InícioSaúdeSaúde da mulher

Resuma este artigo com IA:

Dismenorreia secundária: quando a cólica menstrual é um sinal de alerta

Aquela dor que antes era controlável agora interfere no seu dia. Entenda por que essa mudança não deve ser ignorada

Resumo
  • A dismenorreia secundária é uma cólica menstrual intensa causada por uma doença ou alteração física no sistema reprodutivo
  • Diferente da cólica comum (primária), ela geralmente surge na vida adulta e pode piorar com o tempo
  • As causas mais comuns incluem endometriose, miomas uterinos, adenomiose e doença inflamatória pélvica (DIP)
  • Sinais de alerta são: dor fora do período menstrual, dor durante a relação sexual e sangramento intenso ou irregular
  • O diagnóstico correto da causa é fundamental, pois o tratamento visa resolver o problema de base, não apenas aliviar a dor
dismenorreia secundária_1.webp

A cena é familiar para muitas mulheres: a menstruação se aproxima e, com ela, a cólica. Por anos, talvez você tenha lidado com isso usando uma bolsa de água quente e um analgésico. Mas a dor mudou com o tempo. 

Ela parece mais forte, dura mais dias e já não responde tão bem à medicação de sempre. Essa mudança de padrão não é normal e pode ter um nome: dismenorreia secundária. Dor menstrual forte não é normal. Na Rede Américas você pode ter uma investigação especializada com ginecologistas renomados. Agende sua consulta. 

Hospital

Localização

Agendamento

Hospital Paraná

Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 1929 - Zona 05, Maringá - PR, 87015-000

Busque aqui o ginecologista mais próximo de você no Paraná

Hospital da Bahia

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba - Salvador-BA

Marque sua consulta com um ginecologista na Bahia

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ

Consulte um ginecologista no Rio de Janeiro

Hospital Brasília

St. de Habitações Individuais Sul QI 15 - Lago Sul, Brasília - DF

Fale com um ginecologista mais próximo de você em Brasília

Hospital Christóvão da Gama Diadema

R. São Jorge, 98 - Centro, Diadema - SP

Agende sua consulta com um ginecologista em São Paulo

A Rede Américas possui ginecologistas renomados.

Encontre um especialista perto de você!

O que é dismenorreia secundária?

A dismenorreia secundária é a dor menstrual que surge como sintoma de uma condição médica existente nos órgãos pélvicos. Essa dor intensa se difere da cólica comum justamente por estar ligada a doenças pélvicas como endometriose ou miomas, que demandam exames médicos para identificação. 

Na dismenorreia primária, a cólica é considerada comum. Muitas adolescentes e jovens experimentam devido às contrações uterinas normais. Já secundária é um sinal de que algo diferente está acontecendo no corpo.

Ela tende a aparecer mais tarde na vida, geralmente após os 25 ou 30 anos, em mulheres que antes tinham ciclos menstruais pouco dolorosos ou até mesmo sem dor. Entender essa diferença é o primeiro passo para buscar o cuidado adequado e melhorar sua qualidade de vida.

Qual a diferença entre dismenorreia primária e secundária?

Embora ambas se manifestem como cólica menstrual, suas origens e características são distintas. Diferente das cólicas comuns, a dismenorreia secundária muitas vezes não melhora com remédios habituais e exige uma investigação mais aprofundada. A tabela abaixo resume os pontos principais.

Característica

Dismenorreia Primária ("Comum")

Dismenorreia Secundária ("Alerta")

Idade de início

Geralmente nos primeiros anos após a primeira menstruação

Normalmente surge na vida adulta (após os 25 anos).

Causa

Produção de prostaglandinas, que causam contrações uterinas. Não há doença associada

Decorrente de uma patologia pélvica (ex: endometriose, miomas)

Evolução da dor

Tende a diminuir com a idade ou após a primeira gestação

A dor é progressiva, piorando com o passar dos ciclos

Duração da dor

Concentra-se nas primeiras 24 a 48 horas do fluxo menstrual

Pode começar dias antes da menstruação e persistir após o fim do fluxo

Sintomas associados

Podem ocorrer náuseas, dor de cabeça ou diarreia

Frequentemente acompanhada de dor na relação sexual, sangramento intenso ou irregular, dor pélvica crônica e dor fora do período menstrual

Quais são as principais causas da cólica menstrual secundária?

A dor da dismenorreia secundária é um sintoma. A investigação médica se concentra em encontrar a doença ou alteração estrutural que a está provocando. As causas mais frequentes incluem as seguintes condições.

Endometriose

Ocorre quando o tecido que reveste o interior do útero (endométrio) cresce fora da cavidade uterina, como nos ovários, trompas e outros órgãos pélvicos. Esse tecido responde ao ciclo hormonal, causando inflamação crônica e dor intensa.

Adenomiose

É uma condição na qual o tecido endometrial se desenvolve dentro da parede muscular do próprio útero. Isso provoca um útero aumentado, cólicas fortes e fluxo menstrual abundante.

Miomas uterinos

São tumores benignos (não cancerosos) que crescem na parede do útero. Dependendo de sua localização e tamanho, os miomas podem causar dor, pressão pélvica e sangramento anormal.

Doença inflamatória pélvica (DIP)

Trata-se de uma infecção dos órgãos reprodutivos femininos, geralmente causada por bactérias. A inflamação resultante pode levar a cicatrizes e aderências, gerando dor pélvica crônica e cólicas severas.

