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Aneurisma da aorta abdominal em idosos: saiba o que é esse risco silencioso

Frequentemente sem sintomas, a dilatação da maior artéria do corpo exige atenção, principalmente em homens acima de 65 anos.

Resumo
  • O aneurisma da aorta abdominal (AAA) é uma dilatação silenciosa da principal artéria do corpo, com alto risco de ruptura
  • Afeta com maior frequência homens idosos, fumantes ou ex-fumantes e pessoas com histórico familiar da doença
  • Na maioria dos casos, não apresenta sintomas até atingir um tamanho crítico ou se romper, o que representa uma emergência médica
  • O diagnóstico precoce é feito por meio de um ultrassom de abdômen, um exame simples, rápido e não invasivo
  • O acompanhamento médico regular e o controle de fatores de risco são essenciais para prevenir complicações graves
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Seu pai ou avô se queixa de uma leve dor nas costas ou sente uma pulsação estranha na barriga. Muitas vezes, isso é atribuído à idade ou a um problema digestivo. No entanto, pode ser um sinal sutil de uma condição séria, que se desenvolve lentamente e sem alarde: o aneurisma da aorta abdominal.

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O que é exatamente o aneurisma da aorta abdominal?

A aorta é a maior e mais importante artéria do corpo humano. Ela sai do coração, desce pelo tórax e abdômen, distribuindo sangue oxigenado para todos os órgãos. O aneurisma da aorta abdominal, conhecido pela sigla AAA, ocorre quando um trecho dessa artéria na região do abdômen se enfraquece e dilata de forma anormal e permanente.

Pense na parede de um pneu que, com o tempo, cria uma bolha em uma área fragilizada. Essa "bolha" na artéria é o aneurisma. O grande perigo é que, à medida que cresce, a parede da aorta fica mais fina e suscetível a uma ruptura, causando uma hemorragia interna grave e com alto risco de fatalidade.

Leia também: O que é o aneurisma cerebral e quais são os sintomas?

Por que essa condição é mais comum em idosos?

O envelhecimento natural do corpo é um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento do AAA. Com o passar dos anos, as paredes das artérias tendem a perder elasticidade e resistência. 

Quando esse processo é somado a outros fatores de risco, a probabilidade de um aneurisma aumenta consideravelmente.

Principais fatores de risco

  • Idade avançada: a prevalência aumenta significativamente após os 65 anos.
  • Tabagismo: é o principal fator de risco modificável. Fumar danifica diretamente a parede da aorta, acelerando seu enfraquecimento. O hábito de fumar não apenas lesa as artérias, mas também acelera significativamente o crescimento do aneurisma da aorta abdominal, o que torna o rastreio ainda mais crucial para esses indivíduos após os 65 anos.
  • Sexo masculino: homens têm uma probabilidade até cinco vezes maior de desenvolver AAA do que as mulheres. Homens idosos, principalmente fumantes, possuem um risco elevado de desenvolver aneurisma da aorta.
  • Histórico familiar: ter parentes de primeiro grau (pai ou irmão) com a condição eleva o risco.
  • Hipertensão arterial: a pressão alta constante sobrecarrega e enfraquece a parede da aorta.
  • Aterosclerose: o acúmulo de placas de gordura nas artérias também contribui para a fragilização.

Quais são os sinais e sintomas a observar?

A característica mais perigosa do aneurisma da aorta abdominal é ser uma condição silenciosa. A maioria das pessoas não apresenta qualquer sintoma, e o diagnóstico muitas vezes ocorre por acaso, durante a realização de exames de imagem por outros motivos.

Essa é uma doença que frequentemente é identificada apenas por exames de rastreio, como o ultrassom, já que se desenvolve sem manifestações claras. Homens idosos, principalmente fumantes, devem estar cientes de que o aneurisma da aorta abdominal é uma condição perigosa que geralmente não apresenta sintomas até um estágio avançado.

Quando os aneurismas são maiores, alguns sinais podem surgir, como:

  • Uma sensação de pulsação no abdômen, semelhante ao batimento cardíaco na barriga.
  • Dor profunda e persistente no abdômen ou na lateral do corpo.
  • Dor nas costas sem causa aparente.

