem ajudar a aliviar o desconforto do pequeno, como colo, amamentação e compressas frias. Também é importante evitar massagens e o uso de pomadas ou outras substâncias caseiras na região da picada.
Quanto à medicação, antitérmicos e analgésicos só devem ser usados com orientação do pediatra. Se a febre for alta, durar mais de dois dias ou o bebê apresentar outros sinais de alerta, é necessário procurar atendimento médico especializado.
Existem casos em que a pentavalente não deve ser aplicada?
No geral, a vacina pentavalente não deve ser aplicada em crianças que tiveram uma reação alérgica depois de uma dose anterior ou que apresentam alergia a algum componente da vacina. Nessas situações, o médico deve avaliar a indicação de novas doses.
A aplicação pode ser adiada quando a criança está com uma doença aguda e febre alta ou apresenta sinais de que está mais debilitada. Depois que a criança se recupera, a imunização pode ser retomada conforme a orientação do pediatra.
Desse jeito, algumas crianças precisam de uma avaliação individual antes de receber a vacina, principalmente quando houve alterações neurológicas após uma dose anterior com o componente da coqueluche.
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Qual a diferença da vacina do SUS e do particular?
Muitos pais percebem que as clínicas particulares oferecem versões diferentes da vacina pentavalente. No Sistema Único de Saúde (SUS), o imunizante usa o componente da coqueluche de células inteiras, uma versão que pode causar mais reações.
Já nas instituições privadas, a vacina costuma usar o componente acelular da coqueluche, feito com partes purificadas da bactéria. Essa versão tende a causar menos efeitos colaterais, e algumas vacinas combinadas também podem ter diferenças na composição.
As duas opções são seguras, aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e protegem contra as doenças previstas na vacinação. A escolha depende da disponibilidade da vacina e da orientação do pediatra, sem atrasar as doses recomendadas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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