Receber o diagnóstico de DAC pode ser assustador, mas adotar hábitos diários é o caminho para uma vida mais segura e saudável
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

A rotina após o diagnóstico pode parecer uma sucessão de lembretes: a caixa de remédios na cabeceira, a consulta marcada no calendário, a atenção redobrada a qualquer desconforto no peito. É natural sentir uma certa apreensão.
Mas essa nova fase também traz uma oportunidade: a de assumir o controle ativo da sua saúde por meio de escolhas diárias conscientes.
Assumir um papel ativo no tratamento, com apoio médico e familiar, é essencial para manter a dieta, parar de fumar e seguir rigorosamente as medicações. Isso contribui diretamente para a melhora do bem-estar geral. Consulte um cardiologista para entender melhor como lidar com essa doença.
A doença arterial coronariana (DAC) é uma condição na qual as artérias que levam sangue ao músculo do coração (as coronárias) ficam mais estreitas ou bloqueadas. Isso acontece devido ao acúmulo de placas de colesterol e outras substâncias, um processo chamado aterosclerose.
Com menos sangue chegando, o coração pode sofrer com a falta de oxigênio, causando dor no peito (angina) ou, em casos graves, um infarto. O tratamento médico com medicamentos e procedimentos é essencial, assim como o que você faz todos os dias tem um peso enorme na progressão da doença.
O autocuidado não passa apenas por uma recomendação, é parte central da terapia. Ele ajuda a estabilizar as placas existentes, reduzir a formação de novas e diminuir o risco de complicações agudas.
Aprender habilidades de autocuidado, como a adesão rigorosa aos medicamentos e a adoção de novos hábitos saudáveis, é fundamental para prevenir o infarto e melhorar significativamente a qualidade de vida.
A alimentação é uma das ferramentas mais eficazes para gerenciar a doença arterial coronariana. Uma dieta cardioprotetora foca em nutrientes que combatem a inflamação, controlam o colesterol e mantêm a pressão arterial em níveis saudáveis. O objetivo é nutrir o corpo sem sobrecarregar o sistema cardiovascular.
Registrar as refeições diárias pode ser uma ferramenta útil para acompanhar a ingestão e garantir o cumprimento da dieta cardioprotetora, contribuindo para o controle dos riscos cardíacos.
Adotar um padrão alimentar como a dieta mediterrânea é uma estratégia possível. Converse com seu médico ou nutricionista para adaptar seu cardápio. Em geral, as recomendações incluem:
Controlar o sódio é importante, pois ele está diretamente ligado ao aumento da pressão arterial, um fator de risco significativo para a DAC.
Se você fuma, parar é a medida isolada mais importante que pode tomar pela sua saúde cardiovascular. O tabagismo acelera o processo de aterosclerose, danifica o revestimento interno das artérias, aumenta a pressão arterial e facilita a formação de coágulos.
Ao cessar o tabagismo, os benefícios começam quase imediatamente. A pressão arterial e a frequência cardíaca diminuem. O risco de sofrer um infarto cai drasticamente com o tempo. Existem diversos programas e recursos oferecidos pelo sistema de saúde para auxiliar nesse processo. Por isso é importante pedir ajuda ao médico.
Contar com o apoio da família é um passo fundamental para conseguir parar de fumar e controlar os riscos cardíacos no cotidiano.
Leia também: Medicamento para parar de fumar: quais são as opções?
O exercício físico regular e supervisionado fortalece o músculo cardíaco, melhora a circulação sanguínea, ajuda a controlar o peso, o colesterol e a pressão arterial. Para quem tem DAC, a atividade física deve ser iniciada apenas com liberação e orientação médica.
O profissional indicará o tipo, a intensidade e a frequência adequadas para o seu caso. Muitos pacientes se beneficiam de programas de reabilitação cardiovascular, que oferecem exercícios monitorados por uma equipe multidisciplinar, garantindo segurança e eficácia.
Realizar caminhadas diárias, com acompanhamento profissional, são práticas essenciais para controlar a doença e proteger o coração. Monitorar a pressão arterial em casa também é fundamental para o controle contínuo da saúde cardíaca.
Os medicamentos prescritos pelo cardiologista são um pilar de proteção contra eventos graves. Eles atuam em diferentes frentes, como no controle do colesterol (estatinas), da pressão arterial (anti-hipertensivos) e na prevenção de coágulos (antiagregantes plaquetários).
Tomar os remédios exatamente como prescrito, todos os dias e sem interrupções, é fundamental. Um esquecimento pode deixar seu sistema vulnerável à formação de um trombo que pode obstruir uma artéria e causar um infarto.
Se tiver dificuldades com os horários ou sentir algum efeito colateral, não suspenda a medicação por conta própria; comunique seu médico imediatamente. O uso de mensagens de texto pode aumentar a adesão ao tratamento medicamentoso, auxiliando os pacientes a seguir as prescrições corretamente.
O estresse crônico pode levar a um aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, além de liberar hormônios que podem danificar as artérias a longo prazo. Além disso, pessoas estressadas tendem a adotar hábitos prejudiciais, como fumar mais ou se alimentar mal.
Aprender a gerenciar o estresse é uma forma de autocuidado poderosa. Práticas como meditação, respiração profunda, ioga ou mesmo dedicar um tempo a hobbies relaxantes podem fazer uma grande diferença. A terapia com um psicólogo também pode fornecer ferramentas valiosas para lidar com as pressões do dia a dia e com o impacto emocional do diagnóstico.
Parte do autocuidado é saber reconhecer os sinais de alerta de que algo não vai bem. Procure um serviço de emergência imediatamente se apresentar:
Não ignore esses sintomas e não tente "esperar passar". Em uma emergência cardíaca, cada minuto conta.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES