As gorduras boas do amendoim ajudam a proteger as artérias e do coração; a forma de preparo e a quantidade consumida por dia influenciam os efeitos no organismo
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O amendoim in natura não aumenta o colesterol ruim quando faz parte de uma alimentação equilibrada. Isso porque o alimento tem gorduras insaturadas, fibras e outros nutrientes importantes para a manutenção da saúde cardiovascular.
O colesterol LDL, chamado de colesterol ruim, pode se acumular nas artérias quando está alto e aumentar o risco de problemas no coração. A dieta influencia muito esse processo, principalmente pelo tipo de gordura presente nos alimentos.
Assim, o amendoim faz parte do grupo das oleaginosas e tem uma composição diferente de alimentos ricos em gorduras saturadas. Mesmo assim, a quantidade consumida e a forma de preparo, como versões com sal, açúcar ou coberturas, devem ser consideradas.
Endocrinologistas são os médicos que podem fazer o acompanhamento e o tratamento de pacientes com colesterol alto. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O corpo humano produz colesterol no fígado, enquanto os alimentos de origem animal são as principais fontes dessa substância na dieta. Carnes, manteiga e laticínios integrais são alguns exemplos. Como o amendoim tem origem vegetal, ele não contém colesterol.
Entre os nutrientes presentes no amendoim estão as gorduras insaturadas, como o ácido oleico, que podem ajudar no controle do colesterol. Mas, para que isso aconteça, a oleaginosa precisa fazer parte de uma dieta equilibrada.
O amendoim também tem fitoesteróis, compostos vegetais com estrutura semelhante à do colesterol. Durante a digestão, eles disputam espaço com o colesterol no intestino, diminuindo a quantidade absorvida e ajudando a eliminar o excesso pelas fezes.
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A maior parte das calorias do amendoim vem das gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas. Esses tipos de gordura também estão presentes em alimentos como azeite de oliva e abacate, e podem favorecer a saúde dos vasos sanguíneos.
O amendoim também pode influenciar o HDL, conhecido como colesterol bom. Nesse caso, o HDL ajuda a transportar parte do colesterol dos tecidos de volta para o fígado, onde ele pode ser processado pelo organismo.
Além das gorduras saudáveis, o amendoim contém fibras, vitamina E e magnésio, nutrientes que têm ação antioxidante e podem ajudar a reduzir a oxidação do colesterol ruim, processo relacionado à formação de placas de gordura nas artérias.
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A forma de preparo pode mudar as características nutricionais do amendoim. Muitas pessoas consomem versões com adição de sal, açúcar ou outros ingredientes e associam esses efeitos ao alimento natural. Porém, é preciso considerar que:
Na hora de escolher o amendoim, é importante conferir os ingredientes e a quantidade de sal, açúcar e outros componentes adicionados. Quanto mais próximo da versão natural, mais o alimento mantém suas características originais.
A pasta de amendoim integral, feita só com o grão torrado e moído da oleaginosa, mantém as características nutricionais do alimento, sendo uma fonte de proteínas e podendo ajudar na sensação de saciedade.
Já a paçoca, o pé-de-moleque e os amendoins com cobertura doce precisam de atenção. O excesso de açúcar não aumenta diretamente o colesterol LDL, mas pode favorecer o aumento dos triglicerídeos no sangue, o que aumenta o risco de problemas no coração.
O amendoim tem muitas calorias em pequenas quantidades. Sendo assim, comer grandes porções direto do pacote pode favorecer o ganho de peso, mesmo sendo um alimento com gorduras consideradas boas.
O excesso de peso pode dificultar o controle do colesterol e afetar a saúde do coração. Por isso, a quantidade consumida faz diferença: uma porção que caiba na palma da mão costuma ser suficiente para incluir o alimento na rotina sem exagerar nas calorias.
Algumas estratégias ajudam a controlar a quantidade consumida, como evitar comer direto do pacote enquanto usa o computador ou assiste à televisão e separar uma porção em um pote pequeno e adicionar o amendoim em saladas ou frutas.
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A alimentação é um dos passos importantes para cuidar da saúde do coração, mas não substitui a avaliação médica, já que a genética também influencia a produção de colesterol e pode fazer com que algumas pessoas tenham o LDL alto mesmo com bons hábitos.
O acompanhamento com um endocrinologista ajuda a identificar a necessidade de tratamentos, como o uso de estatinas para reduzir o colesterol quando indicado. A escolha do medicamento considera o histórico familiar, os exames e outros fatores de risco.
Nenhum alimento funciona como um remédio isolado para controlar o colesterol. A saúde cardiovascular depende de vários comportamentos, como boa alimentação, sono adequado, controle do estresse e acompanhamento regular com profissionais de saúde.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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