Exame ajuda a avaliar as funções cardíacas durante um determinado período de esforço
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Se você recebeu um pedido médico para fazer um teste ergométrico, é normal bater aquela dúvida sobre o que esperar do exame: Será que dói? É cansativo? Precisa de algum preparo especial?
O teste ergométrico, também chamado de teste de esforço, é feito com o paciente caminhando em uma esteira (ou pedalando em uma bicicleta ergométrica). Eletrodos são posicionados no tórax e um aparelho de pressão registra como o coração se comporta antes, durante e depois do esforço físico.
É solicitado pelo cardiologista, dura em média de 10 a 20 minutos e é usado tanto para investigar sintomas quanto dentro de um check-up de rotina.
Para fazer o teste, é necessário encaminhamento prévio de um cardiologista. A Rede Américas com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Como o teste ergométrico é realizado, na prática?
Antes de começar o esforço físico, o paciente passa por uma avaliação em repouso: fica deitado, com eletrodos fixados no tórax para o registro do eletrocardiograma, e com uma braçadeira no braço para medir a pressão arterial. Nessa etapa, pode ser necessário raspar os pelos do tórax, já que os eletrodos precisam de contato direto com a pele para captar o sinal corretamente.
Depois dessa primeira leitura, o médico faz uma breve avaliação física e dá início ao teste propriamente dito. O paciente caminha na esteira, ou pedala na bicicleta ergométrica, começando em um ritmo leve.
A cada poucos minutos, a velocidade e a inclinação (no caso da esteira) aumentam gradualmente, seguindo protocolos já estabelecidos por diretrizes nacionais e internacionais.
Durante todo o esforço, os eletrodos continuam registrando o eletrocardiograma e a pressão arterial é medida a intervalos regulares, geralmente a cada dois minutos.
O teste segue até que o paciente atinja a frequência cardíaca alvo, sinta fadiga muscular que o impeça de continuar, ou até que o médico responsável decida interrompê-lo, caso identifique alguma alteração que exija isso.
Depois do esforço, ainda há uma fase de recuperação, na qual o paciente continua monitorado enquanto o coração retorna aos poucos ao ritmo de repouso. No total, o exame costuma durar entre 10 e 20 minutos, considerando esforço e recuperação.
Alguns cuidados são recomendados para não interferir no resultado do exame:
Vale reforçar que essas orientações podem variar de acordo com cada paciente e o objetivo do exame. Por isso é sempre importante seguir as instruções específicas dadas no momento do agendamento.
O teste ergométrico é indicado principalmente para investigar sinais de isquemia do músculo cardíaco, ou seja, quando o coração não recebe oxigenação suficiente por causa de alguma obstrução nas artérias coronárias.
Em outros casos, o exame também ajuda a identificar arritmias e outras alterações que só aparecem, ou se intensificam, durante o esforço físico.
Ele pode ser solicitado tanto para pessoas que já apresentam sintomas, como dor no peito, falta de ar ou palpitações durante atividades físicas, quanto para pessoas assintomáticas, como parte da investigação de risco cardiovascular ou antes de iniciar uma rotina de exercícios mais intensa.
Também é comum que o teste seja pedido para acompanhar pacientes que já têm alguma doença cardíaca diagnosticada, avaliando a resposta ao tratamento. Por último, o cardiologista pode solicitar após procedimentos como a colocação de stent, liberando a retomada de atividades físicas com segurança.
O teste ergométrico é solicitado e acompanhado por um cardiologista. Ainda que ele seja considerado um exame seguro, o teste ergométrico exige a presença de uma equipe treinada e preparada para lidar com eventuais intercorrências durante o esforço, como queda de pressão, tontura ou arritmias.
Pode fazer. Ele costuma ser incluído em pacotes de check-up geral, principalmente para pessoas que estão iniciando uma prática esportiva mais intensa ou que têm fatores de risco para doenças cardiovasculares, como histórico familiar, hipertensão, colesterol alto ou tabagismo.
Mesmo fazendo parte de um check-up, o exame continua exigindo indicação médica, avaliação prévia das contraindicações e o preparo adequado.
Algumas situações contraindicam a realização do exame. Mulheres grávidas ou pessoas com quadros de angina instável, pressão arterial muito descontrolada e determinadas condições cardíacas mais graves precisam avisar o médico responsável e relatar seu histórico de saúde completo antes de agendar o teste.
No fim das contas, o teste ergométrico é um exame relativamente simples e bem estabelecido na cardiologia. Ele ajuda tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento da saúde do coração e entender cada etapa dele torna a experiência bem menos intimidadora.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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