É fundamental entender que uma dor súbita, intensa e lancinante no abdômen ou nas costas pode ser sinal de ruptura. Essa é uma emergência médica que exige atendimento imediato.

Como o diagnóstico precoce pode salvar vidas?

Dado que o AAA raramente causa sintomas, o rastreamento ativo em populações de risco é a ferramenta mais eficaz para prevenir a ruptura. A detecção precoce permite que o médico vascular monitore o crescimento do aneurisma e planeje o tratamento no momento certo.

O papel fundamental do ultrassom de abdômen

O principal exame para o rastreamento e diagnóstico do aneurisma da aorta abdominal é o ultrassom (ou ecografia) de abdômen. Trata-se de um procedimento simples, indolor, não invasivo e sem radiação, que permite medir com precisão o diâmetro da aorta.

O rastreio por ultrassom após os 65 anos é considerado vital, especialmente para fumantes, já que o cigarro acelera o crescimento do aneurisma da aorta abdominal. O exame de ultrassom é crucial para homens idosos, pois identifica precocemente os aneurismas na aorta, permitindo o acompanhamento médico e prevenindo rupturas que podem ser fatais.

Homens idosos, principalmente fumantes, devem realizar ultrassom preventivo para detectar o aneurisma da aorta abdominal, uma doença perigosa que geralmente não apresenta sintomas. É por meio de exames de rastreio como o ultrassom que essa condição silenciosa é frequentemente identificada.

Recomenda-se que homens acima de 65 anos, especialmente se forem fumantes ou ex-fumantes, conversem com seu médico sobre a realização deste exame de rastreio. Em caso de histórico familiar forte, a avaliação pode ser indicada mais cedo.

Quando o tratamento do aneurisma se torna necessário?

Nem todo aneurisma diagnosticado precisa de cirurgia imediata. A decisão sobre o tratamento leva em conta o tamanho do aneurisma, sua velocidade de crescimento e as condições gerais de saúde do paciente.

Aneurismas pequenos (geralmente menores que 5,0 cm) costumam ser acompanhados periodicamente com exames de imagem. O objetivo é monitorar seu crescimento. Já os aneurismas maiores, ou aqueles que crescem rapidamente, têm indicação de correção cirúrgica para evitar o risco de ruptura.

Opções de tratamento: cirurgia aberta vs. endovascular

Existem duas abordagens principais para corrigir um AAA. A escolha depende da anatomia do aneurisma e da saúde do paciente.

Técnica

Descrição

Vantagens

Cirurgia Aberta

Procedimento tradicional com uma incisão no abdômen para substituir a área dilatada por uma prótese sintética (enxerto).

Resultados duradouros e comprovados ao longo de décadas.

Tratamento Endovascular (EVAR)

Técnica minimamente invasiva. Através de pequenas incisões na virilha, uma endoprótese é inserida por cateteres e liberada dentro do aneurisma, revestindo-o por dentro.

Menor tempo de internação, recuperação mais rápida e menos dor no pós-operatório. Ideal para pacientes com maior risco cirúrgico.

É importante notar que, após a cirurgia para correção do aneurisma, o paciente pode ter um risco aumentado de desenvolver hérnias incisionais. Por isso, um acompanhamento médico atento e preventivo é fundamental, mesmo após o procedimento, dada a complexidade da condição e seus possíveis desdobramentos.

É possível prevenir o aneurisma da aorta abdominal?

Embora não seja possível eliminar fatores como idade e genética, adotar um estilo de vida saudável é a melhor forma de reduzir o risco de desenvolver um aneurisma ou de retardar seu crescimento. As medidas são focadas principalmente no controle dos fatores de risco cardiovascular.

Assim, as principais recomendações incluem:

  • Parar de fumar: esta é a medida preventiva mais importante.
  • Controlar a pressão arterial: manter a pressão em níveis saudáveis com dieta, exercícios e, se necessário, medicação.
  • Manter uma dieta equilibrada: priorizar alimentos frescos e evitar o excesso de gorduras e sódio.
  • Praticar atividade física regularmente: sempre com orientação profissional.

O acompanhamento com um médico especialista, como o cirurgião vascular, é crucial para avaliar os riscos individuais e definir a melhor estratégia de prevenção e rastreio.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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