Revisado em: 19/11/2025
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Os sintomas de metástase variam conforme o órgão afetado (pulmão, osso, fígado, cérebro)

A palavra metástase gera preocupação, pois é um estágio em que as células cancerígenas se desprendem do tumor original e se disseminam para outros órgãos e tecidos. Essa difusão é responsável por formar novos tumores.
Mas o seu prognóstico tem melhorado cada vez mais com a evolução do tratamento. Muitos pacientes vivem com a doença controlada por muitos anos. Ela acaba se tornando uma condição crônica.
Os sintomas de metástase nem sempre estão presentes. Quando se manifestam, qual o sintoma específico vai depender do órgão que a neoplasia alcançou, do tamanho e da localização dos novos tumores.
Por isso, manifestações clínicas observadas em um câncer ósseo metastático, são diferentes daquelas observadas em um tumor metastático de pulmão ou fígado.
A metástase ocorre quando as células do câncer saem do seu lugar de origem (tumor primário) e partem para outras partes do corpo. O espalhamento ocorre através da corrente sanguínea ou do sistema linfático.
O câncer metastático é nomeado e tratado de acordo com o seu local de origem, e não onde a metástase se instalou. Por exemplo, se o câncer de próstata atinge os ossos, ele é chamado de câncer de próstata metastático e não de câncer ósseo.
Isso porque são as células do tumor primário que percorrem o corpo e se instalam em um novo local. Devido a esse mesmo fato, o tratamento é direcionado ao local de origem do câncer.
O rastreamento de metástase deve ser rotina para prevenir o seu aparecimento. Se você é paciente oncológico, venha para a Rede Américas. Marque sua consulta de rotina e mantenha a doença sob controle.
Os sintomas de metástase nem sempre estão presentes. A disseminação das células cancerígenas pode ser totalmente silenciosa, sendo detectada apenas por exames de imagem de rotina.
Quando as manifestações clínicas do câncer metastático ocorrem, como elas se desenvolvem e a frequência em que ocorrem depende do tamanho e da localização. Sendo assim, alguns sinais clássicos são:
Qualquer sintoma novo, persistente ou que piore deve ser comunicado ao médico oncologista. A dor persistente em um novo local é um sinal importante de alerta. Assim como falta de ar ou tosse persistente e amarelamento da pele e dos olhos.
É preciso avisar ao médico também quando há dores de cabeça intensas, convulsões ou tonturas e perda de peso e cansaço inexplicável.
A metástase é mais frequente de ocorrer em tumores que estão em uma fase mais avançada. Ela também pode acontecer em fases mais precoces do desenvolvimento da doença.
O espalhamento do câncer pode ocorrer para qualquer parte do corpo, mas a probabilidade disso acontecer é maior em algumas partes específicas. São elas: osso, fígado e pulmão.
Abaixo veja os tipos da doença e as principais localizações do câncer metastático:
Fonte: National Cancer Institute - Metastatic cancer (2025)
O diagnóstico do tumor em metástase é feito por meio da combinação de exames clínicos e de imagem. Ele pode ocorrer juntamente com a descoberta do tumor primário ou ao longo do curso clínico da doença.
Os exames de imagem utilizados podem ser a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética. Esse último exame é bastante utilizado para o diagnóstico de metástases cerebrais e da medula espinhal.
A tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) é útil para detectar focos de câncer. Já a cintilografia óssea é usada para identificar metástase nos ossos. Para a confirmação definitiva da disseminação das células cancerígenas é feita uma biópsia.
Ela colhe o tecido do tumor secundário, para que seja feita a análise e verificação se as células são compatíveis com o tumor que apareceu primeiro.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) deixa claro que o rastreamento de metástases deve ser rotina para pacientes com câncer. O rastreamento visa detectar a doença secundária precocemente e aumentar as chances de sucesso no tratamento.
O tratamento desta neoplasia é complexo e individualizado. Ele leva em consideração as características do primeiro tumor, os órgãos afetados e a saúde geral do paciente. Além de controlar a doença, tem como objetivo retardar ou interromper o seu crescimento e aliviar os sintomas.
A abordagem terapêutica pode envolver a quimioterapia, hormonioterapia e imunoterapia, para um tratamento mais sistêmico. Para tratar de maneira localizada, é possível optar pela radioterapia ou cirurgia.
A dor é um sintoma bastante comum, então também podem ser utilizados medicamentos analgésicos para aliviá-la. Assim como remédios para náuseas e vômitos, e para a falta de ar. A oxigenoterapia também pode ser usada para quem apresenta falta de ar.
É recomendado que o paciente tenha um acompanhamento nutricional, para combater a perda de peso e a fadiga. Ele deve ter um acompanhamento multidisciplinar, envolvendo oncologistas, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas.
O cuidado deve ser biopsicossocial. Isso significa dizer que o paciente deve ser visto de maneira integral, não apenas a sua doença, mas também as repercussões causadas em sua vida.
O prognóstico para pacientes com câncer metastático é variável e depende de fatores como: tipo de câncer primário, extensão da metástase, resposta ao tratamento e estado geral de saúde do paciente.
A neoplasia com metástase costuma ser considerada incurável, mas o avanço dos tratamentos vem mudando esse cenário. Essa evolução tem permitido que os pacientes vivam por muitos anos com a doença sob controle, o que a torna uma condição crônica.
A descoberta precoce e o tratamento adequado são as melhores formas de diminuir as chances de quadros metastáticos e melhorar o prognóstico.
A metástase é a disseminação de células cancerígenas para órgãos distantes, um processo que marca o avanço da doença. Os sintomas de metástase são variados e dependem do local afetado, podendo incluir dor óssea, falta de ar, icterícia e sintomas neurológicos.
Os pacientes e seus cuidadores devem prestar atenção aos sinais de alerta e buscar avaliação médica. O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento individualizado e ao suporte multidisciplinar, é importante para melhorar o prognóstico.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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