Alimentos que aumentam o colesterol: saiba quais evitar e como substituir
O colesterol alto pode afetar a circulação e favorecer o acúmulo de gordura nas artérias; alguns alimentos contribuem para o quadro e aumentam o risco de problemas no coração
Resumo
- O colesterol alto pode causar o acúmulo de placas de gordura nas artérias, dificultando a circulação e aumentando o risco de problemas como infarto e AVC;
- Alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, como carnes gordas, embutidos e frituras, podem dificultar o controle do colesterol quando consumidos com frequência;
- Trocar alguns alimentos por opções com menor quantidade de gorduras saturadas ajuda a tornar a alimentação mais adequada para o controle do colesterol;
- Ovo, doces e carboidratos refinados têm diferentes relações com o colesterol, e fatores como a forma de preparo e a quantidade consumida fazem diferença;
- O endocrinologista avalia os exames, identifica os fatores que podem influenciar o colesterol e define quais são os cuidados certos para cada paciente.
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Alimentos ricos em gorduras saturadas e trans podem aumentar o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim. Frituras, embutidos e alguns produtos ultraprocessados, por exemplo, fazem parte desse grupo quando consumidos com frequência.
Em geral, o excesso de colesterol LDL pode levar à formação de placas de gordura nas artérias, dificultando a circulação do sangue e aumentando o risco de problemas cardiovasculares graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Endocrinologistas são os médicos que podem fazer o acompanhamento e o tratamento de pacientes com colesterol alto. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Quais são os alimentos que aumentam o colesterol?
Nenhum alimento, sozinho, aumenta o colesterol de uma hora para outra. O problema é o consumo frequente de comidas ricas em gorduras saturadas e trans, que podem elevar os níveis de colesterol ruim e, com o tempo, levar à formação de placas nas artérias.
Carnes gordas e pele de aves
Carnes como picanha, costela, cupim e frango com pele têm maior quantidade de gordura saturada, que pode dificultar o controle do colesterol. Para diminuir esse efeito, é importante dar preferência a cortes mais magros, além de retirar a pele das aves antes do preparo e escolher métodos de cozimento como assar ou grelhar.
Embutidos e carnes processadas
Carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon, presunto, mortadela e salame, devem ser consumidas com moderação, já que costumam ter altos níveis de gordura saturada e sódio, nutrientes que podem afetar o controle do colesterol e da pressão arterial.
Laticínios integrais e queijos amarelos
Produtos feitos com leite integral, como manteiga, creme de leite e nata, podem ter uma grande quantidade de gordura saturada. Entre os queijos, as versões amarelas, como muçarela e prato, também costumam apresentar maior concentração desse nutriente.
Frituras, fast food e ultraprocessados
As gorduras trans podem ser formadas durante processos industriais ou pelo aquecimento excessivo de alguns óleos vegetais. No geral, esse tipo de gordura deve ser evitado ao máximo, porque pode aumentar o colesterol ruim e reduzir o colesterol bom.
Salgados fritos, batatas fritas, biscoitos recheados, bolos prontos e salgadinhos de pacote são exemplos de alimentos que podem conter gordura trans. A margarina também pode apresentar esse componente, dependendo do processo de fabricação.
Leia também: Qual o normal do colesterol? Saiba quais são os valores de referência
Dá para substituir esses alimentos?
Uma forma de melhorar a alimentação é trocar alguns alimentos por opções com menor quantidade de gorduras saturadas. Essas mudanças não precisam ser radicais e podem fazer parte da rotina, mantendo refeições variadas e equilibradas:
A quantidade consumida também faz diferença para a saúde. Mesmo alimentos com maior quantidade de gorduras saturadas podem aparecer na alimentação em alguns momentos, desde que não sejam consumidos com frequência e façam parte de uma rotina equilibrada.
Leia também: Principais causas das doenças cardiovasculares e formas de prevenção
Ovos, doces e carboidratos aumentam o colesterol?
O ovo tem colesterol na gema, mas seu consumo tem pouco impacto para a maioria das pessoas. O cuidado maior deve ser a forma de preparo, uma vez que fritar o alimento com óleo ou manteiga pode aumentar a quantidade de gorduras da refeição.
Já os carboidratos refinados, como pão branco e doces, não contêm colesterol, mas o consumo excessivo pode estimular o fígado a produzir mais triglicérides e, quando eles estão altos, podem estar associados à redução dos níveis de colesterol bom.
O que comer para diminuir o nível de colesterol?
Alguns alimentos ajudam no controle do colesterol por causa dos nutrientes presentes em sua composição. As fibras solúveis, por exemplo, podem se ligar a uma parte do colesterol no intestino e diminuir sua absorção pelo organismo.
Outras escolhas que podem fazer parte de uma rotina mais saudável incluem:
- Frutas e vegetais, como maçã, laranja e hortaliças verde-escuras, que são fontes de fibras e outros nutrientes, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada;
- Oleaginosas, como castanhas, nozes e amêndoas, que fornecem nutrientes importantes e podem ser incluídas na rotina em pequenas porções, sem exageros;
- Gorduras insaturadas, que estão presentes em alimentos como azeite de oliva extravirgem, abacate, e sementes de chia e linhaça, e podem substituir fontes de gorduras saturadas na alimentação diária.
Esses alimentos podem fazer parte de diferentes momentos do dia, como café da manhã, lanches e refeições principais. Nesse caso, o mais importante é que essas escolhas façam parte da rotina alimentar, e não sejam só uma mudança passageira.
Leia também: Colesterol total acima de 200: o que isso significa para sua saúde?
Quando consultar um endocrinologista?
Alterações nos níveis de gordura no sangue não costumam causar sintomas. Por isso, a melhor forma de identificar essas mudanças é por meio de exames de sangue, que devem ser feitos pelo paciente com a frequência indicada pelo médico.
O colesterol alto também pode estar relacionado a alterações genéticas. Nessas situações, só mudanças na alimentação podem não ser suficientes para controlar os níveis, e o acompanhamento médico pode indicar o uso de remédios quando necessário.
Por fim, a avaliação com um endocrinologista é importante, principalmente, para pessoas com histórico familiar de problemas cardíacos, excesso de peso ou diabetes. O médico é quem vai avaliar os exames e indicar os cuidados certos para cada caso.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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