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Revisado em: 21/05/2026

O que fazer depois de uma crise de epilepsia e quando procurar um médico

Saiba como agir no período pós-crise para garantir a segurança e o conforto de quem sofreu o episódio epiléptico.

Resumo
  • Após a crise, posicione a pessoa de lado para facilitar a respiração e evitar engasgos.
  • É normal que a pessoa se sinta confusa, sonolenta ou com dor de cabeça; ofereça apoio e tranquilidade.
  • Não ofereça água, alimentos ou medicamentos até que a pessoa esteja completamente consciente.
  • Crises que duram mais de 5 minutos ou se repetem em sequência exigem atendimento médico de emergência.
  • Sempre incentive o acompanhamento com um neurologista para o manejo adequado da condição.

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Os tremores cessaram, mas o silêncio que se instala logo após uma crise de epilepsia pode ser igualmente assustador. Para cuidadores e familiares, entender como agir nesse momento é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar da pessoa. O período que se segue à crise, conhecido como estado pós-ictal, exige cuidados específicos e muita calma.

Neurologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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Quais são os primeiros passos imediatos após a crise?

Assim que os movimentos convulsivos da crise de epilepsia terminarem, a sua prioridade é garantir que a pessoa esteja segura e consiga respirar adequadamente. Ações rápidas e corretas fazem toda a diferença.

Acalme-se e verifique o ambiente

Mantenha a calma, pois sua tranquilidade ajuda a pessoa que acabou de ter a crise, que pode acordar confusa e assustada. Ao mesmo tempo, garanta que ela tenha espaço físico suficiente para se recuperar com calma. Afaste objetos próximos que possam causar ferimentos, como móveis com quinas ou itens pontiagudos, criando um ambiente seguro.

Leia também: Veja as principais diferenças entre convulsão e epilepsia

Posicione a pessoa corretamente

A manobra mais importante é virar a pessoa de lado, na chamada Posição Lateral de Segurança. Essa ação simples impede que a saliva ou o vômito, caso ocorra, bloqueie as vias aéreas e cause engasgo. Para isso:

  1. Ajoelhe-se ao lado da pessoa.
  2. Flexione a perna que está mais distante de você, apoiando o pé no chão.
  3. Coloque o braço da pessoa mais próximo de você esticado ao longo do corpo.
  4. Use a outra mão da pessoa para amparar a cabeça, virando-a suavemente em sua direção.

Coloque um casaco dobrado ou uma almofada sob a cabeça para maior conforto, mas sem elevá-la demais.

Leia também: Quais são os sintomas da epilepsia?

Verifique a respiração e possíveis ferimentos

Observe se a respiração está retornando ao normal. É comum que seja um pouco ruidosa ou irregular no início. Verifique se há cortes, hematomas ou outros machucados que possam ter ocorrido durante a queda ou os espasmos musculares.

Como lidar com o período de recuperação (pós-ictal)?

O estado pós-ictal é a fase de transição entre o fim da crise e o retorno ao estado de consciência normal. A duração e os sintomas podem variar muito, mas algumas reações são comuns e esperadas.

Entenda a confusão e a sonolência

Após a crise, o cérebro está se recuperando de uma atividade elétrica intensa. Por isso, é muito comum que a pessoa apresente confusão mental, desorientação, dificuldade para falar e sonolência extrema. Ela pode não saber onde está ou o que aconteceu. Seja paciente e fale com uma voz calma e suave.

Ofereça conforto e reorientação

É importante permanecer ao lado da pessoa até que ela recupere totalmente a consciência, oferecendo apoio e tranquilidade. Quando ela começar a despertar, explique de forma simples que teve uma crise, que está segura e que você está ali para ajudar. Evite fazer muitas perguntas ou dar excesso de informações, apenas ofereça um ambiente seguro e tranquilo para que ela possa descansar.

O que não fazer durante a recuperação

Tão importante quanto saber o que fazer é entender o que evitar. Atitudes erradas podem colocar a pessoa em risco.

  • Não dê líquidos ou alimentos: espere até que a pessoa esteja completamente alerta e consciente para evitar engasgos.
  • Não tente conter seus movimentos: Se a pessoa estiver agitada, não a segure com força e evite sacudi-la. Apenas garanta que ela não se machuque.
  • Não dê medicamentos pela boca: a menos que seja uma medicação de resgate orientada pelo médico.

Pode deixar a pessoa dormir após uma crise epiléptica?

É importante permitir que a pessoa descanse, pois o sono de recuperação pode durar horas, sendo uma resposta natural do corpo para restaurar a energia cerebral gasta durante a crise. A atividade cerebral intensa consome muita energia, e dormir é fundamental para a recuperação. 

Mantenha a pessoa em repouso, em um local seguro, preferencialmente na posição lateral de segurança, e continue a monitorar sua respiração periodicamente.

Quando é necessário procurar ajuda médica de emergência?

É fundamental saber identificar sinais graves que exigem encaminhamento imediato ao hospital. Em situações específicas, como o primeiro episódio convulsivo, é crucial buscar avaliação médica imediata para entender a causa e planejar os próximos passos. 

Chame o SAMU (192) ou o serviço de emergência local imediatamente se:

  • A crise durou mais de 5 minutos.
  • Uma segunda crise começou logo após a primeira, sem que a pessoa recuperasse a consciência.
  • A pessoa não retoma a respiração normal após o término dos espasmos.
  • Houve um ferimento grave durante a crise (como uma fratura ou um corte profundo).
  • A crise ocorreu na água.
  • A pessoa está grávida, tem diabetes ou outra condição de saúde relevante.
  • É a primeira vez que a pessoa tem uma crise epiléptica.

O que esperar nas horas seguintes à crise?

A recuperação completa pode levar de minutos a algumas horas. Além da sonolência e confusão, é comum que a pessoa sinta fortes dores de cabeça e dores musculares, como se tivesse praticado um exercício físico muito intenso.

É útil para o acompanhamento médico anotar detalhes sobre o ocorrido. Se possível, registre a duração da crise, os tipos de movimentos observados e o comportamento da pessoa antes, durante e após o evento. Essas informações são valiosas para o neurologista ajustar o tratamento.

O apoio de familiares e cuidadores é essencial não apenas nos primeiros socorros, mas em todo o processo de convivência com a epilepsia. Informar-se e agir com segurança transmite a confiança necessária para quem precisa de ajuda. 

Após a estabilização e recuperação, uma avaliação médica preventiva é recomendada para garantir que todas as necessidades de saúde sejam atendidas e que um plano de acompanhamento seja estabelecido.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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