A condição não provoca dor inicial, mas conhecer os sinais de que as artérias estão comprometidas ajuda a prevenir infartos e derrames.
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O cenário é comum nos consultórios médicos: você abre o resultado do exame de rotina, vê as taxas de colesterol nas alturas e leva um susto. Como os números podem estar tão alterados se você se sente perfeitamente bem no dia a dia? Essa dissonância ocorre porque a gordura se acumula nas paredes dos vasos sanguíneos de forma progressiva e indolor.
Muitas pessoas com fatores de risco para doenças cardiovasculares buscam na internet pistas para descobrir se estão doentes. O perigo real reside no fato de que o corpo não emite alertas sonoros ou dores agudas enquanto o bloqueio arterial está apenas no começo. Assim, a falta de desconforto físico leva ao abandono de hábitos saudáveis e ao adiamento de consultas médicas.
Cardiologistas são os médicos que podem atender esse tipo de quadro, principalmente se há algum tipo de comorbidade relacionada ao coração. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O colesterol é uma substância essencial para a produção de hormônios e para a estrutura das células, segundo o Ministério da Saúde. O problema surge quando há excesso do chamado colesterol ruim, o LDL, circulando na corrente sanguínea. Esse acúmulo não estimula terminações nervosas, o que explica a ausência total de dor ou mal-estar contínuo na maior parte da vida do paciente.
De acordo com o World Health Federation, o colesterol alto provoca 3,6 milhões de mortes todos os anos a nível mundial.
O processo de obstrução das artérias recebe o nome de aterosclerose. As placas de gordura endurecem e estreitam o canal por onde o sangue passa, dificultando a oxigenação dos órgãos. Pesquisas científicas demonstram que esse acúmulo invisível aumenta em mais de duas vezes o risco de desenvolver doenças cardíacas graves.
Quando uma pessoa começa a sentir algo de errado, o fluxo sanguíneo já está severamente comprometido, exigindo atendimento médico imediato.
O impacto do excesso de gordura no sangue não afeta apenas a circulação sanguínea. A elevação prolongada dessas taxas também pode atuar de forma oculta na estrutura dos ossos, enfraquecendo sua resistência e elevando o risco de fraturas.
Leia também: Como diminuir o colesterol ruim com medidas no dia a dia
Embora a condição não provoque sintomas internos perceptíveis no início, níveis muito altos de lipídios podem deixar marcas visíveis na pele e nos olhos. Esses sinais ocorrem devido ao depósito de gordura sob a pele, nos tendões ou na córnea. Em quadros mais graves ou de origem genética, podem surgir nódulos nos tendões, manchas amareladas perto dos olhos e anéis ao redor da íris.
A presença dessas alterações não confirma o diagnóstico por si só, mas indica a necessidade de uma avaliação médica detalhada.
A tabela abaixo resume as manifestações físicas mais frequentes ligadas às dislipidemias familiares ou severas:
Leia também: O que é o “colesterol bom” e como ele interfere na saúde como um todo
Quando as placas de gordura reduzem drasticamente o espaço dentro das artérias, o coração precisa fazer um esforço extremo para bombear o sangue. Esse bloqueio progressivo pode provocar complicações cardíacas severas. Tais sinais não são do colesterol em si, mas sim do dano que ele provocou ao longo dos anos nas vias circulatórias.
A falta de oxigênio no músculo cardíaco ou no cérebro gera reações de alerta máximo no organismo. A combinação de colesterol alto e triglicérides elevados acelera o processo de entupimento arterial.
Procure pronto atendimento médico se você apresentar:
Por outro lado, é importante observar que existem fatores de risco que podem elevar os níveis de colesterol no sangue. Alguns deles são:
Sobre o tabagismo, fumantes têm de 2 a 4 vezes mais probabilidade de desenvolver doenças cardíacas que pessoas não fumantes. Quando a pessoa para de fumar, há geralmente um aumento nos níveis de colesterol HDL, também conhecido por “colesterol bom”.
Muitos pacientes relatam tonturas, dores de cabeça e sensação de peso na nuca, acreditando ser um sintoma direto do aumento das gorduras no sangue. Fisiologicamente, o colesterol alto isolado não causa dor de cabeça, dormência primária ou tontura. Essas manifestações frequentemente estão associadas a quadros de hipertensão arterial (pressão alta) ou estresse agudo, condições que costumam acompanhar as alterações lipídicas.
Se a tontura vier acompanhada de dormência em um lado do corpo, fraqueza no rosto ou dificuldade na fala, o cenário muda. Estes são indícios claros de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das complicações mais severas do bloqueio das artérias carótidas. Nesses casos, o socorro médico deve ser imediato.
O diagnóstico não depende de como você se sente fisicamente, mas da análise laboratorial. Como a condição evolui sem sintomas visíveis na maioria dos casos, a realização de exames de sangue periódicos é essencial para identificar o problema precocemente e evitar complicações no coração.
O exame de sangue, conhecido como perfil lipídico ou lipidograma, mede as frações de colesterol (total, HDL, LDL) e os triglicerídeos. Médicos cardiologistas e clínicos gerais recomendam que adultos saudáveis façam essa medição regularmente, com a frequência ajustada conforme o histórico familiar e os fatores de risco individuais.
O sedentarismo, a má alimentação e a genética desempenham papéis decisivos na alteração desses valores. Se você possui familiares próximos com histórico de infarto precoce, o rastreamento deve começar ainda mais cedo, inclusive na infância ou adolescência, mediante orientação pediátrica.
O tratamento da dislipidemia envolve uma mudança estrutural no estilo de vida e, em muitos cenários, o uso de medicamentos prescritos pelo cardiologista. A redução do consumo de gorduras saturadas, presentes em embutidos e frituras, aliada à prática regular de exercícios físicos, ajuda a diminuir o LDL e a elevar o HDL, conhecido como o colesterol bom.
O acompanhamento profissional é insubstituível para garantir a segurança do paciente. Evite dietas restritivas encontradas na internet ou suplementos sem comprovação científica. A saúde do seu coração depende de acompanhamento médico contínuo, exames de rotina precisos e adesão rigorosa ao plano de tratamento traçado pelo seu médico.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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