InícioNutrição Dietas

Revisado em: 06/08/2026

A gema do ovo aumenta o colesterol? Entenda como consumir essa proteína

Entenda o que a ciência atualizada diz sobre o consumo de ovos e o impacto real nos níveis de colesterol no sangue.

Resumo
  • O colesterol dos alimentos tem baixo impacto no colesterol sanguíneo da maioria das pessoas.
  • O fígado regula a produção interna de colesterol quando consumimos o nutriente via dieta.
  • Adultos saudáveis podem consumir de um a dois ovos inteiros por dia com segurança.
  • As gorduras saturadas e trans, presentes em embutidos e ultraprocessados, são os verdadeiros vilões cardiovasculares.
  • A gema concentra vitaminas e colina, nutrientes vitais para o cérebro e metabolismo.

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
a gema do ovo aumenta o colesterol1.jpg

Você senta para tomar o café da manhã, olha para o ovo na frigideira e a dúvida surge. A preocupação com a saúde do coração faz muita gente descartar a gema e comer apenas a clara. Essa prática se tornou comum nas últimas décadas, baseada no medo de que o colesterol presente no alimento pudesse entupir as artérias e causar infartos.

Hoje, a ciência mostra um cenário bem diferente. Pesquisas recentes mudaram o entendimento médico sobre as gorduras alimentares. O ovo inteiro, antes visto como um risco, recuperou seu espaço nas orientações nutricionais.

Nesses momentos, contar com o apoio de um médico nutrólogo pode fazer a diferença. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

Hospital

Endereço

Agendamento

Clínica Leforte Alphaville

Alameda Araguaia, 943

Agende sua consulta com um nutrólogo em São Paulo.

Hospital Brasília

SHIS QI 15

Consulte um nutrólogo em Brasília.

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12

Marque sua consulta com um nutrólogo em Niterói.

Encontre um nutrólogo perto de você.

Por que o ovo foi considerado o vilão do coração

No passado, diretrizes de saúde associavam diretamente o colesterol ingerido na dieta ao aumento do colesterol sanguíneo. Um ovo grande contém cerca de 180 miligramas de colesterol, concentrados inteiramente na gema. Isso levou especialistas a recomendar restrições severas ao seu consumo semanal.

Os primeiros estudos não diferenciavam o impacto das gorduras saturadas e do próprio colesterol alimentar. A orientação geral era cortar qualquer fonte de colesterol animal. Com o avanço das pesquisas, ficou comprovado que essa correlação não era tão simples e linear como se imaginava.

Atualmente, os pesquisadores já entendem o alto valor nutritivo dessa proteína. Em alguns estudos (2023) entendem que o consumo regular não oferece risco à saúde cardiovascular. Entretanto, é necessário manter uma dieta equilibrada.

Segundo essas pesquisas, o consumo de ovos pode ser introduzido também em grupos com alta necessidade de nutrientes, como idosos, gestantes e atletas. Nesses casos, um médico especialista, como o nutrólogo, pode acompanhar melhor a necessidade de cada indivíduo.

Para a população em geral, os ovos continuam sendo uma das opções mais sustentáveis de proteína animal de alta qualidade e uma fonte de vitamina D, com impacto na saciedade e até ajudando no controle de peso em indivíduos obesos.

Leia também: Quem toma remédio para colesterol pode beber cerveja?

Como o corpo humano processa o colesterol dos alimentos

O fígado produz cerca de 80% do colesterol que circula no nosso sangue. Esse órgão funciona com um sistema de compensação inteligente. Quando você consome alimentos ricos em colesterol, como a gema do ovo, o fígado reduz a produção interna para manter o equilíbrio.

O colesterol da dieta é um nutriente necessário para o funcionamento das células e a produção de hormônios. Apesar dessa importância, o corpo humano precisa de quantidades baixas dessa substância. A ingestão moderada provoca apenas alterações discretas nos níveis de colesterol sanguíneo.

Estudos indicam que a gordura vinda dos alimentos afeta mais o acúmulo e a inflamação nas células de gordura do que a quantidade livre circulando no sangue. O organismo adapta a fabricação própria do composto de acordo com a quantidade ingerida na rotina diária.

Quem tem colesterol alto pode comer gema de ovo?

Indivíduos com diagnóstico de dislipidemia (alteração nos níveis de gordura no sangue) podem consumir o ovo inteiro, desde que inserido em uma dieta controlada. O foco do tratamento deve ser o monitoramento do consumo total de gorduras saturadas ao longo do dia, e não a exclusão de um único alimento isolado. É aconselhado conversar com um médico antes de consumir proteínas com alto colesterol.

Pessoas com hipercolesterolemia familiar ou diabetes tipo 2 precisam de atenção específica. Nesses quadros clínicos, a genética ou a doença metabólica alteram a forma como o corpo lida com as gorduras. O acompanhamento com um cardiologista ou nutricionista define o limite seguro e personalizado para cada paciente.

Quantos ovos é seguro consumir por dia?

Estudos indicam que o consumo de um a dois ovos inteiros por dia não eleva o risco de doenças cardíacas em adultos saudáveis. Pesquisas mostram que esse consumo regular gera uma alteração mínima nas taxas sanguíneas, firmando o alimento como uma fonte acessível de proteínas de excelente qualidade.

A quantidade exata varia conforme o gasto calórico, a rotina de exercícios e o histórico médico. O exagero desequilibra a ingestão de gorduras totais, assim como ocorre com qualquer outro alimento calórico. A moderação continua sendo a principal diretriz para a saúde cardiovascular.

Quais são os verdadeiros vilões do colesterol alto?

O foco na gema do ovo muitas vezes desvia a atenção dos reais causadores do colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim. As gorduras saturadas e as gorduras trans têm um impacto muito maior na inflamação das artérias. 

O perigo real costuma estar no que acompanha o ovo no prato.

  • Embutidos: bacon, salsicha, linguiça e presunto são ricos em gorduras saturadas e sódio.
  • Gorduras trans: presentes em margarinas, biscoitos recheados e salgadinhos de pacote.
  • Frituras em imersão: alimentos preparados em óleos vegetais reutilizados oxidam e prejudicam os vasos sanguíneos.
  • Laticínios integrais em excesso: manteiga e queijos amarelos contêm altas taxas de gordura saturada.

O que a gema do ovo oferece para a saúde

Descartar a gema significa desperdiçar a parte mais nutritiva do alimento. A clara fornece basicamente proteína, enquanto o núcleo amarelo concentra vitaminas e minerais essenciais. A gema contém compostos que interagem entre si, favorecendo a formação do HDL, o colesterol protetor.

O colesterol alimentar consumido em porções adequadas não atua como vilão e traz efeitos benéficos. Em quantidades moderadas, essa gordura auxilia na saúde do cérebro, preservando a estrutura e as conexões entre os neurônios.

Ela é uma das melhores fontes naturais de colina, nutriente exigido pelo cérebro e vital para o metabolismo celular. A gema entrega vitaminas A, D, E e do complexo B. Ela possui antioxidantes como a luteína e a zeaxantina, que protegem a saúde dos olhos e previnem a degeneração macular.

Leia também: Veja o que a falta de vitamina A provoca no corpo

Como preparar o ovo de forma saudável

O método de cozimento define se o ovo será um aliado nutricional ou um fator de risco. Fritar o alimento em óleo de soja, banha ou manteiga adiciona calorias vazias e gorduras prejudiciais à saúde do coração.

Preparo Recomendado

Preparo a Evitar

Ovo cozido em água

Ovo frito em imersão de óleo

Ovo pochê

Ovo mexido com muita manteiga

Ovo mexido em frigideira antiaderente

Omelete com queijos gordurosos e bacon

Ovo assado no forno

Ovo frito na gordura de carnes

Adoções simples na cozinha preservam os nutrientes sem sobrecarregar o fígado. Usar uma gota de azeite extra virgem ou um fio de água na frigideira são técnicas rápidas para um preparo seguro.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • Myers M, Ruxton CHS. Eggs: Healthy or Risky? A Review of Evidence from High Quality Studies on Hen's Eggs. Nutrients. 2023 Jun 7;15(12):2657. doi: 10.3390/nu15122657. PMID: 37375561; PMCID: PMC10304460. Disponível: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10304460/#sec8-nutrients-15-02657. Acesso em: 06 ago. 2026.
  • Harvard Medical School. Harvard Health Publishing. Digesting the latest research on eggs. Disponível: https://www.health.harvard.edu/blog/digesting-the-latest-research-on-eggs-2019070317179. Acesso em: 06 ago. 2026.
  • Drouin-Chartier, Jean-Phillipe., et.al. Egg consumption and risk of cardiovascular disease: three large prospective US cohort studies, systematic review, and updated meta-analysis. 2020. Disponível: https://www.bmj.com/content/368/bmj.m513. Acesso em: 06 ago. 2026.
  • Association between egg consumption and risk of obesity: A comprehensive review: egg consumption and obesity. 2025. Disponível: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0032579124012380.Acesso em: 06 ago. 2026.
  • National Geographic. Quantos ovos comer por dia sem aumentar o colesterol? A resposta mudou (e os médicos finalmente concordam). Disponível: https://www.nationalgeographicbrasil.com/saude/2026/03/quantos-ovos-comer-por-dia-sem-aumentar-o-colesterol-a-resposta-mudou-e-os-medicos-finalmente-concordam. Acesso em: 06 ago. 2026.
  • CHUNG, S.; PARKS, J. S. Dietary cholesterol effects on adipose tissue inflammation. Current Opinion in Lipidology, Disponível: https://www.ovid.com/jnls/co-lipidology/abstract/10.1097/mol.0000000000000260~dietary-cholesterol-effects-on-adipose-tissue-inflammation?redirectionsource=fulltextview. Acesso em: 06 ago. 2026.
  • LANDMAN, M. J. et al. Essentiality of dietary cholesterol and its interactions with phospholipid in juvenile slipper lobster (Scyllarides squammosus). Scientific Reports, [S. l.], 6 maio 2024. Disponível: https://www.nature.com/articles/s41598-024-60367-1. Acesso em: 06 ago. 2026.
  • PANG, S. J. et al. Dietary cholesterol in the elderly Chinese population: an analysis of CNHS 2010–2012. Nutrients, Basel, v. 9, n. 9, p. 934, ago. 2017. Disponível: https://www.mdpi.com/2072-6643/9/9/934. Acesso em: 06 ago. 2026.
  • WANG, D.; ZHENG, W. Dietary cholesterol concentration affects synaptic plasticity and dendrite spine morphology of rabbit hippocampal neurons. Brain Research, [S. l.], 16 jul. 2015. Disponível: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0006899315005399?via%3Dihub. Acesso em: 06 ago. 2026.
  • ZHU, Z. et al. The association of dietary cholesterol and fatty acids with dyslipidemia in Chinese metropolitan men and women. Nutrients, [S. l.], v. 10, n. 8, p. 961, 25 jul. 2018. Disponível: https://www.mdpi.com/2072-6643/10/8/961. Acesso em: 06 ago. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000