Revisado em: 15/05/2026
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A erisipela é um problema que afeta a pele e os tecidos logo abaixo dela; pequenos machucados podem abrir caminho para a entrada de bactérias que causam a infecção

A erisipela é uma infecção bacteriana da pele e não é contagiosa entre pessoas no contato do dia a dia. A doença se desenvolve quando bactérias entram no corpo por pequenos ferimentos, como micoses, picadas de insetos ou cortes.
Esse quadro inflamatório atinge principalmente as pernas e o rosto, causando vermelhidão intensa, dor, calor local e inchaço. Os sintomas iniciais aparecem de forma rápida e costumam incluir febre alta acompanhada de calafrios.
O tratamento envolve o uso de antibióticos específicos para eliminar as bactérias. O diagnóstico precoce e os cuidados diários com a higiene da pele ajudam a evitar complicações graves e reduzem o risco de o quadro voltar.
Dermatologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas com erisipela. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A erisipela não é contagiosa e não passa de uma pessoa para outra pelo contato com a pele, pelo ar ou pelo uso compartilhado de objetos como toalhas e roupas, porque a condição se desenvolve quando bactérias atingem a pele por meio de feridas e fissuras.
A explicação está na profundidade do processo. A erisipela acontece na derme e nos vasos linfáticos, regiões abaixo da superfície da pele. Por isso, as bactérias não ficam expostas de forma que permita a transmissão por toque.
Mesmo sem transmissão entre pessoas, a bactéria pode estar presente na pele. A infecção só acontece quando ela encontra uma “porta de entrada”, como cortes ou fissuras, que permitem a penetração nas camadas mais profundas.
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A erisipela é um processo agudo que afeta a pele e é causada principalmente pela bactéria Streptococcus pyogenes, a mesma que pode causar infecções de garganta. Em alguns casos, outras bactérias, como Staphylococcus aureus, também podem estar envolvidas.
A condição atinge a derme e o tecido logo abaixo da pele, se espalhando pelos vasos linfáticos superficiais. As áreas mais afetadas costumam ser as pernas, os braços e o rosto.
A infecção da erisipela começa quando a bactéria encontra uma falha na barreira de proteção da pele e consegue entrar no organismo. Essas portas de entrada costumam ser pequenas e, muitas vezes, passam despercebidas, podendo ser:
Depois de entrar na pele, a bactéria se multiplica nas camadas mais profundas e se espalha pelos vasos linfáticos, o que leva ao aparecimento dos sintomas típicos da doença.
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Os sintomas da erisipela costumam aparecer de forma rápida e forte. Na maioria dos casos, eles podem ser divididos em sinais locais, que aparecem na pele, e sinais gerais, que afetam o corpo como um todo.
Enquanto os sintomas gerais incluem febre alta acima de 38°C, calafrios e tremores, além de sensação de mal-estar no corpo, dor de cabeça e náuseas, os sinais locais costumam ser:
Sintomas locais:
É importante buscar atendimento médico assim que esses sintomas aparecem, já que o tratamento no início ajuda na recuperação e diminui o risco de complicações.
Algumas condições e hábitos podem deixar uma pessoa mais suscetível a desenvolver a infecção, já que esses fatores podem prejudicar a integridade da pele ou a capacidade do corpo de combater bactérias, podendo ser:
Quando esses quadros estão presentes, a pele fica mais frágil e o corpo tem mais dificuldade para reagir às bactérias, o que aumenta a chance de a doença aparecer.
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Quando não tratada de forma rápida e adequada, a erisipela pode piorar e atingir camadas mais profundas da pele. Nesses casos, pode evoluir para celulite infecciosa, que se espalha por uma área maior.
Também podem surgir abscessos, que são acúmulos de pus, além de trombose venosa profunda. Em situações mais raras, a bactéria pode chegar à corrente sanguínea e causar sepse, uma infecção generalizada que coloca a vida em risco.
O diagnóstico da erisipela é clínico, feito pelo médico com base nos sintomas e na aparência da lesão na pele. Em geral, não há necessidade de exames de imagem ou laboratoriais para confirmar o quadro inicial.
O tratamento é feito com antibióticos, normalmente por via oral nos casos mais leves. Casos mais graves podem exigir internação hospitalar para aplicação de medicamentos na veia. O médico também pode orientar repouso com elevação do membro afetado para reduzir o inchaço e indicar analgésicos para aliviar dor e febre.
É importante seguir o tratamento até o fim, mesmo quando os sintomas melhoram antes do previsto, para garantir a eliminação completa da bactéria.
A prevenção é a melhor forma de evitar a erisipela, principalmente em pessoas com fatores de risco. Assim, as medidas focam em manter a pele saudável e impedir a entrada de bactérias no organismo:
Esses cuidados na rotina ajudam a reduzir a chance de desenvolver erisipela e protegem a saúde. Ao surgirem sinais na pele ou sintomas como dor, vermelhidão e febre, é importante buscar atendimento médico para avaliação e orientação adequada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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