Sinais de sepse: entenda os sintomas e saiba o que fazer para tratar
A sepse acontece quando uma infecção provoca uma reação forte no corpo; o quadro pode prejudicar o funcionamento dos órgãos, podendo levar à falência
Resumo
- A sepse é uma reação desregulada do corpo a uma infecção que prejudica a circulação e a chegada de oxigênio aos tecidos, afetando os órgãos;
- O quadro pode aparecer a partir de infecções em diferentes partes do corpo e altera funções como pressão arterial, respiração e batimentos do coração;
- Os sintomas da sepse incluem confusão mental, febre ou temperatura baixa, respiração acelerada, batimentos rápidos e pressão baixa, com risco de piora rápida;
- Outros sinais como pouca urina, pele fria ou com manchas e dor forte no corpo ajudam a indicar agravamento da condição;
- O infectologista é o médico que avalia e trata a sepse, identificando a infecção e conduzindo o cuidado necessário para proteger as funções do organismo.
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A sepse é uma condição causada por uma infecção que faz o corpo reagir de forma desregulada. Esse processo afeta a circulação do sangue e diminui o fornecimento de oxigênio aos tecidos, prejudicando o funcionamento dos órgãos.
O quadro pode começar a partir de infecções em diferentes partes do corpo, como pulmões, trato urinário ou pele. Nesses casos, a resposta do organismo perde o equilíbrio e altera funções como pressão arterial, respiração e frequência cardíaca.
Os sintomas da sepse podem incluir confusão mental, queda de pressão, febre, batimentos acelerados e dificuldade para respirar. A condição pode evoluir rápido e precisa de avaliação médica imediata.
Infectologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com sepse. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O que é sepse e por que é tão perigosa?
A sepse, conhecida como infecção generalizada, não é a infecção em si, mas uma reação exagerada do corpo a uma infecção causada por bactérias, vírus ou fungos. Nessa resposta, o sistema de defesa deixa de atuar só contra o agente infeccioso e começa a afetar também tecidos e órgãos do próprio organismo.
Essa reação pode comprometer órgãos como rins, pulmões, coração e cérebro. Sem tratamento rápido, o quadro pode evoluir para choque séptico, com queda importante da pressão arterial e falência de múltiplos órgãos, o que pode levar à morte.
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Quais são os sinais de alerta da sepse?
A identificação dos sintomas da sepse no início aumenta as chances de um bom desfecho. Por isso, pacientes diagnosticados com infecção, como pulmonar, urinária, de pele ou abdominal, precisam de observação médica.
O quadro pode provocar sintomas como confusão mental e variações de temperatura.
Mudanças na temperatura corporal
A febre alta, acima de 38°C, costuma aparecer em infecções. Na sepse, também pode ocorrer o oposto, com temperatura abaixo de 36°C. Essas duas situações mostram que o corpo perde a capacidade de controlar a própria temperatura.
Mudanças no estado mental
Um dos sintomas mais importantes e que pode passar despercebido é a alteração no estado mental. Sendo assim, uma pessoa com o quadro de sepse pode apresentar:
- Confusão ou desorientação;
- Fala lenta ou difícil de entender;
- Muito sono ou dificuldade para acordar;
- Agitação ou ansiedade que aparece de repente.
Esses sintomas acontecem porque a inflamação e a redução do oxigênio no corpo podem afetar o cérebro. A confusão é um dos principais sinais de alerta da sepse e precisa de atendimento na hora.
Respiração e batimentos cardíacos acelerados
O corpo tenta compensar a inflamação e a falta de oxigênio acelerando suas funções. Isso pode aparecer como respiração mais rápida e curta, geralmente acima de 22 respirações por minuto, e aumento dos batimentos cardíacos, acima de 90 por minuto em repouso.
O paciente também precisa ficar atento à respiração acelerada e à queda da pressão arterial, já que esses sinais podem indicar que a infecção está afetando o funcionamento dos órgãos vitais.
Pressão arterial baixa
A pressão arterial baixa, chamada hipotensão, pode indicar gravidade. Ela acontece quando os vasos sanguíneos ficam dilatados e o coração não consegue enviar sangue suficiente para os órgãos.
Quando a pressão cai a ponto de precisar de remédios para se manter, o quadro é chamado de choque séptico. Sendo assim, a queda da pressão é um dos principais sinais de sepse grave.
Outros sintomas
Além dos sinais mais comuns, outros sintomas também podem aparecer e ajudam a identificar a sepse, como:
- Diminuição da quantidade de urina;
- Pele fria, úmida ou com manchas roxas;
- Dor intensa ou sensação de mal-estar no corpo todo.
No quadro de sepse, esses sinais costumam surgir quando o corpo já não consegue manter a circulação e o funcionamento normal dos órgãos. Por isso, a pessoa deve ir ao hospital com urgência.
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Como o diagnóstico é confirmado?
O diagnóstico da sepse é feito com base na avaliação médica dos sintomas e na suspeita ou confirmação de uma infecção junto a sinais de mudança no funcionamento dos órgãos.
No hospital, o médico pode pedir exames de sangue para identificar marcadores de inflamação, como a proteína C reativa (PCR) e o lactato, além de culturas para descobrir qual microrganismo está causando a infecção.
Exames de imagem, como radiografia ou tomografia, também podem ser usados para encontrar o foco da infecção, como nos casos de pneumonia ou abscessos.
O que fazer ao identificar os sintomas da sepse?
A sepse é uma emergência médica, e cada hora sem tratamento aumenta o risco de complicações graves e morte.
A suspeita deve levar a busca imediata por atendimento de urgência, principalmente em pessoas com infecção já identificada. Sinais como febre ou temperatura muito baixa, respiração acelerada, confusão mental e pressão baixa indicam gravidade.
Nesse caso, a equipe de saúde precisa ser informada sobre a infecção e sobre todos os sinais observados. O tratamento precoce com antibióticos, reposição de líquidos e suporte às funções do corpo é essencial para diminuir os riscos e salvar vidas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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