A puberdade precoce faz com que mudanças físicas da adolescência apareçam antes dos oito anos; a avaliação médica identifica causas e ajuda a evitar problemas no crescimento
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A puberdade precoce em meninas acontece quando as mudanças da puberdade começam antes dos oito anos de idade. O primeiro sinal costuma ser o desenvolvimento das mamas, com ou sem pelos pubianos ou axilares.
Em algumas situações, a produção antecipada de hormônios acelera o crescimento e o amadurecimento dos ossos, o que pode diminuir a altura final da criança. O diagnóstico avalia os sintomas, o crescimento e exames para identificar a origem do quadro.
O tratamento depende da causa e da velocidade com que os sinais aparecem e avançam. Nos casos de puberdade precoce central, existem remédios que podem interromper esse processo e preservar o potencial de crescimento.
Endocrinologistas pediátricos são os médicos que podem fazer o acompanhamento e o tratamento de crianças com puberdade precoce. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A puberdade precoce é o início da maturação sexual antes da idade esperada para a criança. Em meninas, o Ministério da Saúde considera precoce quando esse processo começa antes dos oito anos.
A puberdade faz parte do desenvolvimento do organismo e envolve uma sequência de mudanças controladas por hormônios. Em geral, esse processo prepara o corpo para a fase adulta e inclui o crescimento e o amadurecimento do sistema reprodutivo.
Durante a puberdade, o cérebro libera sinais que estimulam a produção de outros hormônios, que atuam nos ovários e em outras partes do organismo, dando início ao processo de maturação sexual.
Quando essa sequência começa antes dos oito anos, a criança passa por esse processo mais cedo. Nesse caso, a avaliação médica considera a idade, o ritmo de desenvolvimento e a evolução do quadro para definir se existe puberdade precoce e como tratar.
A puberdade precoce pode acontecer por mecanismos diferentes dentro do organismo, o que define a classificação do quadro. Esses tipos ajudam o médico a entender como o processo começou e quais exames podem ser necessários para investigar o caso:
A diferença entre os tipos também influencia a escolha do tratamento. Na forma central, remédios chamados de agonistas de GnRH podem bloquear a progressão da puberdade. Já na periférica, a abordagem depende do que está causando o aumento dos hormônios.
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Os sinais de puberdade precoce são mudanças no corpo que indicam o início da maturação sexual. Em meninas, eles podem aparecer juntos ou surgir de forma isolada, o que inclui sintomas como:
A primeira menstruação costuma acontecer cerca de dois anos depois do início do desenvolvimento das mamas. Por isso, quando ela aparece muito cedo, pode indicar que o processo de maturação sexual começou antes do esperado e precisa de avaliação médica.
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A puberdade precoce pode ter várias origens, e nem sempre o médico consegue identificar uma causa específica. Nas meninas, a forma central, por exemplo, costuma não estar ligada a outra doença ou alteração identificável.
Em alguns casos, o início antecipado pode estar relacionado a alterações no cérebro, como tumores, infecções, inflamações ou outras condições que afetam o sistema nervoso, além de fatores genéticos, que também podem influenciar quando a puberdade começa.
Na forma periférica, o aumento dos hormônios sexuais acontece sem a ativação do sistema que inicia a puberdade. Entre as possíveis causas estão alterações nos ovários ou nas suprarrenais, algumas doenças e o contato com hormônios presentes em remédios.
O diagnóstico da puberdade precoce começa com uma conversa sobre o desenvolvimento da criança. O médico pergunta quando as mudanças começaram, como evoluíram e se existem casos parecidos na família, acompanhando, também, a altura e o crescimento.
Depois dessa avaliação inicial, o especialista pode pedir alguns exames que ajudam a verificar a atividade dos hormônios ligados à puberdade e a entender o que está acontecendo no organismo, o que inclui:
Os resultados precisam ser avaliados em conjunto, pois nenhum exame confirma, sozinho, todos os casos. Nesse caso, a idade, o desenvolvimento, os níveis hormonais e a idade óssea ajudam o médico responsável a confirmar a condição e definir o acompanhamento.
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A escolha do tratamento para a condição depende da causa, da rapidez com que a puberdade avança e do impacto esperado no crescimento. Enquanto algumas meninas precisam só de acompanhamento, outras podem usar remédios:
O acompanhamento também permite verificar se o tratamento escolhido está funcionando. Sendo assim, nas consultas, o endocrinologista pediatra avalia o crescimento, o desenvolvimento dos ossos e os níveis hormonais, fazendo ajustes quando necessário.
Quando a puberdade precoce segue sem acompanhamento, um dos principais efeitos pode ser a redução da altura adulta. Como a ação dos hormônios acelera o amadurecimento dos ossos, pode acontecer de fechar as cartilagens de crescimento mais cedo.
A menstruação também pode aparecer antes do esperado. Nessa situação, mudanças físicas antecipadas podem trazer dificuldades emocionais e sociais para as meninas, sobretudo quando elas ainda não estão preparadas para lidar com essas transformações.
Um estudo da Endocrine Society também associa a puberdade precoce a um risco maior de alterações metabólicas e cardiovasculares na vida adulta. Isso não significa que todas as meninas terão esses problemas, pois outros fatores também influenciam a saúde.
A avaliação com o endocrinologista pediatra é indicada quando a menina apresenta sinais de puberdade antes dos oito anos de idade. Nesse caso, o pediatra responsável pela paciente pode fazer a primeira análise e encaminhar para o especialista, se necessário.
A consulta também é importante quando as mudanças aparecem em pouco tempo ou vêm acompanhadas de crescimento acelerado. Esse avanço pode indicar que a maturação sexual está progredindo e precisa de uma avaliação mais detalhada.
Um sinal isolado nem sempre indica um problema que exige investigação. Quando existe só pelos pubianos ou odor corporal, por exemplo, o pediatra pode acompanhar a criança antes de pedir exames ou encaminhá-la ao especialista.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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