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Revisado em: 29/05/2025

Dor pélvica: principais causas e como investigar

Desconforto necessita de atenção médica para evitar complicações

dor pélvica é um sintoma que pode ter inúmeras causas e que afeta homens e mulheres em diferentes momentos da vida. O incômodo pode estar relacionado a condições urológicas (como infecção urinária) ou ser provocado por problemas mais complexos, como endometriose e dor pélvica crônica (DPC), uma condição que acomete cerca de 19% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil. A seguir, vamos falar sobre o que caracteriza esse tipo de dor, quais as causas mais comuns para ela e como tratar.  

O que é dor pélvica e quando se torna um problema?

A dor pélvica é um sintoma caracterizado por qualquer desconforto que ocorra na região abaixo do umbigo e envolvendo órgãos como útero, ovários, próstata, bexiga e intestinos. 

Enquanto algumas pessoas podem experimentar a sensação de pontadas intermitentes, outras enfrentam dores contínuas que interferem no dia a dia e comprometem a qualidade de vida, tornando-se um problema crônico que precisa de atenção médica. 

Principais causas da dor pélvica em homens e mulheres

De fato, as causas da dor pélvica são diferentes entre homens e mulheres. Nelas, as causas mais comuns de dores nessa região incluem:

  • Endometriose: crescimento anormal do tecido uterino fora do útero;
  • Cistos ovarianos: bolsas cheias de líquido nos ovários;
  • Doença inflamatória pélvica (DIP): infecção dos órgãos reprodutivos femininos;
  • Cólicas menstruais intensas;
  • Gravidez ectópica: gravidez que ocorre fora do útero.

Nos homens, as causas mais comuns incluem:

  • Prostatite: inflamação da próstata;
  • Cálculos renais: pedras que se formam nos rins e podem causar dor ao passar pelo trato urinário;
  • Hérnia inguinal: protrusão de um órgão ou tecido através de uma abertura na parede abdominal;

Outras causas comuns em ambos os sexos incluem:

  • Síndrome do intestino irritável (SII);
  • Cistite intersticial: inflamação crônica da bexiga.

Dor pélvica crônica: quando é necessário investigar?

A dor pélvica crônica é definida como aquela que persiste por mais de seis meses e pode ter um impacto significativo na qualidade de vida. Ela não tem causa aparente definida, está associada a fatores neurológicos, ginecológicos, urológicos, gastrointestinais e emocionais e tem maior prevalência (até 19% dos casos, no Brasil) em mulheres. 

Qualquer dor pélvica deve ser investigada. No entanto, se a frequência das crises se torna grande e o incômodo começa a causar prejuízos no dia a dia, é importante buscar um especialista para entender suas causas e buscar uma abordagem terapêutica adequada. 

Exames para diagnosticar as causas da dor pélvica

O diagnóstico da dor pélvica envolve uma avaliação física feita em consultório e a análise de exames complementares, tais como:

  • Exames de sangue e urina para detectar ou descartar infecções ou outras alterações;
  • Ultrassonografia pélvica para visualizar os órgãos reprodutivos femininos e masculinos;
  • Tomografia computadorizada (TC) e/ou ressonância magnética (RM) para obter imagens detalhadas da região pélvica.

Em casos mais complexos, pode ser requisitada a realização de videolaparoscopia, procedimento minimamente invasivo que serve para visualizar e tratar problemas na região pélvica, bem como coletar tecido para biópsia (se necessário). 

Relação da dor pélvica com doenças ginecológicas e urológicas

Por se localizarem na pelve, os órgãos reprodutivos femininos e masculinos e os órgãos do sistema urinário são os primeiros suspeitos quando existe a queixa de dor pélvica.

Nas mulheres, esse tipo de sintoma é frequentemente associado a doenças de origem ginecológica, como endometriose, cistos ovarianos e miomas uterinos – além, claro, da cistite, que é uma infecção urinária. 

Nos homens, condições como prostatite e infecções urinárias são as causas mais comuns.  

Tratamentos para dor pélvica: opções medicamentosas e cirúrgicas

O tratamento da dor pélvica é realizado de acordo com a sua causa. Infecções urinárias, por exemplo, requerem o uso de antibióticos tanto em homens como em mulheres. O uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos também é importante para o manejo da dor.

Por outro lado, cistos, miomas e focos de endometriose devem ser removidos em cirurgia, que pode ser minimamente invasiva ou mais agressiva a depender da extensão das lesões. 

No caso de problemas intestinais, é importante que o paciente também mude seus hábitos, buscando manter uma alimentação mais equilibrada, sem alimentos que sejam “gatilhos” para as crises, pratique atividade física, não fume e não consuma álcool. 

Quando procurar um especialista para dor pélvica persistente?

Se a dor persistir por semanas ou meses; se a dor não melhora com analgésicos comuns (ou o uso deles para conter a dor tem se tornado frequente); interfere no dia a dia e na vida sexual; e ainda vem acompanhada de sintomas como perda de peso, febre e sangramentos irregulares, é importante buscar o auxílio de um especialista, como um ginecologista, urologista ou gastroenterologista, para investigar as possíveis causas.

Dor pélvica: a importância do diagnóstico correto para um tratamento eficaz

A dor pélvica é um sintoma multifatorial, e seu tratamento depende de um diagnóstico preciso. Buscar assistência médica, realizar exames apropriados e seguir as orientações do profissional são passos essenciais para descobrir as causas do problema e iniciar o tratamento de forma precoce, prevenindo complicações enquanto melhora a qualidade de vida.  

Perguntas frequentes

O que pode ser uma dor na região pélvica?

A dor pélvica pode estar relacionada a qualquer órgão na região da pelve e a doenças como infecções urinárias, doenças ginecológicas, cálculos renais, problemas intestinais ou, ainda, não ter causa específica aparente.

Como saber se é dor na bexiga ou no útero?

Pela localização e pelos sintomas associados. A dor na bexiga geralmente é acompanhada de vontade frequente de urinar e dor ao urinar, um forte indicativo de infecção urinária. Já a no útero pode estar relacionada ao ciclo menstrual ou ser acompanhada de sangramento vaginal anormal, indicando uma condição mais complexa.  

Como é a dor de inflamação pélvica?

A dor tende a ser constante, localizada na parte inferior do abdome, podendo vir acompanhada de febre, corrimento vaginal, desconforto ao urinar e dor na relação sexual.

O que fazer para aliviar dor pélvica?

Compressas quentes, medicamentos analgésicos comuns e repouso podem aliviar o sintoma temporariamente. No entanto, se a dor vier de forma intensa e/ou acompanhada de sintomas como sangramento e febre; ou, ainda, se o sintoma se prolongar por dias, é importante buscar atendimento médico para avaliação e encaminhamento adequados.

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