InícioSaúdeDoenças

Revisado em: 27/05/2026

Melanoma amelanótico: o que é o câncer de pele que não tem cor?

Este tipo raro e agressivo de melanoma desafia a detecção precoce por não ter pigmento, parecendo uma lesão benigna

Resumo
  • O melanoma amelanótico é um subtipo raro de melanoma que não produz melanina, o pigmento que dá cor à pele
  • Por não ser escuro, pode apresentar-se como uma lesão rosada, avermelhada ou da cor da pele, sendo facilmente confundido
  • Sua aparência atípica faz com que a conhecida regra do "ABCDE" para identificação de pintas suspeitas seja ineficaz
  • O principal sinal de alerta é uma nova lesão ou nódulo que cresce rapidamente, muda de formato, sangra ou não cicatriza
  • O diagnóstico precoce, feito por um dermatologista através de dermatoscopia e biópsia, é fundamental para o sucesso do tratamento

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
melanoma amelanótico​1.jpg

Você nota uma pequena lesão rosada na pele que surgiu há algumas semanas. Ela se parece com uma espinha que não some, uma cicatriz recente ou uma picada de inseto persistente. 

Elas não costumam gerar preocupação, já que os sinais de alerta para câncer de pele sempre mencionam pintas pretas ou castanhas irregulares. Mas essa percepção, pode atrasar o diagnóstico de uma condição perigosa: o melanoma amelanótico. Nem todo câncer de pele é escuro. Faça uma consulta com um especialista na Rede Américas e cuide da sua saúde.

Hospital

Endereço

Agendamento

Hospital Leforte Liberdade 

Rua Barão de Iguape, 209 

Agende sua consulta com um oncologista em São Paulo

Hospital Águas Claras

R. Arariba, 5 - Águas Claras, Brasília - DF, 71927-360

Consulte um oncologista em Águas Claras

Hospital Brasília

St. de Habitações Individuais Sul QI 15 - Lago Sul, Brasília - DF

Fale com um oncologista em Brasília

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ

Marque uma com um oncologista em Niterói

Hospital da Bahia

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA

Busque aqui um oncologista na Bahia

Encontre um oncologista perto de você

O que é o melanoma amelanótico?

O melanoma amelanótico é um subtipo de melanoma, a forma mais grave de câncer de pele. Mas ele possui uma particularidade: suas células cancerígenas (melanócitos) não produzem melanina ou produzem em quantidade insuficiente. A palavra "amelanótico" significa literalmente "sem melanina".

A ausência de pigmento é o que o torna tão traiçoeiro. Sendo uma forma rara e agressiva de câncer, que se manifesta como lesões rosadas ou avermelhadas. Enquanto a maioria dos melanomas se apresenta como manchas ou nódulos escuros, o amelanótico surge como uma lesão de cor clara. A sua taxa de mortalidade pode ser maior devido ao diagnóstico frequentemente tardio.

Leia também: Como se inicia o câncer de pele: fatores, tipos e prevenção 

Por que esse tipo de melanoma é um desafio diagnóstico?

O principal desafio reside em sua aparência. Ele pode ser facilmente confundido com uma variedade de outras lesões de pele, tanto benignas quanto malignas, como:

  • Carcinoma basocelular ou espinocelular;
  • Verrugas;
  • Cistos;
  • Dermatofibromas;
  • Lesões inflamatórias ou cicatrizes.

A semelhança com condições comuns faz com que tanto pacientes quanto médicos não especialistas possam subestimar a lesão em um primeiro momento. O atraso no diagnóstico permite que o tumor cresça e se aprofunde na pele, aumentando o risco de metástase, que é a disseminação do câncer para outras partes do corpo.

A falha da regra ABCDE

A regra do ABCDE é uma ferramenta amplamente divulgada para ajudar a população a identificar melanomas suspeitos. Ela avalia cinco características:

  • Assimetria: um lado da pinta é diferente do outro
  • Bordas: as bordas são irregulares, entalhadas ou mal definidas
  • Cor: a pinta tem várias cores, como tons de marrom, preto, azul ou vermelho
  • Diâmetro: o tamanho é maior que 6 milímetros
  • Evolução: a pinta muda de tamanho, forma ou cor ao longo do tempo

No melanoma amelanótico, o critério "C" de cor falha completamente, pois a lesão não é escura. Embora possa ser assimétrica e ter bordas irregulares, a ausência de cor retira o principal sinal de alerta que a maioria das pessoas procura. Por isso, o critério "E" de evolução se torna o mais importante: qualquer lesão que muda ou cresce rapidamente deve ser investigada.

Leia também: Tumores cutâneos: entenda tipos, sintomas e diagnóstico 

Quais são os sinais e sintomas do melanoma amelanótico?

Em vez de procurar por uma pinta escura, a atenção deve se voltar para qualquer lesão nova ou preexistente que apresente mudanças. Os sinais mais comuns do melanoma amelanótico incluem:

  • Um nódulo ou pápula (lesão elevada) de cor rosada, avermelhada, roxa ou da cor da pele
  • Crescimento rápido e progressivo da lesão em semanas ou meses
  • Uma ferida que não cicatriza ou que sangra com facilidade
  • Formação de crostas ou uma superfície ulcerada
  • Sensibilidade, dor ou coceira no local

As lesões podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns em áreas cronicamente expostas ao sol, como rosto, pescoço, braços e pernas.

Quais fatores aumentam o risco de desenvolver melanoma?

Os fatores de risco para o melanoma amelanótico são os mesmos que para os outros tipos de melanomas. Conhecê-los é fundamental para a prevenção e o monitoramento. Os principais são:

  • Exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV) do sol ou de câmaras de bronzeamento
  • Histórico de queimaduras solares severas, especialmente na infância e adolescência
  • Pele clara (fototipos I e II), cabelos loiros ou ruivos e olhos claros
  • Presença de um grande número de pintas (nevos) no corpo
  • Histórico pessoal ou familiar de melanoma ou outros tipos de câncer de pele
  • Sistema imunológico enfraquecido por doenças ou medicamentos

Leia também: Melanoma no couro cabeludo: um alerta para esse tipo de câncer de pele oculto

Como o diagnóstico é confirmado por um especialista?

A suspeita geralmente começa durante um exame clínico com um dermatologista. O especialista utilizará um dermatoscópio, um aparelho que amplia a imagem da pele e permite visualizar estruturas que não são vistas a olho nu.

Mesmo com a dermatoscopia, a confirmação definitiva só é possível por meio de uma biópsia. Neste procedimento, o médico remove toda a lesão ou um fragmento dela para análise em laboratório (exame histopatológico). 

A análise microscópica confirma a presença de células cancerígenas, na boca, por exemplo. Além de determinar a profundidade do tumor (Índice de Breslow). O processo é essencial para definir o tratamento e o prognóstico.

Quais são as opções de tratamento para o melanoma amelanótico?

O tratamento principal é a remoção cirúrgica completa da lesão, com uma margem de segurança de pele saudável ao redor. A extensão da cirurgia depende da profundidade e do estágio do tumor.

Em casos de tumores mais profundos, pode ser necessária a realização de uma biópsia do linfonodo sentinela. Este procedimento verifica se o câncer começou a se espalhar para os gânglios linfáticos próximos. 

Se ele já se espalhou, tratamentos adicionais como imunoterapia, terapia-alvo ou quimioterapia podem ser indicados, dependendo das características do tumor e da saúde geral do paciente.

Quando devo procurar avaliação médica?

A mensagem principal é clara: não ignore uma lesão na pele apenas porque ela não é escura. Qualquer nódulo, mancha ou ferida que surja e apresente crescimento rápido, mudança de aparência, sangramento ou que simplesmente não cicatriza em algumas semanas deve ser avaliado por um dermatologista.

O autoexame regular da pele é uma ferramenta poderosa. Ao conhecer seu corpo, você se torna mais capaz de identificar novas lesões e buscar ajuda profissional precocemente. No caso do melanoma amelanótico, essa agilidade pode fazer toda a diferença.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • DO, T. et al. Diagnostic delays in metastatic amelanotic melanoma presenting as breast pain. The American Journal of Case Reports, [S. l.], ago. 2020. DOI: https://doi.org/10.12659/AJCR.921360. Disponível em: https://amjcaserep.com/abstract/full/idArt/921360. Acesso em: 26 maio 2026.
  • MA, J. et al. Intracranial amelanotic melanoma: a case report with literature review. World Journal of Surgical Oncology, [s. l.], maio 2015. DOI: https://doi.org/10.1186/s12957-015-0600-z. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1186/s12957-015-0600-z. Acesso em: 26 maio 2026. 
  • ROK, J. et al. The anticancer potential of doxycycline and minocycline: a comparative study on amelanotic melanoma cell lines. International Journal of Molecular Sciences, [S. l.], v. 23, n. 2, jan. 2022. DOI: https://doi.org/10.3390/ijms23020831. Disponível em: https://www.mdpi.com/1422-0067/23/2/831. Acesso em: 26 maio 2026.
  • SKONIECKA, A. et al. Melanization as unfavorable factor in amelanotic melanoma cell biology. Protoplasma, [S. l.], 27 jan. 2021. DOI: https://doi.org/10.1007/s00709-021-01613-5. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s00709-021-01613-5. Acesso em: 26 maio 2026.
  • VERNALI, S. et al. Association of incident amelanotic melanoma with phenotypic characteristics, status, and prior amelanotic melanoma. JAMA Dermatology, out. 2017. DOI: https://doi.org/10.1001/jamadermatol.2017.2444. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jamadermatology/article-abstract/2644958. Acesso em: 26 maio 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Ícone do WhatsAppÍcone médicoAgende sua consulta