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Entenda os sinais que o corpo emite quando há carência deste nutriente essencial para a visão, pele, imunidade e metabolismo.

Começa de forma sutil. Talvez você note uma dificuldade maior para dirigir à noite ou para se adaptar quando as luzes de um cômodo se apagam. Em paralelo, sua pele parece mais seca e áspera que o normal, mesmo com o uso de hidratantes.
Esses sinais, muitas vezes ignorados, podem indicar a falta de vitamina A, um nutriente crucial para diversas funções do organismo. A deficiência de vitamina A pode levar a danos severos à saúde e, em casos extremos, até à cegueira.
Clínicos gerais são os médicos que podem acompanhar de maneira primária esse tipo de deficiência. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A deficiência de vitamina A, clinicamente chamada de hipovitaminose A, ocorre quando o corpo não possui quantidades suficientes deste nutriente para manter suas funções fisiológicas normais.
A vitamina A é um termo que descreve um grupo de compostos lipossolúveis, incluindo o retinol e os carotenoides, essenciais para a saúde. Este nutriente desempenha um papel central em processos vitais, como a visão, o crescimento celular, a função imunológica e a saúde reprodutiva.
Além disso, é essencial para o metabolismo e para a produção de células sanguíneas.
Conforme dados da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, suas repercussões afetam principalmente as estruturas epiteliais, como as que revestem os olhos e a pele.
As causas mais comuns para essa carência incluem:
Os sintomas da hipovitaminose A são progressivos e variam conforme a gravidade da deficiência. É fundamental estar atento aos sinais que o corpo apresenta, pois o diagnóstico precoce previne complicações sérias.
O sistema visual é um dos primeiros a ser afetado. O sinal inicial clássico é a cegueira noturna (nictalopia), que é a dificuldade de adaptação da visão em ambientes de baixa luminosidade. A carência prolongada pode levar ao ressecamento dos olhos, um sintoma visível após longos períodos de dieta inadequada. Em estágios mais avançados, pode evoluir para a xeroftalmia, e em casos mais graves, a deficiência de vitamina A pode afetar até a força do coração.
A vitamina A é vital para a renovação das células epiteliais. Sua falta pode causar pele seca, escamosa e áspera (hiperqueratose), além de unhas e cabelos quebradiços. Em alguns casos, a deficiência de vitamina A pode contribuir para a queda de cabelo.
A falta de vitamina A enfraquece as barreiras mucosas do corpo, tornando a pessoa mais suscetível a infecções frequentes, como gripes e resfriados. Além disso, essa carência pode prejudicar a produção de células sanguíneas e o metabolismo. Tal deficiência eleva os riscos de açúcar e colesterol alto no sangue, especialmente quando há baixa ingestão de iodo.
Em crianças, a deficiência de vitamina A é particularmente preocupante, pois pode levar a um atraso no crescimento e no desenvolvimento ósseo adequado, comprometendo seu potencial de desenvolvimento físico.
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A xeroftalmia é o termo que descreve o conjunto de sinais oculares da deficiência de vitamina A. Começa com o ressecamento da conjuntiva e da córnea, que perdem seu brilho natural, um sintoma visível após períodos de dieta inadequada.
Podem surgir as manchas de Bitot, que são depósitos esbranquiçados e espumosos na parte branca dos olhos. Se não tratada, esta condição progressiva pode levar à cegueira permanente.
Em casos severos, a córnea pode ulcerar e sofrer um processo de necrose conhecido como ceratomalácia, resultando em perda irreversível da visão.
A pele é o maior órgão do corpo e depende da vitamina A para a diferenciação celular e a manutenção de sua integridade. Sem níveis adequados, a pele se torna espessa e seca, um processo chamado queratinização. Isso ocorre porque as células mortas não descamam corretamente e se acumulam na superfície.
No sistema imunológico, a vitamina A é fundamental para a produção e o funcionamento dos glóbulos brancos, as células de defesa do organismo. Sua ausência compromete a capacidade do corpo de combater patógenos, resultando em maior frequência de infecções.
Além disso, a falta de vitamina A pode prejudicar o metabolismo, elevando os riscos de desenvolver níveis elevados de açúcar e colesterol no sangue. Também pode afetar a produção de sangue, contribuindo para problemas como a anemia.
A reposição da vitamina A deve ser feita, preferencialmente, por meio de uma alimentação balanceada. O fígado, por exemplo, é considerado uma das fontes mais ricas e eficazes para a reposição natural deste nutriente.
Existem duas formas principais da vitamina nos alimentos: a pré-formada (retinol), encontrada em produtos de origem animal, e a pró-vitamina A (carotenoides, como o betacaroteno), presente em vegetais. É essencial consumir fontes como fígado, ovos, laticínios e vegetais verde-escuros para evitar a deficiência.
A seguir, veja uma tabela com as principais fontes alimentares:
É importante destacar que os carotenoides precisam ser convertidos em retinol pelo organismo para serem utilizados. O consumo desses vegetais junto a uma fonte de gordura (como azeite) pode melhorar a absorção.
A automedicação com suplementos de vitamina A é perigosa, pois o excesso (hipervitaminose A) é tóxico para o fígado e pode causar outros problemas de saúde. Portanto, a orientação profissional é indispensável.
Procure um médico ou nutricionista se você apresentar os seguintes sinais:
Um profissional de saúde poderá solicitar exames de sangue para confirmar a deficiência e indicar o tratamento mais adequado, que pode envolver a reeducação alimentar ou, em casos específicos, a suplementação controlada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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