Entenda como o exame avalia o esôfago, estômago e duodeno, auxiliando no diagnóstico de dores abdominais e refluxo.
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Você termina de almoçar e, pouco tempo depois, sente uma queimação subir pelo peito, acompanhada de um peso no estômago que parece não ir embora. Essa cena, comum na rotina de muitos brasileiros, costuma ser o primeiro sinal de que algo não vai bem no sistema digestivo. Quando os sintomas persistem ou um desconforto agudo surge, o médico gastroenterologista solicita a realização de uma endoscopia digestiva alta.
O procedimento investiga a saúde da parte superior do trato gastrointestinal com precisão e segurança. O equipamento utilizado possui um tubo flexível fino com uma câmera na ponta, que transmite imagens em alta resolução para um monitor clínico. O médico observa as paredes internas do esôfago, do estômago e do duodeno, que corresponde à porção inicial do intestino delgado.
A visualização direta da mucosa permite identificar alterações sutis na coloração ou no relevo dos tecidos. O exame não serve apenas para captar imagens, funcionando também em situações de urgência. Durante o procedimento, o profissional consegue estancar sangramentos digestivos ativos provocados por úlceras gástricas ou duodenais, retirar pólipos e coletar amostras de tecido para análise laboratorial.
A avaliação detalhada da mucosa digestiva revela diversas condições clínicas. A identificação do problema facilita a escolha do tratamento adequado. Veja as principais doenças rastreadas pelo exame:
O pedido médico ocorre após a avaliação clínica e a análise do histórico de saúde no consultório. O exame esclarece a origem do desconforto quando mudanças na alimentação e medicações iniciais não surtem efeito. O especialista indica a investigação caso você apresente quadros específicos.
A biópsia consiste na retirada de fragmentos milimétricos de tecido de áreas que parecem alteradas. O médico insere uma pinça minúscula através do próprio canal do endoscópio para capturar a amostra. O processo não causa dor, pois a mucosa interna não possui terminações nervosas sensíveis a esse tipo de corte.
O material coletado segue para análise em laboratório de patologia. O estudo das células sob o microscópio confirma a presença da bactéria H. pylori e avalia a gravidade das inflamações. Essa investigação histológica é decisiva para diferenciar tecidos saudáveis de alterações celulares suspeitas ou pequenos tumores gástricos ainda no estágio inicial.
Muitas pessoas sentem apreensão em relação à medicação utilizada em exames diagnósticos. O procedimento costuma empregar sedação intravenosa com monitoramento contínuo dos sinais vitais. A substância induz um sono superficial, bloqueando o reflexo de vômito e reduzindo o incômodo na garganta durante a passagem do aparelho.
O paciente desperta poucos minutos após o término do exame. A equipe de saúde acompanha os batimentos cardíacos, a respiração e a oxigenação até a recuperação completa. Recomenda-se ir à clínica acompanhado por um adulto, já que a sonolência temporária impede dirigir ou operar máquinas logo após a liberação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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