Os sintomas de pré-diabetes costumam ser discretos ou inexistentes; exames de sangue confirmam o diagnóstico da condição
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Aquele cansaço persistente que não melhora mesmo após uma boa noite de sono. Uma sede que parece um pouco mais frequente que o normal, ou uma fome que volta logo depois de uma refeição.
Muitas vezes esses sinais são ignorados ou atribuídos à rotina agitada. Mas, eles podem ser os primeiros alertas de que o seu corpo está com dificuldade para gerenciar o açúcar no sangue. Cuidar da glicose hoje pode evitar complicações no futuro. Marque uma avaliação com a Rede Américas com um endocrinologista e saiba como prevenir o diabetes.
O pré-diabetes é uma condição metabólica na qual os níveis de glicose (açúcar) no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não são elevados o suficiente para caracterizar um diagnóstico de diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Funciona como um sinal amarelo do corpo, indicando que há uma resistência à insulina ou que o pâncreas não está produzindo insulina suficiente para manter a glicemia em níveis saudáveis.
Essa fase intermediária é uma janela de oportunidade essencial. Ignorá-la aumenta significativamente o risco não apenas de desenvolver o diabetes, mas também de ter problemas cardiovasculares. Por isso, reconhecer os fatores de risco e os poucos sinais existentes é o primeiro passo para a prevenção.
Apesar das orientações médicas, o Ministério da Saúde afirma que 50% dos pacientes com esse diagnóstico acabam desenvolvendo a doença.
A principal característica do pré-diabetes é ser uma condição silenciosa. A maioria das pessoas não apresenta nenhum sintoma claro, e o diagnóstico frequentemente ocorre por meio de exames de sangue de rotina.
Porém, mesmo sem sinais evidentes, a condição já pode causar danos ocultos, como alterações na microcirculação dos olhos. Quando os níveis de glicose começam a se elevar de forma mais consistente, alguns sinais sutis podem surgir.
Embora menos intensos do que no diabetes diagnosticado, alguns sintomas podem indicar que o metabolismo da glicose não vai bem. Vale a pena observar:
Um dos poucos sinais físicos que podem estar associados ao pré-diabetes é a acantose nigricans. Trata-se do aparecimento de manchas escuras, espessas e com textura aveludada em áreas de dobras do corpo. As áreas mais comuns são:
Essas manchas são um forte indicativo de resistência à insulina. Caso note o surgimento delas, é fundamental procurar avaliação médica.
Conhecer os fatores de risco é tão importante quanto reconhecer os sintomas, já que o pré-diabetes é majoritariamente assintomático. A atenção deve ser redobrada se você se enquadra em um ou mais dos seguintes grupos, de acordo com informações da Sociedade Brasileira de Diabetes:
A confirmação do pré-diabetes só pode ser feita por um médico, com base em exames de sangue que medem os níveis de glicose. Os testes mais comuns e seus respectivos valores de referência para o diagnóstico, estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Diabetes, são:
Normalmente, o médico solicita a repetição do exame para confirmar o resultado antes de fechar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.
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O diagnóstico de pré-diabetes não é uma sentença, mas sim um aviso para a mudança. Com ajustes no estilo de vida, é totalmente possível normalizar os níveis de glicose e evitar a progressão para o diabetes tipo 2.
As duas principais frentes de atuação são a alimentação e a atividade física. A orientação de um nutricionista e de um educador físico é fundamental para traçar um plano seguro e individualizado.
É essencial focar em uma dieta saudável, rica em fibras, vegetais e proteínas magras, além de reduzir o consumo de açúcares, carboidratos refinados e gorduras saturadas. Aliado a isso, manter a prática semanal de atividade física moderada, como caminhada rápida, ciclismo ou natação, faz toda a diferença.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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