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Revisado em: 05/08/2026

A vacina pentavalente protege contra quais doenças? Saiba quando aplicar

A vacina pentavalente protege contra cinco doenças que podem provocar infecções graves e deixar sequelas; as doses ajudam a proteger o bebê desde os primeiros meses de vida

Resumo
  • A vacina pentavalente protege contra cinco doenças que podem causar problemas graves em bebês, como meningite, pneumonia e alterações no fígado;
  • O imunizante faz parte da vacinação infantil e deve ser aplicado aos dois, quatro e seis meses de vida para completar a proteção inicial;
  • Quando uma dose da vacina atrasa, não é preciso começar o esquema de novo, mas é importante procurar um profissional da saúde para atualizar a vacinação;
  • As reações depois da vacina costumam ser passageiras e podem incluir febre, irritabilidade, choro, vermelhidão e inchaço no local da aplicação;
  • A vacina do SUS e a das clínicas particulares têm diferenças na composição, mas ambas são seguras e ajudam a proteger contra as doenças previstas.

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A vacina pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Essas doenças podem causar complicações como meningite, pneumonia, dificuldade para respirar e problemas no fígado.

O imunizante faz parte do calendário de vacinação infantil brasileiro e é indicado para bebês nos primeiros meses de vida. Nesse caso, a proteção acontece de forma gradual, conforme cada dose é aplicada no período recomendado pelos profissionais de saúde.

Pediatras são os médicos que podem orientar os pais sobre as vacinas necessárias para proteger crianças e adolescentes. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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Quais doenças a vacina pentavalente previne?

A vacina pentavalente recebe esse nome porque protege contra cinco doenças em um único imunizante. Esses quadros podem causar complicações graves, principalmente em bebês e crianças pequenas, afetando a respiração, o fígado e o sistema nervoso.

Nesse sentido, a pentavalente age na prevenção de:

  • Difteria: é uma infecção causada por uma bactéria que afeta o nariz e a garganta, podendo formar placas que bloqueiam a passagem de ar e dificultam a respiração;
  • Coqueluche: consiste em uma infecção respiratória conhecida como tosse comprida, que provoca crises de tosse fortes e repetidas, dificultando a respiração e a alimentação do bebê;
  • Hepatite B: é uma infecção causada por um vírus que atinge o fígado e, quando acontece na infância, tem maior chance de se tornar crônica e aumentar o risco de cirrose e câncer de fígado no futuro;
  • Infecções por Haemophilus influenzae tipo b (Hib): são causadas por uma bactéria que pode provocar doenças graves, como meningite, pneumonia e outras infecções invasivas, principalmente em crianças pequenas;
  • Tétano: consiste em uma doença causada por bactérias presentes no ambiente que entram no organismo por ferimentos, afetam o sistema nervoso e provocam rigidez, dores e contrações musculares intensas, que podem ser fatais.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina pentavalente ajuda a prevenir complicações graves e reduz o número de injeções nos primeiros meses de vida. A vacinação em dia protege a criança e contribui para reduzir a circulação dessas doenças na comunidade.

Leia também: Para que serve a vacina ACWY? Saiba quem deve tomar

Quando o bebê deve tomar as doses da vacina?

Conforme determina a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina pentavalente deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de vida. Nesse caso, o esquema com mais de uma dose é necessário para que o organismo desenvolva e mantenha a proteção:

Dose

Idade recomendada

Local de aplicação

Primeira dose

Dois meses de vida

Músculo da coxa

Segunda dose

Quatro meses de vida

Músculo da coxa

Terceira dose

Seis meses de vida

Músculo da coxa

Depois das três doses da vacina pentavalente, a criança ainda precisa receber doses de reforço para manter a proteção, o que costuma acontecer aos 15 meses e aos quatro anos de idade com a vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche.

O que acontece se atrasar uma dose da vacina pentavalente?

O atraso de uma dose da vacina pentavalente não significa que seja necessário começar a vacinação do zero. Nesse caso, é importante procurar um serviço de saúde ou o pediatra responsável pelo bebê para verificar quais doses ainda precisam ser aplicadas.

Enquanto o esquema não está completo, a criança pode ficar sem a proteção esperada contra as doenças prevenidas pela vacina. Por isso, as doses em atraso devem ser tomadas assim que possível, conforme a orientação do profissional de saúde.

Leia também: Quem tomou vacina contra meningite pode pegar a doença? Entenda

Quais são as reações da vacina e o que fazer?

A vacina pentavalente pode causar reações temporárias nos bebês, como febre, irritabilidade, choro, vermelhidão e inchaço no local da aplicação, principalmente nas primeiras 48 horas. Esses sinais costumam fazer parte da resposta do organismo à vacina.

Nesse sentido, existem algumas medidas que podem ajudar a aliviar o desconforto do pequeno, como colo, amamentação e compressas frias. Também é importante evitar massagens e o uso de pomadas ou outras substâncias caseiras na região da picada.

Quanto à medicação, antitérmicos e analgésicos só devem ser usados com orientação do pediatra. Se a febre for alta, durar mais de dois dias ou o bebê apresentar outros sinais de alerta, é necessário procurar atendimento médico especializado.

Existem casos em que a pentavalente não deve ser aplicada?

No geral, a vacina pentavalente não deve ser aplicada em crianças que tiveram uma reação alérgica depois de uma dose anterior ou que apresentam alergia a algum componente da vacina. Nessas situações, o médico deve avaliar a indicação de novas doses.

A aplicação pode ser adiada quando a criança está com uma doença aguda e febre alta ou apresenta sinais de que está mais debilitada. Depois que a criança se recupera, a imunização pode ser retomada conforme a orientação do pediatra.

Desse jeito, algumas crianças precisam de uma avaliação individual antes de receber a vacina, principalmente quando houve alterações neurológicas após uma dose anterior com o componente da coqueluche.

Leia também: Vacina para catapora: como funciona, quando e quem deve tomar

Qual a diferença da vacina do SUS e do particular?

Muitos pais percebem que as clínicas particulares oferecem versões diferentes da vacina pentavalente. No Sistema Único de Saúde (SUS), o imunizante usa o componente da coqueluche de células inteiras, uma versão que pode causar mais reações.

Já nas instituições privadas, a vacina costuma usar o componente acelular da coqueluche, feito com partes purificadas da bactéria. Essa versão tende a causar menos efeitos colaterais, e algumas vacinas combinadas também podem ter diferenças na composição.

As duas opções são seguras, aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e protegem contra as doenças previstas na vacinação. A escolha depende da disponibilidade da vacina e da orientação do pediatra, sem atrasar as doses recomendadas.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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