Revisado em: 14/05/2026
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A mastite é uma inflamação nas mamas que pode causar dor, vermelhidão e febre; o quadro é mais comum durante a amamentação e o tratamento depende da causa

A mastite é uma inflamação nas mamas que pode causar dor, vermelhidão, inchaço e febre. O problema costuma aparecer durante a amamentação, principalmente quando o leite fica acumulado ou quando bactérias entram pela pele da mama.
Além da dor, algumas mulheres também sentem calor na região, mal-estar e dificuldade para amamentar. Os sintomas podem surgir de repente e atingir uma ou as duas mamas.
O tratamento depende da causa e da intensidade dos sintomas. Compressas, retirada do leite e remédios podem ajudar no alívio do problema. E, quando há infecção, o médico pode indicar antibióticos.
Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de mulheres com mastite. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A mastite que aparece durante a amamentação pode ser confundida com leite empedrado ou com um canal de leite entupido. Porém, esse quadro costuma causar uma inflamação ou infecção mais forte, com sintomas como:
É importante que a paciente não ignore esses sinais, principalmente quando os sintomas pioram rápido ou dificultam a amamentação. Quando a mulher busca ajuda médica no começo do problema, o médico pode identificar a causa da mastite, começar o tratamento certo e evitar complicações, como o acúmulo de pus na mama.
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A principal causa da mastite é o acúmulo de leite na mama, quando ele não é retirado por completo. Esse excesso pode causar inflamação e, em alguns casos, facilitar a entrada e a multiplicação de bactérias. Sendo assim, os fatores de risco para o quadro incluem:
No geral, essas situações atrapalham a saída do leite e podem levar à inflamação e, em alguns casos, à infecção na mama. A identificação precoce do quadro ajuda a evitar que o problema piore e traga complicações para a mulher.
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O tratamento da mastite envolve três frentes: esvaziar bem a mama, aliviar os sintomas e, quando há infecção, usar remédios indicados pelo médico. O objetivo é reduzir a inflamação e permitir que a amamentação continue de forma mais confortável e segura.
A orientação mais importante é manter a amamentação na mama afetada, porque o esvaziamento frequente do leite ajuda a desobstruir os canais, reduz a pressão e melhora a inflamação. Agora, quando o leite fica parado, o quadro pode piorar.
A mama com mastite pode ser oferecida primeiro, já que o bebê costuma sugar com mais força nesse momento. Porém, se a dor estiver muito forte, a amamentação pode começar pela mama sem inflamação e, depois, ser feita a troca. Em casos de dificuldade, a retirada do leite com bomba extratora pode ser feita a cada duas ou três horas.
É importante que a paciente saiba que a amamentação na mama com mastite é segura para o bebê. O leite materno ajuda a proteger a criança, e os antibióticos usados no tratamento, quando indicados pelo médico, são compatíveis com a amamentação.
Enquanto o corpo enfrenta a inflamação, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto. A amamentação mais frequente é uma das ações que mais ajudam na recuperação e reduzem o risco de piora do quadro, mas também é possível:
Juntos, esses cuidados ajudam a aliviar a dor, diminuir o inchaço e melhorar a saída do leite para o bebê. Mas, mesmo com essas medidas, a mulher deve acompanhar a evolução dos sintomas para saber se é preciso buscar atendimento com um ginecologista.
O uso de medicamentos precisa ser orientado por um profissional de saúde. Para dor e febre, podem ser indicados remédios como paracetamol ou ibuprofeno, que são compatíveis com a amamentação.
Porém, se os sintomas não melhorarem em até 24 horas ou houver suspeita de infecção, o médico pode indicar antibióticos. O uso do antibiótico junto com o esvaziamento da mama ajuda no tratamento da infecção.
Mesmo com melhora dos sintomas, é importante seguir o tempo de tratamento indicado para evitar que a infecção volte ou fique mais grave.
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Com o tratamento certo, a maioria das mulheres percebe melhora da dor e da febre em 24 a 48 horas. Já a vermelhidão e o endurecimento da mama podem demorar alguns dias para desaparecer. E, quando há antibióticos, o tratamento costuma durar entre 10 e 14 dias.
Se a mastite não for tratada de forma rápida e adequada, pode evoluir para um abscesso mamário, que é o acúmulo de pus em uma região da mama. Esse quadro geralmente precisa de drenagem por punção ou até cirurgia.
Sendo assim, é importante buscar atendimento médico na hora ao perceber:
O acompanhamento médico e o início rápido do tratamento ajudam a evitar complicações e reduzem a chance de o quadro precisar de procedimentos mais invasivos. A avaliação profissional indica o melhor caminho para cada situação.
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A prevenção é a melhor forma de evitar a mastite e está ligada a cuidados como:
O enfrentamento da mastite pode ser desafiador, mas o acesso à informação e ao acompanhamento ajuda a controlar o quadro e a manter a amamentação segura. O tratamento e a prevenção certos reduzem o risco de complicações e ajudam a recuperação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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