Entenda o que a ciência atualizada diz sobre o consumo de ovos e o impacto real nos níveis de colesterol no sangue.
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Você senta para tomar o café da manhã, olha para o ovo na frigideira e a dúvida surge. A preocupação com a saúde do coração faz muita gente descartar a gema e comer apenas a clara. Essa prática se tornou comum nas últimas décadas, baseada no medo de que o colesterol presente no alimento pudesse entupir as artérias e causar infartos.
Hoje, a ciência mostra um cenário bem diferente. Pesquisas recentes mudaram o entendimento médico sobre as gorduras alimentares. O ovo inteiro, antes visto como um risco, recuperou seu espaço nas orientações nutricionais.
Nesses momentos, contar com o apoio de um médico nutrólogo pode fazer a diferença. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
No passado, diretrizes de saúde associavam diretamente o colesterol ingerido na dieta ao aumento do colesterol sanguíneo. Um ovo grande contém cerca de 180 miligramas de colesterol, concentrados inteiramente na gema. Isso levou especialistas a recomendar restrições severas ao seu consumo semanal.
Os primeiros estudos não diferenciavam o impacto das gorduras saturadas e do próprio colesterol alimentar. A orientação geral era cortar qualquer fonte de colesterol animal. Com o avanço das pesquisas, ficou comprovado que essa correlação não era tão simples e linear como se imaginava.
Atualmente, os pesquisadores já entendem o alto valor nutritivo dessa proteína. Em alguns estudos (2023) entendem que o consumo regular não oferece risco à saúde cardiovascular. Entretanto, é necessário manter uma dieta equilibrada.
Segundo essas pesquisas, o consumo de ovos pode ser introduzido também em grupos com alta necessidade de nutrientes, como idosos, gestantes e atletas. Nesses casos, um médico especialista, como o nutrólogo, pode acompanhar melhor a necessidade de cada indivíduo.
Para a população em geral, os ovos continuam sendo uma das opções mais sustentáveis de proteína animal de alta qualidade e uma fonte de vitamina D, com impacto na saciedade e até ajudando no controle de peso em indivíduos obesos.
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O fígado produz cerca de 80% do colesterol que circula no nosso sangue. Esse órgão funciona com um sistema de compensação inteligente. Quando você consome alimentos ricos em colesterol, como a gema do ovo, o fígado reduz a produção interna para manter o equilíbrio.
O colesterol da dieta é um nutriente necessário para o funcionamento das células e a produção de hormônios. Apesar dessa importância, o corpo humano precisa de quantidades baixas dessa substância. A ingestão moderada provoca apenas alterações discretas nos níveis de colesterol sanguíneo.
Estudos indicam que a gordura vinda dos alimentos afeta mais o acúmulo e a inflamação nas células de gordura do que a quantidade livre circulando no sangue. O organismo adapta a fabricação própria do composto de acordo com a quantidade ingerida na rotina diária.
Indivíduos com diagnóstico de dislipidemia (alteração nos níveis de gordura no sangue) podem consumir o ovo inteiro, desde que inserido em uma dieta controlada. O foco do tratamento deve ser o monitoramento do consumo total de gorduras saturadas ao longo do dia, e não a exclusão de um único alimento isolado. É aconselhado conversar com um médico antes de consumir proteínas com alto colesterol.
Pessoas com hipercolesterolemia familiar ou diabetes tipo 2 precisam de atenção específica. Nesses quadros clínicos, a genética ou a doença metabólica alteram a forma como o corpo lida com as gorduras. O acompanhamento com um cardiologista ou nutricionista define o limite seguro e personalizado para cada paciente.
Estudos indicam que o consumo de um a dois ovos inteiros por dia não eleva o risco de doenças cardíacas em adultos saudáveis. Pesquisas mostram que esse consumo regular gera uma alteração mínima nas taxas sanguíneas, firmando o alimento como uma fonte acessível de proteínas de excelente qualidade.
A quantidade exata varia conforme o gasto calórico, a rotina de exercícios e o histórico médico. O exagero desequilibra a ingestão de gorduras totais, assim como ocorre com qualquer outro alimento calórico. A moderação continua sendo a principal diretriz para a saúde cardiovascular.
O foco na gema do ovo muitas vezes desvia a atenção dos reais causadores do colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim. As gorduras saturadas e as gorduras trans têm um impacto muito maior na inflamação das artérias.
O perigo real costuma estar no que acompanha o ovo no prato.
Descartar a gema significa desperdiçar a parte mais nutritiva do alimento. A clara fornece basicamente proteína, enquanto o núcleo amarelo concentra vitaminas e minerais essenciais. A gema contém compostos que interagem entre si, favorecendo a formação do HDL, o colesterol protetor.
O colesterol alimentar consumido em porções adequadas não atua como vilão e traz efeitos benéficos. Em quantidades moderadas, essa gordura auxilia na saúde do cérebro, preservando a estrutura e as conexões entre os neurônios.
Ela é uma das melhores fontes naturais de colina, nutriente exigido pelo cérebro e vital para o metabolismo celular. A gema entrega vitaminas A, D, E e do complexo B. Ela possui antioxidantes como a luteína e a zeaxantina, que protegem a saúde dos olhos e previnem a degeneração macular.
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O método de cozimento define se o ovo será um aliado nutricional ou um fator de risco. Fritar o alimento em óleo de soja, banha ou manteiga adiciona calorias vazias e gorduras prejudiciais à saúde do coração.
Adoções simples na cozinha preservam os nutrientes sem sobrecarregar o fígado. Usar uma gota de azeite extra virgem ou um fio de água na frigideira são técnicas rápidas para um preparo seguro.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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