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Revisado em: 06/08/2026

Quem tem colesterol pode comer ovo? Saiba o que os médicos recomendam

O ovo é um alimento rico em proteínas, vitaminas e minerais importantes; a relação com o colesterol depende da quantidade consumida, do preparo e do restante da alimentação

Resumo
  • O ovo pode fazer parte da alimentação de quem tem colesterol alto, mas a quantidade deve considerar a saúde, a alimentação e as necessidades de cada um;
  • O colesterol dos alimentos tem pouca influência nos níveis de colesterol no sangue para a maioria das pessoas, pois o corpo também produz essa substância;
  • A forma de preparar o ovo pode mudar a composição do prato, e opções sem excesso de óleo ajudam a manter uma alimentação mais equilibrada;
  • A gema do ovo contém colesterol, enquanto a clara é formada principalmente por proteínas e não apresenta essa substância;
  • O controle do colesterol depende de vários fatores, como alimentação, atividade física, histórico familiar e acompanhamento com profissionais de saúde.

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Quem tem colesterol alto pode comer ovo, mas o consumo deve considerar a alimentação e a saúde de cada pessoa. No geral, o ovo é fonte de proteínas, vitaminas e minerais, e sua relação com o colesterol depende de outros fatores da dieta.

Um estudo publicado no periódico The BMJ mostrou que o colesterol dos alimentos tem menor influência nos níveis de colesterol no sangue do que o tipo de gordura consumida e a alimentação como um todo. Por isso, a análise não considera só um alimento isolado.

A forma de preparo, a quantidade consumida e os acompanhamentos também devem ser avaliados. O ovo cozido, por exemplo, tem uma composição diferente de preparações com alimentos ricos em gorduras saturadas.

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Como o colesterol dos alimentos age no corpo?

O fígado produz a maior parte do colesterol presente no organismo. O colesterol dos alimentos tem pouca influência nos níveis dessa gordura no sangue para a maioria das pessoas. Quando recebe colesterol pela alimentação, o corpo reduz a própria produção.

O equilíbrio das gorduras da dieta é importante para a saúde, pois esses nutrientes participam de diferentes funções. O ovo fornece proteínas de alta qualidade, além de vitaminas do complexo B, nutrientes usados para funções neurológicas e dos olhos.

A gema do ovo contém colesterol, mas também apresenta gorduras consideradas saudáveis. Esses nutrientes fazem parte de uma alimentação equilibrada e a retirada do ovo da dieta não garante a redução do colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.

Quantos ovos alguém com colesterol pode comer?

A quantidade ideal de ovos depende da saúde de cada pessoa, da alimentação e das necessidades do corpo. Pessoas com colesterol alto, mas sem doenças cardíacas ou diabetes descontrolada, podem consumir ovos conforme a orientação do especialista.

Como o colesterol do ovo está na gema, o consumo deve considerar o contexto da dieta e os níveis de colesterol de cada paciente. Em casos de LDL muito alto ou histórico familiar de infarto, o médico pode recomendar uma redução na quantidade de gemas.

Por outro lado, a clara do ovo não contém colesterol e é composta principalmente por água e proteínas. Por isso, ela tende a ser incluída na alimentação sem a mesma preocupação em relação ao colesterol presente na gema.

Leia também: Como aumentar o colesterol bom e reduzir o risco cardiovascular

Qual é a melhor forma de preparar o ovo?

O modo de preparo pode mudar a composição nutricional da refeição. 

Fritar o ovo com muito óleo, banha ou manteiga, por exemplo, pode aumentar a quantidade de gorduras saturadas consumidas. Já cozinhar o ovo sem adicionar óleo preserva os nutrientes do alimento e evita o excesso de gorduras.

Dentre as principais formas saudáveis de preparar o alimento, estão:

  • Pochê: cozido em água quente, mantém a gema mais cremosa sem precisar adicionar óleo ou outras fontes de gordura;
  • Cozido: preparado sem adição de óleo, é uma das opções com menor quantidade de gordura na preparação, além de manter os nutrientes sem acrescentar ingredientes;
  • Mexido ou omelete: pode ser preparado em uma panela antiaderente com pouca ou nenhuma gordura. Quando necessário, um fio de azeite de oliva extravirgem pode ser usado, pois ele contém gorduras consideradas benéficas para a saúde.

Além do preparo, os alimentos que acompanham o ovo fazem diferença na qualidade da refeição. Incluir opções como verduras, legumes e alimentos ricos em fibras ajuda a deixar a alimentação mais equilibrada e pode contribuir para o controle do colesterol.

Leia também: A gema do ovo aumenta o colesterol? Entenda como consumir a proteína

O que realmente aumenta o colesterol ruim?

O ovo, quando consumido dentro de uma alimentação equilibrada, não aumenta sozinho o risco de doenças do coração. A atenção deve estar nos acompanhamentos e no conjunto da alimentação diária:

Alimentos que aumentam o colesterol

Alimentos que ajudam a baixar o colesterol

Frituras em geral e fast-food

Peixes ricos em ômega-3, como sardinha e salmão

Cortes de carne com gordura aparente

Frutas com bagaço, além de verduras e legumes escuros

Biscoitos recheados, margarinas e sorvetes

Gorduras insaturadas, como abacate, azeite de oliva extravirgem e castanhas

Embutidos, como bacon, salsicha e mortadela

Fibras solúveis, presentes em alimentos como aveia, psyllium e sementes de chia

Além da alimentação, outros fatores podem influenciar os níveis de colesterol, como a prática de atividade física, o peso, o histórico familiar e o uso de remédios. Por isso, os cuidados com o colesterol devem considerar a saúde e a rotina de cada um.

E quem tem colesterol alto pode comer pão?

O ovo costuma ser consumido com pão francês, mas essa combinação não precisa, necessariamente, ser excluída por quem tem colesterol alto. O pão pode fazer parte da alimentação, desde que as escolhas considerem a qualidade do carboidrato.

Pães brancos e refinados têm pouca fibra e, quando consumidos em excesso, podem contribuir para alterações nos triglicerídeos. Já pães integrais, aveia e tubérculos fornecem fibras que ajudam no funcionamento do intestino e no controle do colesterol.

O acompanhamento dos exames de sangue ajuda a avaliar os níveis de colesterol e de outros lipídios. A orientação de profissionais de saúde contribui para ajustar a alimentação conforme as necessidades de cada pessoa.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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