Outras possíveis causas

Condições menos comuns também podem estar por trás do quadro, como pólipos endometriais, aderências pélvicas (tecido cicatricial) resultantes de cirurgias anteriores ou o uso de Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre em algumas mulheres.

Quais sintomas indicam que a cólica pode ser secundária?

Dores intensas, principalmente aquelas que surgem na vida adulta ou que não respondem aos remédios comuns, podem indicar doenças como endometriose ou miomas. Por isso exigem exames detalhados. 

Se você notar uma ou mais das seguintes características, é hora de agendar uma consulta ginecológica para investigação:

  • A dor menstrual começou ou piorou significativamente após os 25 anos
  • A cólica não se limita ao início da menstruação, estendendo-se por vários dias
  • Analgésicos e anti-inflamatórios que antes funcionavam já não fazem efeito
  • Você sente dor durante ou após a relação sexual (dispareunia)
  • Seu fluxo menstrual é muito intenso, com presença de coágulos grandes
  • Ocorre dor para evacuar ou urinar, especialmente durante o período menstrual
  • A dor pélvica ou lombar se tornou frequente, mesmo fora da menstruação

Como é feito o diagnóstico da dismenorreia secundária?

O diagnóstico é um processo investigativo que começa com uma conversa detalhada com um ginecologista. O objetivo é identificar a causa raiz da dor para que o tratamento seja eficaz. Quando há suspeita de dismenorreia secundária, exames médicos detalhados e de imagem são fundamentais.

Anamnese e exame físico

O primeiro passo é a consulta médica. O especialista irá perguntar sobre seu histórico menstrual, as características da dor, outros sintomas e seu histórico de saúde. Em seguida, um exame pélvico pode ajudar a identificar anormalidades na estrutura do útero ou ovários.

Exames de imagem

Para visualizar os órgãos pélvicos e confirmar uma suspeita, o médico geralmente solicita exames. A ultrassonografia transvaginal é frequentemente o primeiro exame, capaz de detectar miomas, cistos e sinais sugestivos de adenomiose. Em casos mais complexos, como na suspeita de endometriose profunda, a ressonância magnética da pelve pode ser necessária.

Qual é o tratamento para a dismenorreia secundária?

O mais importante é entender que o tratamento da dismenorreia secundária foca na sua causa. Aliviar a dor é uma parte do processo, mas a abordagem principal visa controlar ou resolver a condição subjacente. 

Ao contrário das cólicas comuns, esse tipo de disfunção geralmente não responde a suplementos como a vitamina D, reforçando a necessidade de um diagnóstico preciso.

As opções variam muito conforme o diagnóstico. Podem incluir o uso de contraceptivos hormonais, medicamentos específicos, fisioterapia pélvica. Em alguns casos envolve até procedimentos cirúrgicos para remover miomas ou focos de endometriose. Apenas um profissional de saúde pode determinar o plano terapêutico adequado para a mulher.

Leia também: Como diminuir a cólica menstrual: 7 dicas eficazes e seguras 

Quando devo procurar um médico?

Normalizar a dor menstrual intensa é um erro que pode atrasar diagnósticos importantes. Não hesite em procurar um ginecologista se:

  • A cólica interfere consistentemente na capacidade de trabalhar, estudar ou realizar atividades diárias
  • A dor piorou progressivamente ao longo dos últimos meses ou anos
  • Você apresenta outros sintomas preocupantes, como sangramento excessivo ou dor na relação sexual
  • Analgésicos de venda livre não são mais suficientes para controlar a dor

Lembre-se, sentir dor não é uma sentença. A investigação adequada pode levar a um diagnóstico preciso e a um tratamento que devolva seu bem-estar e qualidade de vida.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • AOUAD, P. et al. Primary dysmenorrhoea in adolescents and young women: a twin family study of maternal transmission, genetic influence and associations. The Australian & New Zealand Journal of Obstetrics & Gynaecology, [s. l.], 27 jun. 2022. DOI: https://doi.org/10.1111/ajo.13560. Disponível em: https://obgyn.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ajo.13560. Acesso em: 19 maio 2026.
  • De Sanctis V, Soliman AT, Elsedfy H, Soliman NA, Soliman R, El Kholy M. Dysmenorrhea in adolescents and young adults: a review in different country. Acta Biomed. 2016 Jan 16;87(3):233-246. PMID: 28112688; PMCID: PMC10521891. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10521891/. Acesso em: 19 maio 2026.
  • LIN, K. C. et al. Vitamin D supplementation for patients with dysmenorrhoea: a meta-analysis with trial sequential analysis of randomised controlled trials. Nutrients, [s. l.], v. 16, n. 7, p. 1089, abr. 2024. DOI: https://doi.org/10.3390/nu16071089. Disponível em: https://www.mdpi.com/2072-6643/16/7/1089. Acesso em: 19 maio 2026.
  • OSONUGA, A.; EKOR, M. Risk factors for dysmenorrhea among Ghanaian undergraduate students. African Health Sciences, [s. l.], v. 19, n. 4, 2019. DOI: https://doi.org/10.4314/ahs.v19i4.20. Disponível em: https://www.ajol.info/index.php/ahs/article/view/192278. Acesso em: 19 maio 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Ícone do WhatsAppÍcone médicoAgende sua consulta