A meningite meningocócica é causada por uma bactéria e pode levar a sequelas graves; a transmissão acontece principalmente pelo contato próximo com secreções respiratórias
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

A meningite meningocócica é uma infecção causada por bactéria que afeta as meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode evoluir rápido e deixar sequelas ou levar à morte em poucas horas, exigindo atendimento na hora.
Os primeiros sintomas costumam aparecer de repente e incluem febre alta, dor de cabeça forte, rigidez na nuca e manchas vermelhas na pele. A bactéria pode passar de uma pessoa para outra por meio de secreções respiratórias, principalmente em contatos próximos.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite meningocócica, mas o diagnóstico e o tratamento precoces reduzem o risco de complicações e sequelas. Sendo assim, a suspeita de meningite exige avaliação médica imediata.
Pediatras são os médicos que podem diagnosticar, acompanhar e tratar crianças com a doença. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A meningite meningocócica é uma infecção causada pela bactéria Neisseria meningitidis, também chamada de meningococo. A doença afeta as meninges, que são membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal, e provoca uma inflamação nessa região.
A Neisseria meningitidis tem diferentes grupos, chamados sorogrupos, cada um com suas próprias características. Nesse cenário, os sorogrupos A, B, C, W, X e Y estão entre os que podem causar doença meningocócica em seres humanos.
A doença meningocócica pode se apresentar como meningite ou meningococcemia, quadro marcado pela chegada da bactéria à corrente sanguínea. Nesse caso, a infecção pode se espalhar pelo organismo e comprometer vários órgãos, com risco de sequelas graves.
Leia também: Sintomas de meningite em criança: como reconhecer e quando agir
A transmissão da Neisseria meningitidis ocorre por meio de gotículas das vias respiratórias e do contato com a saliva. Por isso, conversas próximas, tosse e espirros podem facilitar a passagem da bactéria, com maior risco em lugares fechados e com muita gente.
Algumas pessoas carregam a bactéria na garganta sem ter sintomas, sendo chamadas de portadoras assintomáticas, pois podem transmitir o meningococo mesmo sem saber que estão com ele. Em alguns casos, o microrganismo pode desaparecer sem causar doença.
Adolescentes e adultos jovens têm maior frequência da bactéria na garganta e no nariz do que outros grupos, fazendo o meningococo circular entre pessoas e chegar a quem tem maior risco de desenvolver a doença, como crianças pequenas.
Leia também: Como se pega meningite viral? Veja formas de prevenção e tratamentos
Os primeiros sintomas da meningite meningocócica podem parecer com os de uma virose comum, o que pode dificultar a identificação da doença no começo. Sendo assim, é preciso estar atento aos sinais, que costumam ser mais fortes e evoluir mais rápido.
Em bebês e crianças de até cinco anos, os sintomas mais conhecidos podem não aparecer. Nesses casos, o que deve chamar a atenção dos pais ou dos responsáveis são mudanças repentinas no comportamento, o que inclui:
Esses sinais podem acontecer mesmo sem febre ou rigidez na nuca. Como a doença pode piorar em pouco tempo, a presença de um ou mais desses sintomas exige avaliação médica na hora, mesmo que a criança pareça bem em alguns momentos.
Crianças em idade escolar, adolescentes e adultos conseguem falar melhor o que estão sentindo, sendo que os jovens apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença. Nessas faixas etárias, os sintomas mais comuns são:
Esses e outros sinais podem ficar mais intensos em poucas horas e não precisam aparecer todos ao mesmo tempo. Manchas vermelhas ou arroxeadas na pele também podem surgir quando a bactéria chega à corrente sanguínea e provoca uma infecção no organismo.
Leia também: Sinusite pode virar meningite? Entenda a relação e os sinais de alerta
Em adultos e crianças mais velhas, febre, dor de cabeça forte, rigidez na nuca, confusão mental ou manchas vermelhas e arroxeadas na pele exigem atendimento médico na hora. Além desses pontos, a piora rápida dos sintomas é um sinal de alerta.
Nesse sentido, convulsões, dificuldade para ficar acordado ou mudanças importantes no comportamento também indicam atendimento urgente. Como a doença pode piorar rápido, o tratamento não deve ser adiado.
Já em bebês e crianças menores, alterações comportamentais que começam de repente merecem atenção, sobretudo quando há irritabilidade, sonolência, recusa para mamar ou moleira estufada. Nesses casos, a falta de febre ou rigidez na nuca não descarta a doença.
Leia também: Qual é a vacina contra meningite? Veja o esquema de imunização
A meningite meningocócica pode piorar em menos de 24 horas, passando de febre para um estado grave. Nesse sentido, temperatura alta junto de rigidez na nuca precisa de avaliação médica rápida, pois esperar os sintomas melhorarem em casa pode atrasar o tratamento.
Manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele podem indicar que a bactéria chegou à corrente sanguínea. Esse quadro, a meningococcemia, pode afetar vários órgãos e exige atendimento hospitalar na hora, já que pode deixar sequelas como danos neurológicos.
Para verificar esse sinal, o paciente pode pressionar as manchas com o fundo de um copo de vidro transparente. Se elas continuarem visíveis sob a pressão, ele deve ir a um hospital imediatamente, sem esperar que outros sintomas apareçam.
Leia também: Quem tomou vacina contra meningite pode pegar a doença? Entenda
Se diagnosticada no início, a meningite meningocócica pode ser tratada com antibióticos aplicados direto na veia, sempre em ambiente hospitalar. Quanto mais o tratamento demora para começar, maior é o risco de a doença se agravar.
Em casos críticos, por exemplo, o paciente pode precisar de cuidados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para controlar a pressão dentro do crânio e acompanhar a resposta do corpo aos medicamentos que estão sendo administrados.
A demora para receber atendimento pode causar danos ao cérebro e ao sistema nervoso, como perda definitiva da audição, dificuldade para movimentar partes do corpo e lesões graves nos tecidos, que costumam levar à amputação de braços, pernas, mãos ou pés.
Mesmo com o tratamento certo, algumas pessoas podem precisar de acompanhamento depois da alta para avaliar possíveis sequelas. Em qualquer caso, a recuperação depende da gravidade da doença e de como o organismo responde aos antibióticos.
A ventilação dos ambientes e a lavagem frequente das mãos ajudam a reduzir a circulação da bactéria em casa e na escola, assim como o não compartilhamento de copos e garrafas. Porém, mesmo que sejam importantes, esses cuidados devem estar associados à vacina.
A vacinação é a principal forma de prevenir a meningite meningocócica e diminuir o risco de surtos e epidemias. No Brasil, os imunizantes dos tipos conjugados oferecem proteção por mais tempo e ajudam a evitar a circulação da bactéria na garganta das pessoas vacinadas:
A imunização em dia também protege pessoas que não podem receber certas vacinas por motivos de saúde. Em caso de suspeita da doença ou necessidade de atualizar as doses, é importante que o paciente ou os responsáveis procurem orientação de um médico.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160
(21) 3316-2900

QMSW 4 - Sudoeste, Brasília - DF
(61) 2196-5300

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096
(21) 2729-1000

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100
(11) 3040-8000

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080
(21) 2545-4000

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011
(71) 4020-0057

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010
(11) 3821-5300