Resuma este artigo com IA:
O cisto de Bartholin surge perto da entrada da vagina e pode causar dor, inchaço e desconforto ao sentar ou caminhar; em alguns casos, é preciso tratamento médico

O cisto de Bartholin acontece quando uma das glândulas localizadas na entrada da vagina fica entupida. Essas glândulas produzem um líquido que ajuda na lubrificação da região íntima. Quando a saída desse líquido bloqueia, ele se acumula e forma um caroço na vulva.
O problema costuma aparecer em só um lado da vagina e pode ter tamanhos diferentes. Em muitos casos, o cisto não causa dor. Quando aumenta de tamanho, pode provocar desconforto ao sentar, caminhar ou durante a relação sexual.
O tratamento depende dos sintomas e do tamanho do cisto. Casos pequenos podem melhorar com banhos de assento. Mas, quando há dor forte, inflamação ou infecção, a mulher pode precisar de drenagem ou outros procedimentos médicos para retirar o líquido.
Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com cisto de Bartholin. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Para entender o cisto de Bartholin, primeiro é importante conhecer as glândulas de Bartholin. Elas são duas pequenas glândulas localizadas em cada lado da entrada da vagina. A função delas é produzir um líquido que ajuda na lubrificação da região íntima.
Esse líquido passa por canais finos até sair na superfície da vagina. O cisto aparece quando um desses canais fica entupido. Mesmo bloqueada, a glândula continua produzindo líquido. Como a secreção não consegue sair, ela se acumula e forma um caroço na região.
Na maioria dos casos, o cisto de Bartholin é uma alteração benigna, sem relação com doenças graves. O problema costuma causar mais desconforto quando o caroço aumenta de tamanho ou quando ocorre infecção no local.
O cisto de Bartholin é só o acúmulo de líquido dentro da glândula e, na maioria das vezes, não causa dor. Já o abscesso, também chamado de bartolinite, acontece quando bactérias infectam esse líquido e provocam inflamação na região.
Nesses casos, o caroço pode ficar maior, vermelho, quente e muito dolorido. Algumas mulheres também sentem dificuldade para sentar, caminhar ou ter relações sexuais. O abscesso costuma precisar de avaliação e tratamento médico.
Leia também: Caroço benigno: o que é, diferença para maligno e quando ir ao médico
Os sintomas do cisto de Bartholin variam conforme o tamanho do caroço e a presença de infecção. Cistos pequenos muitas vezes não causam sinais e podem ser descobertos apenas em consultas ou exames ginecológicos de rotina.
Porém, quando o cisto aumenta de tamanho, alguns sintomas podem aparecer:
Quando o cisto de Bartholin sofre infecção e evolui para um abscesso, os sinais costumam ficar mais fortes e dolorosos para a mulher:
Se a mulher tiver um abscesso, o caroço pode aumentar rápido e liberar pus na região íntima. Se a dor e o inchaço começarem a atrapalhar as atividades da rotina, é importante procurar atendimento médico.
Leia também: Corrimento vaginal: uma queixa comum das mulheres
A causa do entupimento da glândula de Bartholin nem sempre é identificada. O problema pode acontecer por acúmulo de secreção, irritação na região íntima ou inchaço no canal por onde o líquido passa. O cisto se forma por causa desse bloqueio, mesmo sem infecção.
As bactérias costumam estar mais relacionadas aos casos em que o cisto inflama e vira um abscesso. Algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) também podem aumentar esse risco. Ainda assim, o cisto de Bartholin é uma alteração benigna, causada pelo acúmulo de líquido na glândula, e não uma doença sexualmente transmissível.
O cisto de Bartholin é uma condição benigna, ou seja, não costuma estar ligado a doenças graves. Ele acontece quando a secreção produzida pela glândula fica acumulada após o entupimento do canal de saída.
Na maioria dos casos, o problema não tem relação com câncer nem com tumores malignos. Segundo o Manual MSD, a associação com câncer é rara e costuma ser investigada principalmente em mulheres acima dos 40 anos. Em algumas situações, o médico pode pedir exames ou uma biópsia, mas isso não faz parte da rotina da maior parte dos casos.
Leia também: Exames de rotina feminino ginecológico: guia para a saúde da mulher
O diagnóstico do cisto de Bartholin costuma ser feito pelo ginecologista durante a consulta. Nesse momento, o médico avalia a região íntima por meio do exame ginecológico e observa características como o local do caroço e o aspecto do inchaço.
Na maioria dos casos, essa avaliação já é suficiente para identificar o problema. Sendo assim, exames de imagem ou laboratoriais normalmente não são necessários.
O tratamento do cisto de Bartholin depende dos sintomas apresentados. Quando o caroço é pequeno, não causa dor e não provoca desconforto, muitas vezes não é preciso fazer nenhum procedimento. Nesses casos, o médico só acompanha a evolução do quadro.
Quando o cisto é pequeno e causa pouco desconforto, os banhos de assento podem ajudar no alívio dos sintomas. O procedimento consiste em sentar em uma bacia com água morna por cerca de 10 a 15 minutos, algumas vezes ao dia.
O calor alivia a dor e pode facilitar a saída do líquido, fazendo o cisto drenar sozinho.
Quando o cisto aumenta de tamanho, causa dor ou evolui para um abscesso com infecção, a mulher pode precisar de tratamento médico. Nesses casos, algumas opções de procedimento podem ser indicadas:
Quando há infecção, quadro chamado de bartolinite, o médico pode indicar antibióticos para combater as bactérias. Também é importante não tentar furar, apertar ou espremer o cisto em casa, porque isso pode piorar a inflamação e aumentar o risco de infecção.
Leia também: Corrimento escuro: o que pode ser e quando se preocupar
Qualquer caroço, inchaço ou alteração na região íntima deve ser avaliado por um médico. Alguns sinais, porém, precisam de atenção mais rápida, como:
A avaliação médica é o que permite confirmar o diagnóstico e entender o melhor cuidado para cada caso. Com isso, o tratamento indicado é mais seguro e adequado aos sintomas apresentados pela paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES