Saiba como agir no período pós-crise para garantir a segurança e o conforto de quem sofreu o episódio epiléptico.
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

Os tremores cessaram, mas o silêncio que se instala logo após uma crise de epilepsia pode ser igualmente assustador. Para cuidadores e familiares, entender como agir nesse momento é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar da pessoa. O período que se segue à crise, conhecido como estado pós-ictal, exige cuidados específicos e muita calma.
Neurologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Assim que os movimentos convulsivos da crise de epilepsia terminarem, a sua prioridade é garantir que a pessoa esteja segura e consiga respirar adequadamente. Ações rápidas e corretas fazem toda a diferença.
Mantenha a calma, pois sua tranquilidade ajuda a pessoa que acabou de ter a crise, que pode acordar confusa e assustada. Ao mesmo tempo, garanta que ela tenha espaço físico suficiente para se recuperar com calma. Afaste objetos próximos que possam causar ferimentos, como móveis com quinas ou itens pontiagudos, criando um ambiente seguro.
Leia também: Veja as principais diferenças entre convulsão e epilepsia
A manobra mais importante é virar a pessoa de lado, na chamada Posição Lateral de Segurança. Essa ação simples impede que a saliva ou o vômito, caso ocorra, bloqueie as vias aéreas e cause engasgo. Para isso:
Coloque um casaco dobrado ou uma almofada sob a cabeça para maior conforto, mas sem elevá-la demais.
Leia também: Quais são os sintomas da epilepsia?
Observe se a respiração está retornando ao normal. É comum que seja um pouco ruidosa ou irregular no início. Verifique se há cortes, hematomas ou outros machucados que possam ter ocorrido durante a queda ou os espasmos musculares.
O estado pós-ictal é a fase de transição entre o fim da crise e o retorno ao estado de consciência normal. A duração e os sintomas podem variar muito, mas algumas reações são comuns e esperadas.
Após a crise, o cérebro está se recuperando de uma atividade elétrica intensa. Por isso, é muito comum que a pessoa apresente confusão mental, desorientação, dificuldade para falar e sonolência extrema. Ela pode não saber onde está ou o que aconteceu. Seja paciente e fale com uma voz calma e suave.
É importante permanecer ao lado da pessoa até que ela recupere totalmente a consciência, oferecendo apoio e tranquilidade. Quando ela começar a despertar, explique de forma simples que teve uma crise, que está segura e que você está ali para ajudar. Evite fazer muitas perguntas ou dar excesso de informações, apenas ofereça um ambiente seguro e tranquilo para que ela possa descansar.
Tão importante quanto saber o que fazer é entender o que evitar. Atitudes erradas podem colocar a pessoa em risco.
É importante permitir que a pessoa descanse, pois o sono de recuperação pode durar horas, sendo uma resposta natural do corpo para restaurar a energia cerebral gasta durante a crise. A atividade cerebral intensa consome muita energia, e dormir é fundamental para a recuperação.
Mantenha a pessoa em repouso, em um local seguro, preferencialmente na posição lateral de segurança, e continue a monitorar sua respiração periodicamente.
É fundamental saber identificar sinais graves que exigem encaminhamento imediato ao hospital. Em situações específicas, como o primeiro episódio convulsivo, é crucial buscar avaliação médica imediata para entender a causa e planejar os próximos passos.
Chame o SAMU (192) ou o serviço de emergência local imediatamente se:
A recuperação completa pode levar de minutos a algumas horas. Além da sonolência e confusão, é comum que a pessoa sinta fortes dores de cabeça e dores musculares, como se tivesse praticado um exercício físico muito intenso.
É útil para o acompanhamento médico anotar detalhes sobre o ocorrido. Se possível, registre a duração da crise, os tipos de movimentos observados e o comportamento da pessoa antes, durante e após o evento. Essas informações são valiosas para o neurologista ajustar o tratamento.
O apoio de familiares e cuidadores é essencial não apenas nos primeiros socorros, mas em todo o processo de convivência com a epilepsia. Informar-se e agir com segurança transmite a confiança necessária para quem precisa de ajuda.
Após a estabilização e recuperação, uma avaliação médica preventiva é recomendada para garantir que todas as necessidades de saúde sejam atendidas e que um plano de acompanhamento seja estabelecido.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES