O ovo é um alimento rico em proteínas, vitaminas e minerais importantes; a relação com o colesterol depende da quantidade consumida, do preparo e do restante da alimentação
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Quem tem colesterol alto pode comer ovo, mas o consumo deve considerar a alimentação e a saúde de cada pessoa. No geral, o ovo é fonte de proteínas, vitaminas e minerais, e sua relação com o colesterol depende de outros fatores da dieta.
Um estudo publicado no periódico The BMJ mostrou que o colesterol dos alimentos tem menor influência nos níveis de colesterol no sangue do que o tipo de gordura consumida e a alimentação como um todo. Por isso, a análise não considera só um alimento isolado.
A forma de preparo, a quantidade consumida e os acompanhamentos também devem ser avaliados. O ovo cozido, por exemplo, tem uma composição diferente de preparações com alimentos ricos em gorduras saturadas.
Endocrinologistas são os médicos que podem fazer o acompanhamento e o tratamento de pacientes com colesterol alto. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O fígado produz a maior parte do colesterol presente no organismo. O colesterol dos alimentos tem pouca influência nos níveis dessa gordura no sangue para a maioria das pessoas. Quando recebe colesterol pela alimentação, o corpo reduz a própria produção.
O equilíbrio das gorduras da dieta é importante para a saúde, pois esses nutrientes participam de diferentes funções. O ovo fornece proteínas de alta qualidade, além de vitaminas do complexo B, nutrientes usados para funções neurológicas e dos olhos.
A gema do ovo contém colesterol, mas também apresenta gorduras consideradas saudáveis. Esses nutrientes fazem parte de uma alimentação equilibrada e a retirada do ovo da dieta não garante a redução do colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.
A quantidade ideal de ovos depende da saúde de cada pessoa, da alimentação e das necessidades do corpo. Pessoas com colesterol alto, mas sem doenças cardíacas ou diabetes descontrolada, podem consumir ovos conforme a orientação do especialista.
Como o colesterol do ovo está na gema, o consumo deve considerar o contexto da dieta e os níveis de colesterol de cada paciente. Em casos de LDL muito alto ou histórico familiar de infarto, o médico pode recomendar uma redução na quantidade de gemas.
Por outro lado, a clara do ovo não contém colesterol e é composta principalmente por água e proteínas. Por isso, ela tende a ser incluída na alimentação sem a mesma preocupação em relação ao colesterol presente na gema.
Leia também: Como aumentar o colesterol bom e reduzir o risco cardiovascular
O modo de preparo pode mudar a composição nutricional da refeição.
Fritar o ovo com muito óleo, banha ou manteiga, por exemplo, pode aumentar a quantidade de gorduras saturadas consumidas. Já cozinhar o ovo sem adicionar óleo preserva os nutrientes do alimento e evita o excesso de gorduras.
Dentre as principais formas saudáveis de preparar o alimento, estão:
Além do preparo, os alimentos que acompanham o ovo fazem diferença na qualidade da refeição. Incluir opções como verduras, legumes e alimentos ricos em fibras ajuda a deixar a alimentação mais equilibrada e pode contribuir para o controle do colesterol.
Leia também: A gema do ovo aumenta o colesterol? Entenda como consumir a proteína
O ovo, quando consumido dentro de uma alimentação equilibrada, não aumenta sozinho o risco de doenças do coração. A atenção deve estar nos acompanhamentos e no conjunto da alimentação diária:
Além da alimentação, outros fatores podem influenciar os níveis de colesterol, como a prática de atividade física, o peso, o histórico familiar e o uso de remédios. Por isso, os cuidados com o colesterol devem considerar a saúde e a rotina de cada um.
O ovo costuma ser consumido com pão francês, mas essa combinação não precisa, necessariamente, ser excluída por quem tem colesterol alto. O pão pode fazer parte da alimentação, desde que as escolhas considerem a qualidade do carboidrato.
Pães brancos e refinados têm pouca fibra e, quando consumidos em excesso, podem contribuir para alterações nos triglicerídeos. Já pães integrais, aveia e tubérculos fornecem fibras que ajudam no funcionamento do intestino e no controle do colesterol.
O acompanhamento dos exames de sangue ajuda a avaliar os níveis de colesterol e de outros lipídios. A orientação de profissionais de saúde contribui para ajustar a alimentação conforme as necessidades de cada pessoa.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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