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Entender os níveis de glicemia é um passo fundamental do pré-natal para garantir uma gravidez tranquila e saudável para mãe e bebê

Você pega o resultado dos seus primeiros exames de pré-natal, percorre os olhos pelas diversas siglas e números e para em um item: “glicemia de jejum”. Ao lado, um valor que talvez pareça normal para você, mas que pode acender um sinal de alerta para o seu obstetra.
Durante a gestação, o corpo passa por intensas transformações hormonais que afetam como ele processa o açúcar. O monitoramento da glicose é uma das partes mais importantes do acompanhamento médico. Marque sua avaliação na Rede Américas.
O valor de referência para a glicemia de jejum em qualquer fase da gestação é abaixo de 92 mg/dL, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Manter esses níveis de açúcar no sangue em jejum é essencial para evitar complicações como a pré-eclâmpsia e outros riscos para o bebê. Esse critério é mais rígido do que para a população em geral, cujo limite costuma ser de 99 mg/dL.
O rigor é necessário devido às intensas alterações hormonais que aumentam a resistência à insulina no período. O controle ajuda a prevenir o desenvolvimento de diabetes gestacional e outros problemas de saúde, como pressão alta. Segundo as diretrizes da (SBD) e de órgãos internacionais, a interpretação do exame inicial é a seguinte:
É fundamental que apenas um médico interprete esses resultados, considerando todo o seu histórico de saúde.
Além do exame de jejum, o diagnóstico pode envolver o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG), a famosa "curva glicêmica". Nele, um dos seguintes valores alterados já confirma o DMG.
A principal razão para esse rigor é a proteção do bebê. Durante o período gestacional, a placenta produz hormônios, como o lactogênio placentário, que podem dificultar a ação da insulina no corpo da mãe. A insulina é o hormônio responsável por transportar a glicose do sangue para dentro das células, onde ela vira energia.
O aumento da resistência é uma adaptação importante para nutrir o bebê, garantindo que ele receba os nutrientes necessários para seu desenvolvimento. Mas é justamente por essa razão que os limites de açúcar no sangue da mãe se tornam mais rígidos.
Em algumas mulheres, o pâncreas não consegue produzir insulina extra para compensar o efeito. Assim, os níveis de açúcar no sangue materno sobem, atravessam a placenta e chegam em excesso ao bebê.
O controle da glicose precisa ser ainda maior porque a resistência à insulina atinge seu ponto mais alto entre as semanas 24 e 28 da gestação. É nesse período que exames como o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) são frequentemente solicitados, exigindo critérios de diagnóstico muito específicos para identificar o diabetes gestacional.
Caso seu primeiro exame de glicemia em jejum apresente um valor igual ou superior a 92 mg/dL, o médico pode confirmar o diagnóstico de diabetes gestacional e iniciar o plano de cuidados. Se o valor estiver no limite ou houver outros fatores de risco, ele poderá solicitar o TOTG entre 24 e 28 semanas para uma avaliação mais detalhada.
Este exame consiste em medir a glicose em jejum, em seguida a gestante ingere uma solução com 75 gramas de glicose e novas coletas de sangue são feitas uma e duas horas depois. O teste avalia a capacidade do corpo de processar uma sobrecarga de açúcar.
Manter a glicose sob controle é fundamental para a saúde de mãe e filho. Quando as taxas permanecem elevadas, podem surgir complicações importantes. Veja a seguir:
O tratamento do diabetes gestacional é baseado em um tripé de cuidados, sempre com orientação profissional.
Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de açúcar, o uso de medicamentos pode ser necessário.
Leia também: Como evitar diabetes gestacional: causa e quais os sintomas
Embora menos comum, a hipoglicemia (glicose baixa) também pode ocorrer, especialmente se a mulher ficar longos períodos sem se alimentar. Sintomas como tontura, suor frio, tremores e fraqueza devem ser comunicados imediatamente ao médico.
Manter uma rotina de pequenas refeições ao longo do dia ajuda a prevenir tanto os picos de açúcar quanto as quedas abruptas. O mais importante é seguir rigorosamente todas as orientações da equipe de saúde para garantir o melhor desfecho para você e seu bebê.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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