A disfagia é uma dificuldade que pode atrapalhar a passagem de alimentos e líquidos ao engolir; em idosos, pode afetar a alimentação, a hidratação e aumentar o risco de engasgos
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A disfagia em idosos é uma dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou saliva. Ela pode acontecer na boca, na garganta ou no esôfago e ter várias causas, como acidente vascular cerebral, doença de Parkinson e alterações estruturais no sistema digestivo.
Os sintomas do quadro incluem engasgos, tosse durante ou depois das refeições, voz alterada, sensação de alimento preso na garganta e dificuldade para mastigar ou engolir, sendo que a disfagia também pode acontecer sem sinais visíveis de aspiração.
Quando a pessoa não consegue comer ou beber em quantidade suficiente, o quadro pode levar à desidratação e à desnutrição, além de que a entrada de alimentos ou líquidos nas vias respiratórias pode causar pneumonia por aspiração.
Otorrinolaringologistas são os médicos que podem fazer o acompanhamento e o tratamento de idosos com disfagia. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A disfagia em idosos é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou a própria saliva. Em geral, o problema pode afetar uma ou mais etapas da deglutição e dificultar a passagem segura do que foi ingerido da boca até o estômago.
O envelhecimento traz mudanças no organismo, como redução da força muscular e da coordenação necessárias para mastigar e engolir. Essa alteração natural da deglutição é chamada de presbifagia, e engasgos frequentes não devem ser considerados normais.
Na maioria dos casos, a disfagia está relacionada a outras condições de saúde. Doenças neurológicas estão entre as causas mais comuns em idosos. Depois de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo, a fraqueza dos músculos pode dificultar engolir.
Doenças que afetam o sistema nervoso também podem comprometer a deglutição, já Parkinson e demências, como o Alzheimer, podem alterar os comandos responsáveis pela deglutição, assim como tumores na cabeça e no pescoço.
A identificação precoce da disfagia ajuda a evitar problemas como desidratação, perda de peso e infecções respiratórias. Como o idoso pode ter dificuldade para perceber ou explicar o que sente ao engolir, é importante que familiares e cuidadores estejam atentos.
Assim, vale observar se existem sinais durante ou depois das refeições, como:
O acúmulo de comida nas bochechas também pode estar relacionado à fraqueza dos músculos usados para mastigar e engolir, o que indica que a boca não está conseguindo levar o alimento até a garganta como deveria.
Leia também: Sinais de demência em idosos: como identificar no dia a dia
Quando existe dificuldade para engolir, alimentos e líquidos podem seguir para as vias respiratórias em vez de chegar ao esôfago. Essa entrada de alimentos, líquidos ou saliva nas vias respiratórias recebe o nome de broncoaspiração.
A broncoaspiração pode levar à pneumonia por aspiração, uma infecção causada pela entrada de alimentos, líquidos ou saliva nos pulmões. Além disso, em casos de engasgo grave, um pedaço de alimento pode bloquear a passagem de ar e causar asfixia.
O medo de novos engasgos também pode fazer o idoso evitar alguns alimentos ou diminuir a quantidade que come e bebe. Nesse sentido, a ingestão insuficiente de alimentos e líquidos aumenta o risco de perda de peso, desnutrição e desidratação.
A suspeita de dificuldade para engolir deve ser avaliada por um médico, que pode encaminhar o idoso para um otorrinolaringologista. Esse profissional investiga as causas do problema e avalia as estruturas da boca, garganta e laringe que participam da deglutição.
Quando preciso, o especialista pode pedir exames que ajudam a entender como alimentos e líquidos passam pelo sistema digestivo. A videofluoroscopia da deglutição, por exemplo, usa raios X em tempo real para acompanhar a passagem desses conteúdos ao engolir.
Outro procedimento que pode ser pedido pelo médico é a videoendoscopia da deglutição. Nesse exame, uma câmera fina e flexível passa pelo nariz para mostrar a garganta enquanto a pessoa engole pequenas quantidades de alimentos e líquidos.
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O tratamento da disfagia tem o objetivo de melhorar a forma de engolir e tornar as refeições seguras. Sendo assim, a equipe de saúde pode indicar exercícios para fortalecer os músculos da boca e da garganta, além de sugerir mudanças na textura dos alimentos.
A consistência do que se come deve seguir a orientação dos especialistas. Dependendo do caso, podem ser indicados alimentos macios, amassados ou pastosos, e líquidos como água e caldos podem exigir o uso de espessantes para ficarem mais fáceis de engolir.
A posição do corpo nas refeições também ajuda a reduzir o risco de engasgos. Por isso, o idoso deve ficar sentado, com o tronco reto, a cabeça alinhada e os pés no chão. Depois de comer, é importante continuar nessa posição ou com o tronco elevado por algum tempo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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