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Como tratar mastite? Saiba causas, prevenção e como aliviar os sintomas

A mastite é uma inflamação nas mamas que pode causar dor, vermelhidão e febre; o quadro é mais comum durante a amamentação e o tratamento depende da causa

Resumo
  • A mastite é uma inflamação nas mamas que aparece com mais frequência na amamentação e está ligada ao acúmulo de leite e à entrada de bactérias na região;
  • O quadro pode causar dor, vermelhidão, inchaço, febre e mal-estar, com sintomas que aparecem de forma rápida e podem atingir uma ou as duas mamas;
  • A pega incorreta do bebê, o esvaziamento incompleto das mamas, o uso de roupas apertadas e as feridas no mamilo aumentam o risco de mastite;
  • O tratamento inclui a retirada frequente do leite, medidas para aliviar dor e inchaço e, quando necessário, o uso de remédios indicados pelo médico;
  • Sem o tratamento certo, a mastite pode evoluir para complicações como abscesso mamário, o que exige avaliação e acompanhamento médico.
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A mastite é uma inflamação nas mamas que pode causar dor, vermelhidão, inchaço e febre. O problema costuma aparecer durante a amamentação, principalmente quando o leite fica acumulado ou quando bactérias entram pela pele da mama.

Além da dor, algumas mulheres também sentem calor na região, mal-estar e dificuldade para amamentar. Os sintomas podem surgir de repente e atingir uma ou as duas mamas.

O tratamento depende da causa e da intensidade dos sintomas. Compressas, retirada do leite e remédios podem ajudar no alívio do problema. E, quando há infecção, o médico pode indicar antibióticos.

Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de mulheres com mastite. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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Quais são os sintomas da mastite?

A mastite que aparece durante a amamentação pode ser confundida com leite empedrado ou com um canal de leite entupido. Porém, esse quadro costuma causar uma inflamação ou infecção mais forte, com sintomas como:

  • Febre de 38 °C ou mais;
  • Inchaço e parte da mama endurecida;
  • Vermelhidão e sensação de calor na mama;
  • Dor que não melhora ou piora durante a amamentação;
  • Calafrios, cansaço e mal-estar no corpo, parecidos com sintomas de gripe.

É importante que a paciente não ignore esses sinais, principalmente quando os sintomas pioram rápido ou dificultam a amamentação. Quando a mulher busca ajuda médica no começo do problema, o médico pode identificar a causa da mastite, começar o tratamento certo e evitar complicações, como o acúmulo de pus na mama.

Leia também: Dores nas mamas: o que é e quais são os tipos

Por que a mastite acontece na amamentação?

A principal causa da mastite é o acúmulo de leite na mama, quando ele não é retirado por completo. Esse excesso pode causar inflamação e, em alguns casos, facilitar a entrada e a multiplicação de bactérias. Sendo assim, os fatores de risco para o quadro incluem:

  • Pega incorreta do bebê no peito, o que dificulta a saída adequada do leite durante a mamada;
  • Uso de sutiãs muito apertados ou roupas justas, que comprimem a mama e atrapalham o fluxo do leite.
  • Feridas no mamilo, que podem facilitar a entrada de bactérias da pele, como a Staphylococcus aureus, aumentando o risco de infecção na mama;
  • Quando a mama não é esvaziada por completo, como em intervalos longos entre as mamadas, desmame repentino ou produção de leite maior do que a necessidade do bebê, o leite pode se acumular.

No geral, essas situações atrapalham a saída do leite e podem levar à inflamação e, em alguns casos, à infecção na mama. A identificação precoce do quadro ajuda a evitar que o problema piore e traga complicações para a mulher.

Leia também: Benefícios da amamentação: da imunidade ao desenvolvimento

Qual o tratamento para a mastite?

O tratamento da mastite envolve três frentes: esvaziar bem a mama, aliviar os sintomas e, quando há infecção, usar remédios indicados pelo médico. O objetivo é reduzir a inflamação e permitir que a amamentação continue de forma mais confortável e segura.

Continuar amamentando

A orientação mais importante é manter a amamentação na mama afetada, porque o esvaziamento frequente do leite ajuda a desobstruir os canais, reduz a pressão e melhora a inflamação. Agora, quando o leite fica parado, o quadro pode piorar.

