Entender as características de cada subtipo de melanoma cutâneo é fundamental para a detecção precoce e o sucesso do tratamento, com a ciência revelando novas classificações.
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Você nota uma pinta nova ou uma mancha antiga que parece ter mudado de cor e formato. A primeira reação pode ser de preocupação, principalmente ao lembrar das campanhas sobre câncer de pele. Essa vigilância é importante, pois o melanoma, embora menos comum que outros tumores cutâneos, é o mais perigoso.
Nem todo melanoma é igual. Conhecer suas diferentes formas de apresentação ajuda a entender os sinais de alerta e a importância de uma avaliação dermatológica regular. A ciência reconhece esses quatro tipos principais de melanoma cutâneo: extensivo superficial, nodular, lentigo maligno e acral lentiginoso, que se manifestam de maneiras distintas dependendo da região do corpo afetada.
Pesquisas recentes têm avançado na identificação de novos tipos de melanomas, baseados em características moleculares e imunológicas, o que pode levar a tratamentos mais personalizados e eficazes no futuro.
Oncologistas são os médicos indicados para o acompanhamento de cânceres. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Este é o tipo mais comum, representando aproximadamente 70% de todos os diagnósticos de melanoma, segundo dados do National Cancer Institute (NIH) dos Estados Unidos. Seu nome descreve bem sua principal característica: ele tende a crescer superficialmente, espalhando-se pela epiderme (a camada mais externa da pele) antes de invadir tecidos mais profundos.
No Brasil, dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que o câncer de pele é responsável por aproximadamente 30% dos casos registrados de tumores malignos. Quanto ao melanoma, ele representa 3% das neoplasias. O instituto ainda aponta que a maior parcela dos casos registrados são mulheres, com mais de 93 mil casos registrados em 2020.
Este crescimento inicial mais lento, chamado de fase de crescimento radial, oferece uma janela de oportunidade maior para o diagnóstico precoce. Geralmente, surge como uma mancha ou placa assimétrica, com bordas irregulares e variação de cores, podendo incluir tons de marrom, preto, vermelho e até azul.
Apesar de ser mais prevalente em pessoas de pele clara, pode afetar indivíduos de todos os fototipos. A exposição solar intermitente e intensa, como a que causa queimaduras de sol, é um fator de risco significativo.
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O melanoma nodular é o segundo tipo mais comum de câncer de pele, respondendo por cerca de 15% a 30% dos casos. É também considerado o subtipo mais agressivo. Diferente do extensivo superficial, ele apresenta um crescimento predominantemente vertical desde o início, invadindo rapidamente as camadas mais profundas da pele.
Essa característica faz com que o diagnóstico e o tratamento precisem ser muito ágeis. A lesão costuma se apresentar como um nódulo ou caroço elevado, de cor escura (preto ou azul-escuro), embora possa ser rosado ou avermelhado no caso do melanoma amelanótico (sem pigmento).
Além do amelanótico, que não possui cor e dificulta o diagnóstico, o melanoma pode surgir em locais atípicos como os olhos ou membranas mucosas, tornando sua identificação ainda mais desafiadora.
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Ele pode surgir em qualquer parte do corpo, podendo ser inicial no rosto, sem uma predileção específica por áreas expostas ao sol, e é mais comum em homens com mais de 50 anos.
Este tipo de melanoma se desenvolve tipicamente em áreas da pele com dano solar crônico, acumulado ao longo de décadas. Por isso, é mais comum em pessoas idosas, geralmente acima dos 65 anos, e em locais como rosto, orelhas, pescoço e couro cabeludo calvo.
O lentigo maligno melanoma começa como uma lesão precursora chamada lentigo maligno, que se assemelha a uma mancha solar ou sarda. A lesão é plana, com bordas mal definidas e uma mistura de tons de marrom. Seu crescimento é muito lento, podendo levar anos ou até décadas para evoluir para um melanoma invasivo.
Quando a lesão começa a se aprofundar, podem surgir nódulos ou áreas mais escuras dentro da mancha, indicando a transição para um melanoma invasivo.
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O melanoma acral lentiginoso é um subtipo mais raro, mas é o mais comum em pessoas de pele negra e asiáticos. Seu nome "acral" refere-se às extremidades do corpo, pois ele surge em locais sem pelos:
Diferente dos outros tipos, sua ocorrência não está diretamente ligada à exposição solar. Quando aparece na unha, pode se manifestar como uma faixa escura longitudinal que se alarga com o tempo. Nos pés ou mãos, surge como uma mancha escura, marrom ou preta, de aparência irregular.
O diagnóstico pode ser tardio, pois as lesões são frequentemente confundidas com hematomas, micoses ou verrugas. Por isso, qualquer mancha nova ou alteração nessas áreas deve ser avaliada por um médico.
Independentemente do tipo, a detecção precoce é a chave para o tratamento bem-sucedido do melanoma. A regra "ABCDE" é uma ferramenta útil para o autoexame da pele, mas não substitui a consulta com um dermatologista. Fique atento a sinais com as seguintes características:
Qualquer lesão suspeita, especialmente uma que seja nova ou que esteja mudando, justifica uma avaliação médica. O dermatologista é o profissional capacitado para realizar o exame clínico e, se necessário, uma biópsia para confirmar o diagnóstico.
Avanços científicos têm revelado que o perfil metabólico dos melanomas pode ser um indicador importante de sua agressividade. A identificação desses perfis ajuda a prever a evolução do tumor e a selecionar as opções terapêuticas mais adequadas para cada paciente.
Além disso, a classificação molecular dos melanomas permite entender melhor como eles respondem a tratamentos específicos. Por exemplo, estudos indicam que alguns subtipos moleculares, como o CS2, mostram uma resposta mais favorável à imunoterapia em comparação com outros.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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