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Aquela dor que antes era controlável agora interfere no seu dia. Entenda por que essa mudança não deve ser ignorada

A cena é familiar para muitas mulheres: a menstruação se aproxima e, com ela, a cólica. Por anos, talvez você tenha lidado com isso usando uma bolsa de água quente e um analgésico. Mas a dor mudou com o tempo.
Ela parece mais forte, dura mais dias e já não responde tão bem à medicação de sempre. Essa mudança de padrão não é normal e pode ter um nome: dismenorreia secundária. Dor menstrual forte não é normal. Na Rede Américas você pode ter uma investigação especializada com ginecologistas renomados. Agende sua consulta.
A dismenorreia secundária é a dor menstrual que surge como sintoma de uma condição médica existente nos órgãos pélvicos. Essa dor intensa se difere da cólica comum justamente por estar ligada a doenças pélvicas como endometriose ou miomas, que demandam exames médicos para identificação.
Na dismenorreia primária, a cólica é considerada comum. Muitas adolescentes e jovens experimentam devido às contrações uterinas normais. Já secundária é um sinal de que algo diferente está acontecendo no corpo.
Ela tende a aparecer mais tarde na vida, geralmente após os 25 ou 30 anos, em mulheres que antes tinham ciclos menstruais pouco dolorosos ou até mesmo sem dor. Entender essa diferença é o primeiro passo para buscar o cuidado adequado e melhorar sua qualidade de vida.
Embora ambas se manifestem como cólica menstrual, suas origens e características são distintas. Diferente das cólicas comuns, a dismenorreia secundária muitas vezes não melhora com remédios habituais e exige uma investigação mais aprofundada. A tabela abaixo resume os pontos principais.
A dor da dismenorreia secundária é um sintoma. A investigação médica se concentra em encontrar a doença ou alteração estrutural que a está provocando. As causas mais frequentes incluem as seguintes condições.
Ocorre quando o tecido que reveste o interior do útero (endométrio) cresce fora da cavidade uterina, como nos ovários, trompas e outros órgãos pélvicos. Esse tecido responde ao ciclo hormonal, causando inflamação crônica e dor intensa.
É uma condição na qual o tecido endometrial se desenvolve dentro da parede muscular do próprio útero. Isso provoca um útero aumentado, cólicas fortes e fluxo menstrual abundante.
São tumores benignos (não cancerosos) que crescem na parede do útero. Dependendo de sua localização e tamanho, os miomas podem causar dor, pressão pélvica e sangramento anormal.
Trata-se de uma infecção dos órgãos reprodutivos femininos, geralmente causada por bactérias. A inflamação resultante pode levar a cicatrizes e aderências, gerando dor pélvica crônica e cólicas severas.
Condições menos comuns também podem estar por trás do quadro, como pólipos endometriais, aderências pélvicas (tecido cicatricial) resultantes de cirurgias anteriores ou o uso de Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre em algumas mulheres.
Dores intensas, principalmente aquelas que surgem na vida adulta ou que não respondem aos remédios comuns, podem indicar doenças como endometriose ou miomas. Por isso exigem exames detalhados.
Se você notar uma ou mais das seguintes características, é hora de agendar uma consulta ginecológica para investigação:
O diagnóstico é um processo investigativo que começa com uma conversa detalhada com um ginecologista. O objetivo é identificar a causa raiz da dor para que o tratamento seja eficaz. Quando há suspeita de dismenorreia secundária, exames médicos detalhados e de imagem são fundamentais.
O primeiro passo é a consulta médica. O especialista irá perguntar sobre seu histórico menstrual, as características da dor, outros sintomas e seu histórico de saúde. Em seguida, um exame pélvico pode ajudar a identificar anormalidades na estrutura do útero ou ovários.
Para visualizar os órgãos pélvicos e confirmar uma suspeita, o médico geralmente solicita exames. A ultrassonografia transvaginal é frequentemente o primeiro exame, capaz de detectar miomas, cistos e sinais sugestivos de adenomiose. Em casos mais complexos, como na suspeita de endometriose profunda, a ressonância magnética da pelve pode ser necessária.
O mais importante é entender que o tratamento da dismenorreia secundária foca na sua causa. Aliviar a dor é uma parte do processo, mas a abordagem principal visa controlar ou resolver a condição subjacente.
Ao contrário das cólicas comuns, esse tipo de disfunção geralmente não responde a suplementos como a vitamina D, reforçando a necessidade de um diagnóstico preciso.
As opções variam muito conforme o diagnóstico. Podem incluir o uso de contraceptivos hormonais, medicamentos específicos, fisioterapia pélvica. Em alguns casos envolve até procedimentos cirúrgicos para remover miomas ou focos de endometriose. Apenas um profissional de saúde pode determinar o plano terapêutico adequado para a mulher.
Leia também: Como diminuir a cólica menstrual: 7 dicas eficazes e seguras
Normalizar a dor menstrual intensa é um erro que pode atrasar diagnósticos importantes. Não hesite em procurar um ginecologista se:
Lembre-se, sentir dor não é uma sentença. A investigação adequada pode levar a um diagnóstico preciso e a um tratamento que devolva seu bem-estar e qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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