O transtorno bipolar é uma condição psiquiátrica que altera o humor; nela, a pessoa passa por fases de energia e outras de desânimo, o que pode afetar a rotina e os relacionamentos
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O transtorno bipolar é uma condição de saúde mental que causa mudanças no humor, na energia e na atividade do paciente. O quadro inclui episódios de mania, com euforia ou irritação, e episódios de depressão, com tristeza e perda de interesse.
No geral, o distúrbio pode se apresentar de vários jeitos, de acordo com a intensidade e a duração dos episódios. No tipo I, há episódios de mania mais graves, que podem exigir internação. Já no II, esses episódios são mais leves, sendo chamados de hipomania.
O tratamento costuma envolver uso de remédios, como estabilizadores de humor, e acompanhamento com profissionais de saúde mental. O diagnóstico e o cuidado frequente ajudam a diminuir as oscilações e a manter a estabilidade do quadro.
Psiquiatras são os médicos que acompanham pacientes com transtorno bipolar, fazendo o diagnóstico e indicando o tratamento certo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O transtorno afetivo bipolar (TAB) é uma condição psiquiátrica marcada por mudanças no humor, na energia e na forma de agir ao longo do tempo. Essas mudanças não se limitam às variações comuns e podem afetar o trabalho, os estudos e os relacionamentos.
As alterações de humor do paciente acontecem em dois polos. Em um deles estão os episódios de mania ou hipomania, com aumento de energia e agitação. No outro, estão os episódios de depressão, com tristeza, perda de interesse e redução da energia.
O transtorno bipolar não se relaciona a falhas pessoais ou falta de força de vontade. Ele envolve fatores biológicos e genéticos. O tratamento costuma incluir remédios estabilizadores de humor, que ajudam a reduzir as oscilações e dar mais estabilidade.
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Os sinais do transtorno bipolar aparecem de maneiras diferentes, conforme a fase vivida pela pessoa. O diagnóstico da condição é feito por um psiquiatra, que avalia com que frequência os episódios acontecem, quanto tempo duram e a intensidade de cada um deles.
A mania é a fase de euforia, com aumento de energia e sensação de autoconfiança acima do normal. A hipomania é uma forma mais leve, com sinais parecidos, mas com menor impacto na rotina. Sendo assim, os sintomas mais comuns incluem:
Esses comportamentos podem aparecer sozinhos ou ao mesmo tempo e costumam indicar uma mudança no jeito habitual da pessoa agir. Em alguns casos, a hipomania não é percebida de imediato, o que pode dificultar a identificação do transtorno no começo.
A fase depressiva do transtorno bipolar é parecida com a depressão comum. Nesses episódios, os sintomas podem prejudicar a rotina e causar sofrimento ao paciente, incluindo sinais como:
Essas manifestações podem fazer a pessoa diminuir o ritmo das atividades e se afastar do convívio social, o que afeta áreas como o trabalho e os relacionamentos. Em casos mais graves, pode existir dificuldade para manter a rotina e fazer tarefas consideradas simples.
O transtorno bipolar pode aparecer de várias formas. Em geral, essa divisão serve para ajudar a definir o melhor tratamento para cada caso, e os tipos são marcados por algumas especificidades, como:
A diferenciação entre os tipos ajuda a reconhecer como os episódios se repetem e como o transtorno se comporta em cada paciente. Em algumas pessoas, o padrão dos sintomas pode mudar com o passar dos anos.
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A causa do transtorno bipolar ainda não é totalmente esclarecida, mas existem algumas evidências científicas que mostram que ele resulta da combinação de fatores genéticos, biológicos e ambientais, então não há uma única causa isolada.
Estudos com famílias, gêmeos e análise genética indicam forte influência hereditária, com maior risco em pessoas que têm parentes próximos com o transtorno. Uma revisão publicada na Molecular Psychiatry, por exemplo, aponta que o transtorno bipolar é herdável e envolve múltiplos genes, sem um único gene responsável pela condição.
Algumas pesquisas em neurobiologia também mostram alterações na comunicação entre neurônios, envolvendo neurotransmissores como dopamina e glutamato, que ajudam a regular o humor e a energia. Uma revisão publicada na Nature Reviews Neuroscience descreve essas alterações como parte dos mecanismos associados ao transtorno bipolar.
Além disso, as publicações sobre o modelo de interação entre genética e ambiente no transtorno bipolar indicam que eventos estressantes ou traumáticos podem atuar como gatilhos para o começo dos sintomas em pessoas com predisposição genética.
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O diagnóstico do transtorno bipolar é feito por um médico psiquiatra, a partir da avaliação dos sintomas e do histórico de saúde da pessoa. No geral, não existem exames de sangue ou de imagem que confirmem o transtorno.
O processo pode levar tempo, já que os sintomas da fase depressiva podem ser parecidos com os da depressão comum. A confirmação costuma acontecer quando se identifica, no histórico, a presença de episódios de mania ou hipomania.
Mesmo que ainda não tenha uma cura definitiva, o transtorno bipolar pode ser tratado. Nessa situação, o objetivo é estabilizar o humor, diminuir a frequência e a intensidade das crises e permitir que a pessoa mantenha uma rotina mais estável.
O tratamento com remédios é uma das principais formas de controle do transtorno bipolar, e os estabilizadores de humor, como o lítio, são a base mais comum. A escolha das medicações depende dos sintomas e da fase da doença.
Em alguns casos, o psiquiatra pode associar outros remédios, como antipsicóticos para controlar sintomas específicos ou antidepressivos. O uso desses medicamentos precisa de acompanhamento, já que algumas combinações podem desencadear episódios de mania.
A psicoterapia é uma parte importante do tratamento do transtorno bipolar. Terapias como a Cognitivo-Comportamental (TCC) ajudam a pessoa a identificar situações que podem desencadear crises, entender melhor os sintomas e seguir o uso dos medicamentos.
A rotina também influencia no controle do transtorno. Por isso, manter horários regulares de sono, ter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física ajudam na estabilidade do humor. Além disso, o consumo de álcool e outras drogas pode piorar os sintomas. O tabagismo também pode interferir no efeito de alguns remédios usados no tratamento.
Com o diagnóstico certo e o tratamento seguido de forma contínua, muitas pessoas com transtorno bipolar conseguem controlar os sintomas e manter uma rotina estável. Assim, mesmo com desafios ao longo do caminho, é possível alcançar mais equilíbrio no dia a dia.
O apoio da família, a compreensão no trabalho e uma rede de apoio fazem diferença no bem-estar, e o reconhecimento dos primeiros sinais de uma crise e buscar ajuda são pontos importantes para evitar o agravamento dos sintomas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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