A tatuagem é desaconselhada durante a amamentação; o procedimento aumenta o risco de infecções e reações
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Após o nascimento, pode surgir um desejo muito comum de registrar o amor pela criança na pele. Uma homenagem com o nome ou a data do parto costuma ser planejada logo nos primeiros meses.
As mamas possuem uma forte ligação simbólica com a maternidade e o aleitamento, levando muitas mulheres a buscarem a arte como forma de ressignificação e autonomia sobre o próprio corpo.
Mas, a preocupação com a segurança do bebê e a pureza do leite materno deve vir em primeiro lugar. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) diz que os especialistas não recomendam a realização de tatuagens durante a amamentação.
Por isso, é mais seguro adiar o procedimento estético até que o bebê passe pelo desmame completo. Durante a amamentação, toda decisão deve priorizar o bem-estar da mãe e do bebê. Agende uma consulta com um pediatra e receba as orientações necessárias.
O processo de tatuar envolve agulhas que perfuram a pele repetidamente, criando uma ferida aberta. Esse mecanismo rompe a barreira de proteção natural do corpo. Durante o puerpério e o período de lactação, o sistema imunológico da mulher passa por readaptações.
O foco de alerta envolve três cenários principais:
Se houver qualquer falha nos protocolos de biossegurança do estúdio, patógenos graves como os vírus da Hepatite B, Hepatite C e HIV podem ser transmitidos.
A Hepatite C não é transmitida pelo leite materno. Porém, evitar a contaminação é necessário, pois os medicamentos usados no tratamento do vírus não são seguros durante a amamentação, segundo o Ministério da Saúde.
A área tatuada pode inflamar e infeccionar pela entrada de bactérias como o Staphylococcus aureus. O tratamento exigiria antibióticos que precisam de avaliação médica criteriosa para não afetarem o lactente.
A pele no pós-parto costuma ficar mais sensível. Quadros alérgicos severos às tintas podem exigir o uso de corticosteroides ou anti-histamínicos, dificultando a continuidade da amamentação de forma segura.
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Os pigmentos presentes na tinta da tatuagem circulam na corrente sanguínea após a aplicação. Contudo, os efeitos do contato com esses pigmentos na saúde do bebê ainda são desconhecidos.
No momento da perfuração, pequenas partículas desses pigmentos caem no sangue e são absorvidas por células do sistema imune, alojando-se nos linfonodos. Não se sabe ao certo se as moléculas da tinta são pequenas o suficiente para atravessar a barreira para os ductos mamários e atingir o leite.
Sem dados atestando que a tinta é inofensiva para o bebê, de acordo com publicação da Treasure Island: StatPearls Publishing e a SBP, o ideal é não arriscar a exposição.
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Fazer tatuagens diretamente nas aréolas ou mamilos enquanto se amamenta é uma prática totalmente contraindicada. Eles desempenham papel central na maternidade, permitindo a amamentação do bebê, que traz diversos benefícios. No período de lactação, o volume e circulação sanguínea ficam aumentados.
Uma agressão com agulhas nessa área específica facilita inflamações. O inchaço local decorrente da tatuagem pode pressionar e causar a obstrução dos ductos de leite. O quadro pode evoluir para mastite, uma infecção dolorosa na mama que compromete a saúde da mãe e pode interromper o aleitamento.
Existe também o contato direto. A ferida aberta na pele da mama entraria em atrito contínuo com a boca e a saliva do bebê, aumentando a chance de infecção cruzada.
O tempo decorrido desde o parto não é o fator determinante para a segurança, mas sim o status da amamentação.
Mesmo que a criança mame apenas uma vez ao dia, o risco biológico associado à infecção e ao uso de tintas permanece ativo. O período seguro para realizar a tatuagem começa apenas após o fim definitivo do aleitamento materno.
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Se você realizou o procedimento sem conhecer essas recomendações, o foco agora é a observação rigorosa e a higiene local. Mantenha a pele limpa conforme as orientações de cicatrização e monitore seu corpo de perto.
Procure um serviço médico ou o seu pediatra imediatamente caso note os seguintes sinais de inflamação ou infecção como:
O médico avaliará a situação, orientará sobre a continuidade da amamentação e prescreverá tratamentos compatíveis caso haja algum processo infeccioso em curso.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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