A cirurgia para doença arterial coronariana ajuda o sangue a circular melhor pelo coração; o tratamento busca aliviar os sintomas do quadro e reduzir o risco de complicações cardíacas
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A cirurgia para doença arterial coronariana é um tratamento indicado quando as artérias do coração ficam entupidas ou estreitas e dificultam a passagem do sangue. O procedimento cria caminhos para o sangue circular e ajuda o coração a receber oxigênio.
A doença arterial coronariana acontece pelo acúmulo de gordura nas artérias que levam sangue ao coração. Esse problema reduz a circulação sanguínea e pode causar sintomas como dor no peito e falta de ar. Em alguns casos, também aumenta o risco de infarto.
A indicação da cirurgia depende do nível de obstrução das artérias, dos sintomas apresentados e da resposta a outros tratamentos. A avaliação médica ajuda a definir qual é a melhor opção para cada paciente.
Cardiologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com doença arterial coronariana. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A doença arterial coronariana acontece quando as artérias que levam sangue, oxigênio e nutrientes para o coração ficam danificadas ou doentes. Na maioria dos casos, isso ocorre pelo acúmulo de gordura e outras substâncias nas paredes das artérias, formando placas.
Com o tempo, essas placas endurecem e estreitam a passagem do sangue, reduzindo a circulação no coração. No geral, esse problema pode causar dor no peito, falta de ar e, em casos mais graves, levar ao infarto.
A indicação da cirurgia depende da existência de uma artéria obstruída e, também, do grau do bloqueio, da região afetada e da quantidade de artérias comprometidas. O cardiologista e o cirurgião cardíaco analisam cada caso para definir a melhor forma de tratamento.
Em situações de infarto, a cirurgia de revascularização pode ser necessária nos primeiros dias para ajudar a restaurar a circulação do sangue no coração. Quando feita no momento certo, ela pode aumentar a sobrevida do paciente e reduzir danos no músculo cardíaco.
Assim, o procedimento costuma ser recomendado em situações como:
Os médicos também avaliam fatores como idade, estado geral de saúde e os impactos da doença na rotina do paciente. Essas informações ajudam a definir qual tratamento pode trazer mais benefícios e diminuir o risco de problemas cardíacos no futuro.
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A angioplastia é um procedimento menos invasivo usado para desobstruir artérias do coração. Nele, o médico insere um tubo fino por uma artéria do pulso ou da virilha e o leva até o local do entupimento.
Depois, um pequeno balão é inflado para abrir a passagem do sangue. Na maioria dos casos, também é colocado um stent, que é uma pequena estrutura metálica que ajuda a manter a artéria aberta.
A angioplastia atua direto no ponto da obstrução, enquanto a cirurgia de revascularização cria um novo caminho para o sangue passar e contornar a região bloqueada. A cirurgia é mais invasiva, mas pode trazer resultados mais duradouros em alguns casos.
Estudos como o SYNTAX Trial mostraram que pessoas com obstruções graves em várias artérias do coração podem apresentar melhores resultados a longo prazo com a cirurgia de revascularização em comparação com a angioplastia.
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O objetivo da cirurgia de revascularização é fazer o sangue voltar a circular corretamente pelo coração. Para isso, o cirurgião usa vasos sanguíneos saudáveis de outras partes do corpo para criar novos caminhos ao redor das artérias bloqueadas.
O procedimento é considerado uma opção segura em casos de obstruções graves, inclusive quando o paciente precisa passar por outros procedimentos cardíacos ao mesmo tempo. As pontes de safena ou mamária também ajudam a levar sangue para regiões do coração.
Em alguns pacientes idosos, a cirurgia pode ser feita sem parar os batimentos do coração durante o procedimento, o que pode reduzir riscos e aumentar a segurança da operação.
Nesse tipo de cirurgia, o médico retira um trecho da veia safena, localizada na perna, para criar um novo caminho para o sangue chegar ao coração. Uma ponta da veia é ligada à aorta, principal artéria do corpo, e a outra é conectada à artéria coronária depois da região bloqueada. Assim, o sangue consegue desviar da obstrução e voltar a circular pelo coração.
A artéria mamária interna, que fica na parte interna do tórax, costuma ser uma das principais opções usadas na cirurgia. Nesse caso, o médico desvia essa artéria do trajeto original e a conecta diretamente à artéria do coração que está bloqueada.
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Como acontece em cirurgias de grande porte, a revascularização do miocárdio também envolve riscos. Porém, os avanços nas técnicas cirúrgicas e nos cuidados depois da operação ajudaram a tornar o procedimento mais seguro. A cirurgia costuma ser indicada quando os benefícios para a saúde do paciente são maiores do que os riscos envolvidos:
Os resultados da cirurgia também dependem dos cuidados com a saúde depois do procedimento. O controle da pressão alta, do colesterol, da diabetes e o abandono do cigarro ajudam a proteger o coração e diminuir o risco de novos problemas cardíacos.
A recuperação da cirurgia começa na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde o paciente permanece sob observação nas primeiras horas ou dias após o procedimento. O tempo de internação costuma variar entre cinco e sete dias, dependendo da evolução clínica.
Depois da alta, o paciente recebe orientações sobre cuidados com os pontos da cirurgia, uso de remédio e retorno gradual das atividades da rotina. A reabilitação cardíaca também faz parte da recuperação, o que inclui exercícios e orientações para ajudar na recuperação do coração, melhorar o condicionamento físico e estimular hábitos saudáveis.
A cirurgia ajuda a melhorar a circulação do sangue no coração, mas não elimina a aterosclerose, que é o acúmulo de gordura nas artérias. Assim, manter uma boa alimentação, praticar exercícios, controlar o estresse e não fumar são cuidados importantes.
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A escolha entre remédios, angioplastia ou cirurgia de revascularização depende de vários fatores e deve ser feita com o cardiologista e, em alguns casos, com o cirurgião cardíaco. A decisão considera exames como o cateterismo, o histórico de saúde do paciente, a presença de outras doenças e as características das obstruções nas artérias do coração.
Nesse caso, a conversa com a equipe médica é importante para tirar dúvidas e entender as opções de tratamento disponíveis. O objetivo é escolher a alternativa mais segura e que ofereça os melhores resultados para a saúde e a qualidade de vida do paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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