A íngua na virilha é o aumento dos gânglios linfáticos, geralmente causado por infecções; a avaliação de um médico ajuda a descobrir a causa e identificar quando há algo mais sério
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Uma íngua na virilha pode ser causada por infecções na pele, nas pernas ou na região genital, incluindo algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O aumento acontece quando os gânglios linfáticos reagem a microrganismos ou a uma inflamação.
Os gânglios linfáticos, por sua vez, são pequenas estruturas que fazem parte do sistema imunológico do organismo. Eles filtram a linfa e ajudam as células de defesa a reconhecer e combater vírus, bactérias e outros agentes.
Na maioria dos casos, a causa está relacionada a uma infecção. Doenças autoimunes e alguns tipos de câncer, como linfoma e leucemia, também podem aumentar os gânglios, mas são causas menos comuns.
Clínicos gerais são os médicos que podem atender, orientar e, quando preciso, encaminhar pacientes com ínguas na virilha. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O organismo tem centenas de gânglios linfáticos, chamados de linfonodos, que ficam espalhados pelo corpo e se concentram em regiões como pescoço, axilas e virilha. Essas estruturas fazem parte do sistema imunológico e ajudam a combater infecções.
Quando existe uma infecção, inflamação ou ferimento perto de um gânglio, as células de defesa podem se concentrar no local. Essa reação pode fazer o gânglio aumentar de tamanho, causando a linfonodomegalia, além de provocar dor ou sensibilidade ao toque.
Na virilha, o aumento dos gânglios pode estar relacionado a infecções nas pernas, nos pés, na pele ou na região genital. O inchaço pode aparecer sozinho ou acompanhado de vermelhidão, calor local e outros sinais do problema que deu origem à íngua.
Leia também: Íngua no pescoço: quanto tempo dura e o que o inchaço pode indicar
O aparecimento de ínguas na virilha pode indicar algum problema nas pernas, nos pés, no ânus ou na região genital. Nesse sentido, as causas podem ir desde problemas na pele até infecções que podem precisar de tratamento com remédios.
Além dessas situações, vacinas e doenças inflamatórias que afetam o organismo podem provocar o aumento temporário dos gânglios da virilha. Nesses casos, o inchaço acontece como parte da resposta do sistema imunológico.
Cortes, arranhões e picadas de insetos nas pernas podem permitir a entrada de bactérias na pele. Assim, os gânglios linfáticos próximos podem aumentar de tamanho como resposta do sistema de defesa a essa infecção.
A foliculite, que é a inflamação dos folículos dos pelos, também pode causar esse aumento. Ela pode aparecer depois da depilação, principalmente quando existem pelos encravados e uma infecção no local.
Os fungos podem se multiplicar com mais facilidade em ambientes quentes e úmidos, que é o caso da região íntima. A candidíase, por exemplo, pode causar inflamação no local e levar ao aumento dos gânglios linfáticos próximos, assim como micoses nos pés ou nas unhas.
Esse cenário acontece porque os gânglios da virilha recebem a linfa que circula pelas pernas e pelos pés. Nesse caso, quando eles aumentam, podem ser percebidos como pequenos caroços na dobra entre a perna e o tronco.
As ISTs, como sífilis, herpes genital, clamídia e gonorreia, podem causar aumento dos gânglios da virilha. Em alguns casos, a íngua costuma ser um dos primeiros sinais da infecção e aparece antes de outros sintomas, como feridas e secreções na região genital.
A presença de bactérias na bexiga pode ativar o sistema imunológico da região pélvica. Por isso, uma infecção urinária mais forte pode causar ínguas. Do mesmo jeito, inflamações como balanite e epididimite também podem causar um gânglio aumentado e dolorido.
Em geral, a identificação da causa considera o que aparece junto com cada uma, como:
Além das infecções, doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, podem causar ínguas. Nesses casos, os gânglios aumentados podem estar ligados a uma inflamação que afeta outras partes do corpo, e não só a região da virilha.
Alguns tipos de câncer também podem ter relação com ínguas, como linfomas e tumores que atingem áreas próximas, incluindo a pele e os órgãos genitais. Essa causa é menos comum, mas precisa ser investigada quando o gânglio cresce, não diminui ou muda.
Na maioria dos casos, a íngua tem uma causa benigna e aparece como resposta do copo a uma infecção ou inflamação. Quando o caroço está dolorido, se move ao toque e tem consistência mais macia, por exemplo, ele pode estar associado a uma infecção recente.
Em casos menos comuns, alterações nos próprios gânglios ou doenças como linfomas também podem causar uma íngua na região. Nesses casos, o inchaço pode permanecer por mais tempo e o médico pode pedir exames de imagem para investigar a causa.
Leia também: Linfoma: causas, sintomas e tratamentos
O caroço tende a diminuir de tamanho quando a causa é tratada. Em qualquer situação, não é recomendado apertar, massagear ou espremer, pois isso pode piorar a inflamação. E, quando há só um pelo encravado, compressas de água morna podem ajudar.
Quando o aumento está ligado a uma infecção, o tratamento depende do agente causador e pode incluir cremes, antifúngicos ou antibióticos prescritos por um médico. Mesmo depois dessas medidas, o gânglio pode levar algum tempo para voltar ao tamanho normal.
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Mesmo que a íngua possa diminuir conforme a causa é tratada, alguns sinais precisam de avaliação médica. O atendimento é importante, por exemplo, quando a íngua permanece por várias semanas, cresce ou não parece diminuir.
A consulta também é indicada quando o caroço é duro, não causa dor ou parece preso aos tecidos ao redor. Febre que não passa, suor noturno, perda de peso sem explicação e dor que piora são outros sinais que merecem atenção.
Feridas abertas, úlceras ou mudanças na região genital ou anal também devem ser vistas.
Em todos esses casos, o médico pode examinar a região e, dependendo dos sinais e da duração do quadro, pedir exames de sangue ou de imagem. Em geral, os exames podem ajudar a identificar a causa da íngua e a definir o tratamento certo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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