A mama com mastite pode ser oferecida primeiro, já que o bebê costuma sugar com mais força nesse momento. Porém, se a dor estiver muito forte, a amamentação pode começar pela mama sem inflamação e, depois, ser feita a troca. Em casos de dificuldade, a retirada do leite com bomba extratora pode ser feita a cada duas ou três horas.

É importante que a paciente saiba que a amamentação na mama com mastite é segura para o bebê. O leite materno ajuda a proteger a criança, e os antibióticos usados no tratamento, quando indicados pelo médico, são compatíveis com a amamentação.

Aliviar os sintomas em casa

Enquanto o corpo enfrenta a inflamação, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto. A amamentação mais frequente é uma das ações que mais ajudam na recuperação e reduzem o risco de piora do quadro, mas também é possível:

Medida

Como fazer

Fazer compressas frias

Coloque compressas frias ou bolsa de gelo na mama afetada por cerca de 15 minutos depois das mamadas. O frio ajuda a reduzir o inchaço e a dor ao diminuir o fluxo de sangue na região

Fazer massagens suaves

Faça massagens leves na área mais dura da mama, com movimentos circulares em direção ao mamilo. Isso pode ajudar o leite a fluir melhor e aliviar bloqueios

Repousar

Descanse sempre que possível, já que a mastite exige esforço do corpo. No geral, o repouso ajuda o organismo a lidar melhor com a inflamação

Hidratar-se e comer bem

Beba bastante líquido, especialmente água, e mantenha uma alimentação equilibrada, pois isso ajuda o corpo no processo de recuperação do quadro

Juntos, esses cuidados ajudam a aliviar a dor, diminuir o inchaço e melhorar a saída do leite para o bebê. Mas, mesmo com essas medidas, a mulher deve acompanhar a evolução dos sintomas para saber se é preciso buscar atendimento com um ginecologista.

Uso de remédios

O uso de medicamentos precisa ser orientado por um profissional de saúde. Para dor e febre, podem ser indicados remédios como paracetamol ou ibuprofeno, que são compatíveis com a amamentação.

Porém, se os sintomas não melhorarem em até 24 horas ou houver suspeita de infecção, o médico pode indicar antibióticos. O uso do antibiótico junto com o esvaziamento da mama ajuda no tratamento da infecção.

Mesmo com melhora dos sintomas, é importante seguir o tempo de tratamento indicado para evitar que a infecção volte ou fique mais grave.

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Quanto tempo leva para a mastite melhorar?

Com o tratamento certo, a maioria das mulheres percebe melhora da dor e da febre em 24 a 48 horas. Já a vermelhidão e o endurecimento da mama podem demorar alguns dias para desaparecer. E, quando há antibióticos, o tratamento costuma durar entre 10 e 14 dias.

A mastite pode se tornar um quadro grave?

Se a mastite não for tratada de forma rápida e adequada, pode evoluir para um abscesso mamário, que é o acúmulo de pus em uma região da mama. Esse quadro geralmente precisa de drenagem por punção ou até cirurgia.

Sendo assim, é importante buscar atendimento médico na hora ao perceber:

  • Saída de pus pelo mamilo;
  • Aumento da área vermelha na mama;
  • Febre mais alta ou piora do mal-estar;
  • Falta de melhora após 24 horas de tratamento;
  • Aparecimento de linhas vermelhas na pele da mama.

O acompanhamento médico e o início rápido do tratamento ajudam a evitar complicações e reduzem a chance de o quadro precisar de procedimentos mais invasivos. A avaliação profissional indica o melhor caminho para cada situação.

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Como prevenir novos episódios de mastite?

A prevenção é a melhor forma de evitar a mastite e está ligada a cuidados como:

  • Evite roupas e sutiãs apertados: prefira peças que sustentem sem pressionar os seios;
  • Alterne as posições de amamentação: mudar a posição ajuda o bebê a retirar o leite de diferentes partes da mama;
  • Garanta a pega correta do bebê: a boca do bebê deve abocanhar não só o mamilo, mas também boa parte da aréola;
  • Esvazie bem uma mama antes de oferecer a outra: isso ajuda na drenagem do leite e garante uma mamada mais completa;
  • Amamente sempre que o bebê pedir: ofereça o peito quando surgirem sinais de fome, sem deixar a mama ficar muito tempo cheia.

O enfrentamento da mastite pode ser desafiador, mas o acesso à informação e ao acompanhamento ajuda a controlar o quadro e a manter a amamentação segura. O tratamento e a prevenção certos reduzem o risco de complicações e ajudam a recuperação.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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