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Revisado em: 21/05/2026

Crise de epilepsia: entenda causas, sintomas e tratamentos disponíveis

A crise de epilepsia causa mudanças temporárias no funcionamento do cérebro; os sintomas variam de acordo com a área afetada, podendo incluir desmaios e confusão mental

Resumo
  • A crise de epilepsia acontece por uma alteração temporária na atividade elétrica do cérebro, o que pode causar diferentes sintomas físicos e mentais;
  • A epilepsia é uma condição neurológica em que as crises se repetem ao longo do tempo, com ou sem uma causa identificada;
  • As crises podem estar ligadas a fatores como lesões no cérebro, infecções, Acidente Vascular Cerebral (AVC), genética, febre alta ou outros estímulos;
  • Os sintomas variam conforme a área do cérebro afetada e podem incluir desde breves episódios de “desligamento” até convulsões e perda de consciência;
  • O acompanhamento com neurologista é importante para investigar a causa das crises e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.

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crise de epilepsia acontece quando os sinais elétricos do cérebro sofrem uma alteração temporária. O episódio pode causar movimentos involuntários, desmaios, confusão mental, olhar parado e mudanças no comportamento. Nem toda crise provoca convulsões intensas.

A epilepsia é uma condição neurológica marcada por crises repetidas. Os episódios podem estar ligados a fatores como genética, pancadas na cabeça, infecções, tumores e doenças que afetam o cérebro. Também existem casos em que a causa não é identificada.

Os sintomas variam conforme a área do cérebro afetada e o tipo de crise. Algumas pessoas ficam conscientes durante o episódio, outras podem perder a consciência, cair, ter rigidez muscular e dificuldade para perceber o que acontece. A duração das crises também varia.

Neurologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com crises de epilepsia. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que é uma crise de epilepsia?

Uma crise epiléptica é um evento neurológico temporário. Ela acontece quando há uma atividade elétrica desorganizada em um grupo de células do cérebro, os neurônios. O cérebro funciona como uma rede de comunicação, em que os neurônios enviam sinais elétricos.

Durante uma crise, essa comunicação sofre uma interrupção. Uma descarga elétrica súbita e fora do padrão afeta o funcionamento normal do cérebro por um curto período. Esse processo pode estar ligado a diferentes fatores, incluindo lesões no cérebro.

Quais são os principais tipos de crise?

As crises epilépticas não são todas iguais e são divididas em dois tipos principais, de acordo com a parte do cérebro onde começam:

  • Crises focais: a atividade elétrica começa em uma área específica de um dos lados do cérebro. A pessoa pode seguir consciente, mas ter movimentos involuntários, mudanças na percepção (como sentir cheiros diferentes) ou emoções súbitas, como medo;
  • Crises generalizadas: a atividade elétrica afeta os dois lados do cérebro desde o início. O tipo mais conhecido é a crise tônico-clônica, com perda de consciência, rigidez do corpo e depois movimentos involuntários. Outro tipo é a crise de ausência, mais comum em crianças, marcada por um “desligamento” breve do ambiente.

A identificação do tipo de crise ajuda a definir o tratamento e a necessidade de exames para investigar a origem do problema. Também orienta o acompanhamento médico, já que cada tipo pode responder de forma diferente aos remédios e exigir cuidados específicos na rotina.

Leia também: O que é o Dia da Epilepsia e por que a conscientização é tão importante

Ter uma crise significa ter epilepsia?

Uma crise epiléptica pode acontecer como um evento isolado, sem que isso signifique epilepsia. A epilepsia é uma condição neurológica crônica caracterizada pela tendência do cérebro a apresentar crises recorrentes ao longo do tempo.

Em geral, o diagnóstico é considerado quando acontecem duas ou mais crises não provocadas, com intervalo superior a 24 horas entre elas. Uma primeira crise pode estar relacionada a fatores específicos e não se repetir. 

Assim, a avaliação médica é importante para identificar a causa e orientar o acompanhamento.

Leia também: Qual a diferença entre convulsão e epilepsia e quando buscar ajuda médica

Quais são as causas comuns da crise epiléptica?

