Este tratamento inovador estimula as próprias defesas do organismo a reconhecer e destruir as células tumorais de forma eficaz
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Receber o diagnóstico de melanoma avançado pode ser um momento de grande incerteza. Em meio a termos técnicos e planos de tratamento, uma palavra surge com frequência crescente e carrega uma dose de esperança: imunoterapia.
Diferente de abordagens tradicionais, ela não ataca o tumor diretamente, mas ensina o seu corpo a fazer isso. O diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado fazem diferença no tratamento do melanoma. Agende sua consulta com um oncologista na Rede Américas.
A imunoterapia é uma classe de tratamento contra o câncer que potencializa a capacidade do sistema imunológico de um paciente para combater a doença. Em vez de usar agentes químicos externos para destruir as células tumorais, o tratamento "educa" as células de defesa do organismo.
O melanoma é um tipo de câncer conhecido por ser altamente imunogênico, ou seja, ele interage intensamente com o sistema imune. Essa característica, que por vezes permite ao tumor "enganar" as defesas, também o torna um alvo ideal para terapias que visam reverter essa situação.
Para entender o mecanismo, é preciso primeiro conhecer uma das estratégias de sobrevivência do câncer. As células do melanoma podem desenvolver uma espécie de "camuflagem" para não serem detectadas e destruídas pelos linfócitos T, os "soldados" do nosso sistema imunológico.
A imunoterapia bloqueia proteínas que impedem as células de defesa de combater o câncer, liberando o próprio corpo para destruir o tumor.
As células tumorais podem expressar proteínas em sua superfície, como a PD-L1. Ela se liga a um receptor nos linfócitos T chamado PD-1, funcionando como um sinal de "pare". Essa conexão desativa a célula de defesa, que passa a ignorar a célula cancerígena como se fosse saudável.
Os medicamentos imunoterápicos, conhecidos como inibidores de checkpoint imunológico, agem bloqueando essa interação. Eles impedem que a PD-L1 se ligue à PD-1 ou bloqueiam outra "chave de freio" chamada CTLA-4.
Por exemplo, a imunoterapia com anticorpos como o nivolumabe age especificamente para impedir que o melanoma desative as células de defesa do corpo, fortalecendo a ação contra o tumor. Ao remover esses "freios", o sistema imunológico fica livre para reconhecer o melanoma como uma ameaça e atacá-lo de forma vigorosa.
Existem diferentes classes de medicamentos imunoterápicos, que podem ser usados sozinhos ou em combinação. A definição varia conforme a estratégia definida pelo oncologista. A escolha depende do estágio do tumor, características genéticas e estado geral de saúde do paciente.
A aplicação da abordagem terapêutica revolucionou principalmente o tratamento de casos mais complexos. As principais indicações são:
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A imunoterapia mudou drasticamente o prognóstico de pacientes com melanoma avançado ao ativar o sistema imune contra o tumor, promovendo respostas duradouras. Este tratamento reativa as defesas do corpo, alcançando uma alta taxa de sobrevida, com menos efeitos colaterais em comparação com a quimioterapia.
Vale ressaltar que a resposta ao tratamento é individual. Fatores como a carga mutacional do câncer e a presença de biomarcadores específicos podem influenciar o sucesso da terapia, já que alguns pacientes podem enfrentar resistência ou efeitos colaterais. Por isso, a avaliação médica detalhada é fundamental.
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A terapia pode fazer com que o sistema imunológico ataque não apenas as células do câncer, mas também tecidos saudáveis do corpo. Reações autoimunes podem ocorrer, afetando a maioria dos pacientes em tratamento. Mas elas geralmente são manejáveis, mas exigem atenção. Veja abaixo quais são elas:
Embora mais raras, algumas reações podem ser graves e precisam de intervenção rápida. Entre elas estão a inflamação do fígado (hepatite), dos pulmões (pneumonite) ou de outras glândulas. A comunicação constante com a equipe médica é essencial para monitorar e tratar qualquer sintoma adverso rapidamente.
O acesso a esses medicamentos de alto custo é uma preocupação para muitos pacientes. No Brasil, existem duas vias principais. Para beneficiários de planos de saúde, a cobertura é regulamentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que atualiza seu rol de procedimentos periodicamente.
No Sistema Único de Saúde (SUS), a incorporação de novas tecnologias ocorre após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC). A dispensação ocorre nos Centros de Alta Complexidade em Oncologia (CACONs e UNACONs), mas a disponibilidade pode variar regionalmente.
A imunoterapia representa um avanço notável na oncologia, transformando o tratamento do melanoma. Ao utilizar o poder do próprio corpo, ela oferece uma nova perspectiva e mais qualidade de vida aos pacientes, sempre com a necessidade de um acompanhamento especializado e cuidadoso.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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