Este tipo raro e agressivo de melanoma desafia a detecção precoce por não ter pigmento, parecendo uma lesão benigna
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Você nota uma pequena lesão rosada na pele que surgiu há algumas semanas. Ela se parece com uma espinha que não some, uma cicatriz recente ou uma picada de inseto persistente.
Elas não costumam gerar preocupação, já que os sinais de alerta para câncer de pele sempre mencionam pintas pretas ou castanhas irregulares. Mas essa percepção, pode atrasar o diagnóstico de uma condição perigosa: o melanoma amelanótico. Nem todo câncer de pele é escuro. Faça uma consulta com um especialista na Rede Américas e cuide da sua saúde.
O melanoma amelanótico é um subtipo de melanoma, a forma mais grave de câncer de pele. Mas ele possui uma particularidade: suas células cancerígenas (melanócitos) não produzem melanina ou produzem em quantidade insuficiente. A palavra "amelanótico" significa literalmente "sem melanina".
A ausência de pigmento é o que o torna tão traiçoeiro. Sendo uma forma rara e agressiva de câncer, que se manifesta como lesões rosadas ou avermelhadas. Enquanto a maioria dos melanomas se apresenta como manchas ou nódulos escuros, o amelanótico surge como uma lesão de cor clara. A sua taxa de mortalidade pode ser maior devido ao diagnóstico frequentemente tardio.
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O principal desafio reside em sua aparência. Ele pode ser facilmente confundido com uma variedade de outras lesões de pele, tanto benignas quanto malignas, como:
A semelhança com condições comuns faz com que tanto pacientes quanto médicos não especialistas possam subestimar a lesão em um primeiro momento. O atraso no diagnóstico permite que o tumor cresça e se aprofunde na pele, aumentando o risco de metástase, que é a disseminação do câncer para outras partes do corpo.
A regra do ABCDE é uma ferramenta amplamente divulgada para ajudar a população a identificar melanomas suspeitos. Ela avalia cinco características:
No melanoma amelanótico, o critério "C" de cor falha completamente, pois a lesão não é escura. Embora possa ser assimétrica e ter bordas irregulares, a ausência de cor retira o principal sinal de alerta que a maioria das pessoas procura. Por isso, o critério "E" de evolução se torna o mais importante: qualquer lesão que muda ou cresce rapidamente deve ser investigada.
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Em vez de procurar por uma pinta escura, a atenção deve se voltar para qualquer lesão nova ou preexistente que apresente mudanças. Os sinais mais comuns do melanoma amelanótico incluem:
As lesões podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns em áreas cronicamente expostas ao sol, como rosto, pescoço, braços e pernas.
Os fatores de risco para o melanoma amelanótico são os mesmos que para os outros tipos de melanomas. Conhecê-los é fundamental para a prevenção e o monitoramento. Os principais são:
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A suspeita geralmente começa durante um exame clínico com um dermatologista. O especialista utilizará um dermatoscópio, um aparelho que amplia a imagem da pele e permite visualizar estruturas que não são vistas a olho nu.
Mesmo com a dermatoscopia, a confirmação definitiva só é possível por meio de uma biópsia. Neste procedimento, o médico remove toda a lesão ou um fragmento dela para análise em laboratório (exame histopatológico).
A análise microscópica confirma a presença de células cancerígenas, na boca, por exemplo. Além de determinar a profundidade do tumor (Índice de Breslow). O processo é essencial para definir o tratamento e o prognóstico.
O tratamento principal é a remoção cirúrgica completa da lesão, com uma margem de segurança de pele saudável ao redor. A extensão da cirurgia depende da profundidade e do estágio do tumor.
Em casos de tumores mais profundos, pode ser necessária a realização de uma biópsia do linfonodo sentinela. Este procedimento verifica se o câncer começou a se espalhar para os gânglios linfáticos próximos.
Se ele já se espalhou, tratamentos adicionais como imunoterapia, terapia-alvo ou quimioterapia podem ser indicados, dependendo das características do tumor e da saúde geral do paciente.
A mensagem principal é clara: não ignore uma lesão na pele apenas porque ela não é escura. Qualquer nódulo, mancha ou ferida que surja e apresente crescimento rápido, mudança de aparência, sangramento ou que simplesmente não cicatriza em algumas semanas deve ser avaliado por um dermatologista.
O autoexame regular da pele é uma ferramenta poderosa. Ao conhecer seu corpo, você se torna mais capaz de identificar novas lesões e buscar ajuda profissional precocemente. No caso do melanoma amelanótico, essa agilidade pode fazer toda a diferença.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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