Uma crise pode acontecer sem uma causa específica. Em pessoas com ou sem diagnóstico de epilepsia, alguns fatores podem desencadear os episódios. Também existem diferentes condições de saúde que podem levar ao surgimento de uma crise, como:

Gatilhos

Causas possíveis 

Falta de sono

Lesões no cérebro causadas por traumatismo

Estresse físico ou emocional forte

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Uso de alguns remédios

Infecções como meningite ou encefalite

Febre alta, principalmente em crianças

Tumores no cérebro

Luzes piscantes

Fatores genéticos

Abstinência de álcool ou drogas

Alterações no desenvolvimento do cérebro

Esses fatores ajudam a entender por que as crises podem aparecer em diferentes situações e com intensidades variadas. A avaliação de um neurologista é importante para identificar o que pode ter desencadeado o episódio e se há necessidade de acompanhamento.

Leia também: Sintomas de crise de epilepsia: veja sinais e quando buscar ajuda médica

Como agir durante uma crise epiléptica?

Manter a calma durante uma crise de epilepsia é a principal orientação, já que a maioria delas dura poucos minutos e para sozinha. O foco dos primeiros cuidados é proteger a pessoa até que o episódio termine e ela se recupere.

O que fazer?

Os primeiros cuidados durante uma crise epiléptica ajudam a evitar quedas e lesões e mantêm a pessoa segura até o episódio passar. As atitudes mais recomendadas são:

  • Afrouxar as roupas: abra colarinhos, gravatas ou cintos que possam dificultar a respiração;
  • Afastar objetos: retire móveis, cadeiras e itens pontiagudos próximos para evitar acidentes durante os movimentos;
  • Permanecer ao lado: fique com a pessoa até ela recuperar a consciência. Ao acordar, pode haver confusão e cansaço;
  • Cronometrar a crise: se possível, anote quanto tempo o episódio durou, porque essa informação ajuda a equipe de saúde;
  • Proteger a cabeça: coloque algo macio, como uma peça de roupa dobrada ou uma almofada, sob a cabeça da pessoa para evitar batidas;
  • Virar a pessoa de lado: quando os movimentos fortes passarem, coloque o paciente de lado (posição lateral de segurança) para manter a via aérea livre e evitar engasgos.

A recuperação depois da crise pode ser diferente em cada pessoa, com retorno gradual da consciência e da orientação. Em alguns casos, é importante procurar avaliação médica para entender o episódio e definir os próximos cuidados.

O que não fazer?

Durante uma crise de epilepsia, algumas ações podem aumentar o risco de lesões e atrapalhar a respiração ou a recuperação da pessoa. Por isso, a indicação é:

  • Não colocar nada na boca, pois objetos ou dedos podem causar ferimentos e dificultar a respiração;
  • Não tentar segurar os movimentos, já que conter a pessoa pode causar lesões e não interrompe a crise;
  • Não oferecer água ou comida, porque é importante esperar a recuperação completa da consciência antes de qualquer ingestão.

Em qualquer caso, o mais importante é manter o ambiente seguro até o fim do episódio e observar como a pessoa se recupera. Se a crise durar mais do que o esperado ou a recuperação não for completa, é importante procurar atendimento médico.

Leia também: O que fazer depois de uma crise de epilepsia e quando procurar um médico

Quando procurar atendimento médico urgente?

Embora a maioria das crises não represente uma emergência, é importante buscar atendimento médico imediato em algumas situações.

Esses casos incluem quando a crise acontece pela primeira vez, quando dura mais de cinco minutos ou quando uma segunda crise ocorre logo em seguida, sem recuperação da consciência entre elas. Também é necessário procurar ajuda se houver lesões importantes, dificuldade para respirar ou sintomas como coloração azulada no rosto ou nos lábios.

Outros casos de atenção são crises que acontecem dentro da água ou em pessoas com condições médicas como diabetes, doenças cardíacas ou durante a gravidez.

O que fazer depois de ter a primeira crise?

Depois do primeiro episódio de crise epiléptica, é importante passar por avaliação médica, de preferência com um neurologista. O profissional vai analisar o histórico do que aconteceu e pode pedir um eletroencefalograma e exames de imagem do cérebro, para entender a causa.

No geral, essa investigação ajuda a identificar se foi um episódio isolado ou se existe risco de novas crises, além de orientar sobre a necessidade de tratamento e os cuidados mais adequados para a rotina do paciente.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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  • NATIONAL INSTITUTE OF NEUROLOGICAL DISORDERS AND STROKE (NINDS). Epilepsy. Disponível em: https://www.ninds.nih.gov/health-information/disorders/epilepsy-and-seizures. Acesso em: 21 maio 2026.
  • ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Dia Internacional de Combate à Epilepsia destaca conscientização sobre a condição. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2024/02/1827547. Acesso em: 21 maio 2026.
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