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O que causa erisipela e como a bactéria entra na pele? Veja os sintomas

Entenda como pequenas lesões, como frieiras e picadas de inseto, podem se tornar a porta de entrada para esta infecção bacteriana

Resumo
  • A erisipela é uma infecção na camada superficial da pele, causada principalmente pela bactéria Streptococcus pyogenes
  • A bactéria precisa de uma "porta de entrada" para infectar o corpo, como micoses entre os dedos, cortes, arranhões ou picadas de inseto
  • Os principais fatores de risco incluem diabetes, má circulação, obesidade e sistema imunológico enfraquecido
  • Os sintomas clássicos são uma área vermelha, inchada, quente e dolorida na pele, com bordas bem definidas, geralmente nas pernas
  • O tratamento é feito com antibióticos e deve ser sempre orientado por um médico para evitar complicações
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Uma coceira insistente entre os dedos, uma pequena picada de inseto que não cicatriza bem ou um arranhão superficial na perna. Situações comuns do dia a dia podem, em certas condições, abrir caminho para uma infecção de pele conhecida como erisipela. 

Ela se manifesta como uma mancha vermelha, brilhante e dolorosa que se expande rapidamente. O diagnóstico precoce faz toda a diferença no controle da erisipela. Procure uma avaliação médica na Rede Américas.

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O que é erisipela e como ela se desenvolve?

A erisipela é um processo infeccioso que atinge a derme e os vasos linfáticos da pele. Ela é causada principalmente pela bactéria estreptococo, que penetra no organismo através de pequenas aberturas ou feridas na barreira protetora da pele. 

Os microrganismos, que normalmente habitam a superfície da nossa pele sem causar problemas, encontram uma barreira cutânea rompida. Através dessa falha, se multiplicam e desencadeiam uma resposta inflamatória intensa, resultando nos sintomas característicos da doença.

O que causa erisipela?

A causa direta da erisipela é a infecção bacteriana. No entanto, para que ocorra o patógeno precisa de uma oportunidade para invadir o organismo, através das chamadas "portas de entrada".

A bactéria por trás da infecção

A principal responsável é a Streptococcus pyogenes, também conhecida como estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Outras bactérias como a Staphylococcus aureus podem estar envolvidas, especialmente em feridas abertas. Sendo a contaminação menos frequente. 

Quando elas vivem na região próxima ao ânus podem se deslocar e entrar no organismo por pequenas feridas na pele, causando a erisipela nas pernas.

Como a bactéria invade a pele?

Qualquer lesão que comprometa a integridade da pele pode servir como um ponto de acesso. Essas portas de entrada incluem micoses, picadas de insetos, feridas ou rachaduras na pele. Problemas circulatórios também podem aumentar a vulnerabilidade. As mais comuns incluem:

  • Micoses interdigitais (frieiras): a pele úmida e macerada entre os dedos dos pés é considerada a "porta de entrada" mais comum, principalmente em casos que afetam as pernas
  • Ferimentos e cortes: arranhões, cortes de depilação, bolhas de calçados ou qualquer trauma que quebre a barreira da pele
  • Picadas de insetos: ao coçar a picada, pequenas fissuras podem se formar, permitindo a entrada de patógenos
  • Úlceras de pele: feridas crônicas, como úlceras venosas comuns em pessoas com má circulação, são pontos de vulnerabilidade constante
  • Outras condições de pele: eczemas, dermatites e outras doenças que causam fissuras ou ressecamento extremo também podem facilitar a infecção

Quem tem maior risco de desenvolver erisipela?

Embora qualquer pessoa possa ter a doença, algumas condições aumentam significativamente a vulnerabilidade do organismo. Esses fatores de risco dificultam a capacidade do corpo de combater o quadro infeccioso ou criam um ambiente propício para a proliferação bacteriana.

Os principais grupos de risco são:

  • Pessoas com insuficiência venosa crônica: varizes e inchaço nas pernas (edema) comprometem a circulação e a saúde da pele
  • Diabéticos:diabetes pode afetar a circulação e a cicatrização, além de diminuir a sensibilidade nos pés, fazendo com que feridas passem despercebidas
  • Obesos: a obesidade está associada a um maior risco de problemas circulatórios e linfáticos
  • Pacientes com linfedema: o acúmulo de linfa (líquido) nos tecidos, seja após cirurgias (como a remoção de linfonodos no tratamento do câncer de mama) ou por outras causas, torna a região mais suscetível a infecções
  • Imunossuprimidos: pessoas com sistema imunológico enfraquecido por doenças ou medicamentos têm menor capacidade de defesa

Como reconhecer os sinais e sintomas da erisipela?

O quadro clínico geralmente começa de forma súbita. Os sintomas mais comuns afetam a pele e podem ser acompanhados de mal-estar geral.

Sintomas Locais (na pele)

Sintomas Gerais

Mancha vermelha intensa e brilhante

Febre alta (acima de 38°C)

Inchaço (edema) na área afetada

Calafrios e tremores

Dor e sensação de calor local

Mal-estar, náuseas e vômitos

Bordas da lesão bem definidas e elevadas

Dor de cabeça

Pode haver formação de bolhas ou feridas (erisipela bolhosa)

 

As pernas são a localização mais comum, mas a erisipela também pode ocorrer nos braços, no rosto ou em outras partes do corpo.

Erisipela é contagiosa?

A erisipela não é transmitida de uma pessoa para outra por contato. A infecção ocorre quando as bactérias que já vivem na pele do próprio indivíduo aproveitam uma lesão para invadir o corpo. Portanto, não há necessidade de isolar a pessoa com o diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico e qual o tratamento?

O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação das lesões de pele e nos sintomas apresentados pelo paciente. Em geral, não são necessários exames complexos para confirmar a condição.

O tratamento é fundamental para o controle e para evitar complicações graves, como abscessos ou sepse (infecção generalizada). A base do tratamento inclui:

  • Antibióticos: prescritos por um médico para combater a bactéria causadora
  • Repouso: manter o membro afetado elevado para ajudar a reduzir o inchaço e a dor
  • Cuidados locais: limpeza adequada da área e tratamento da porta de entrada, como a micose

A automedicação é perigosa e pode agravar o quadro. Apenas um profissional de saúde pode indicar a terapia correta.

É possível prevenir a erisipela?

A prevenção é a melhor estratégia, especialmente para quem tem fatores de risco. As medidas se concentram em manter a pele saudável e tratar as possíveis portas de entrada. As principais recomendações são:

  1. Tratar micoses: mantenha os pés, especialmente os vãos entre os dedos, sempre limpos e secos. Use medicamentos antifúngicos conforme orientação profissional se tiver frieiras
  2. Hidratar a pele: usar cremes hidratantes diariamente evita o ressecamento e a formação de fissuras, principalmente nas pernas e pés
  3. Cuidar de ferimentos: limpe qualquer corte, arranhão ou picada de inseto com água e sabão e proteja com um curativo
  4. Inspecionar os pés: pessoas com diabetes ou má circulação devem examinar os pés todos os dias em busca de pequenas lesões que possam passar despercebidas
  5. Controlar doenças de base: manter o diabetes sob controle e seguir o tratamento para insuficiência venosa ou linfedema é crucial para reduzir o risco

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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