Entenda a ação dos hormônios no útero, as diferenças entre os tipos de dismenorreia e o momento de buscar ajuda.
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O ciclo se aproxima, um desconforto surge no baixo ventre e as atividades cotidianas precisam ser interrompidas. A cólica menstrual atinge grande parte das pessoas que menstruam, levantando dúvidas sobre o limite entre uma reação biológica esperada e o sinal de um problema de saúde.
A dor menstrual recebe o nome médico de dismenorreia e possui origens distintas. Compreender como o organismo funciona facilita a busca por cuidados e evita atrasos na identificação de condições silenciosas.
Ginecologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento, principalmente em cólicas incapacitantes. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A dor pélvica associada à menstruação decorre de respostas mecânicas e químicas naturais. Durante o mês, a parede interna do útero (chamada endométrio) fica mais espessa para acolher uma gestação. Sem a fecundação, o corpo descama essa camada de tecido.
Para empurrar o endométrio para fora, o organismo eleva a produção de prostaglandinas e compostos inflamatórios no tecido uterino. Essas substâncias disparam contrações musculares intensas, que apertam os pequenos vasos sanguíneos da região. Com o fluxo de sangue temporariamente reduzido, o oxigênio chega em menor quantidade aos tecidos, o que desencadeia a sensação dolorosa.
A intensidade das contrações e da dor varia entre cada pessoa. Pesquisas indicam que a predisposição para cólicas fortes tem relação com a genética familiar, sendo transmitida com frequência de mães para filhas. Fatores individuais modulam como o sistema nervoso interpreta esses estímulos mecânicos a cada ciclo.
Acredita-se que a dismenorreia seja uma condição que afete de 45% a 95% das mulheres, principalmente adolescentes e jovens adultas. No geral, a prescrição de antiinflamatórios não esteroides é realizada (2024), mas exige cautela sua prescrição. Entre os efeitos colaterais, esses medicamentos podem causar lesões renais, sangramentos gastrointestinais e reações de hipersensibilidade. É importante observar que a automedicação não é recomendada.
Os médicos dividem o desconforto menstrual em dois grandes grupos diagnósticos. Essa classificação orienta a escolha dos métodos de tratamento e a necessidade de exames de imagem complementares.
A cólica primária acontece mesmo na ausência de lesões nos órgãos reprodutivos. Quadros muito severos não devem ser ignorados nem considerados corriqueiros, já que crises intensas e repetitivas aumentam a probabilidade de a pessoa desenvolver dor pélvica crônica ao longo dos anos.
Ainda relacionado a cólicas, há diferenças entre a cólica menstrual e as cólicas da gravidez. A primeira é algo recorrente, relacionada ao fluxo menstrual da mulher, enquanto a segunda é lida de maneira esporádica e que acontece em um determinado tempo.
Quando a dor ultrapassa os efeitos esperados das substâncias do ciclo, o ginecologista pesquisa a presença de lesões estruturais na pelve. Algumas condições clínicas explicam o surgimento do desconforto persistente:
O uso de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre também pode acentuar os sintomas no início do uso. O material metálico estimula uma reação inflamatória localizada passageira, elevando as prostaglandinas nas primeiras menstruações.
Distúrbios como miomas e adenomiose frequentemente causam sangramentos menstruais volumosos, reduzindo os níveis de ferro no sangue. A falta contínua desse nutriente provoca quadros de anemia, prejudicando o funcionamento do organismo.
O estado anêmico gera cansaço físico contínuo, sonolência e menor tolerância aos estímulos dolorosos normais. Por causa desse desgaste, a pessoa passa a sentir as cólicas de forma ainda mais desconfortável. O tratamento exige a reposição orientada de ferro junto à correção da fonte do sangramento.
O controle das dores primárias combina métodos físicos simples e terapias farmacológicas bem indicadas. Essas medidas promovem bem-estar sem sobrecarregar o organismo com remédios desnecessários.
Bolsas de água morna colocadas no abdômen relaxam a camada muscular do útero e ajudam o sangue a circular melhor nos vasos contraídos. A prática regular de caminhadas ou outras atividades aeróbicas estimula a liberação de substâncias corporais que diminuem a percepção dolorosa.
Medicamentos hormonais, como as pílulas anticoncepcionais, também podem ser recomendados pelo médico em casos específicos. Esses fármacos impedem a ovulação e mantêm a camada endometrial mais fina. Com isso, o útero fabrica menos substâncias inflamatórias, amenizando as contrações.
Alguns estudos (2024) indicam que a deficiência de vitamina D possa piorar os quadros de cólicas, principalmente em mulheres com dismenorreia primária. Nesses casos, ela pode ser uma aliada no tratamento da dor. Antes de fazer uso da vitamina, o ginecologista precisará avaliar o quadro e entender o nível da deficiência para iniciar a suplementação. Os próprios pesquisadores afirmam que a frequência ainda é controversa e exige maiores análises e estudos. Nunca faça uso por conta própria de medicamentos ou suplementações sem a avaliação médica.
A cólica menstrual comum não deve impedir o trabalho, o estudo ou os compromissos de rotina. Aceitar dores extremas atrasa a identificação de alterações tratáveis.
Procure avaliação especializada diante dos seguintes sinais:
A investigação precoce preserva o equilíbrio do sistema reprodutor e garante condutas seguras. O especialista utiliza exames clínicos, ultrassonografia pélvica ou ressonância magnética para avaliar a anatomia com precisão.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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