Nem toda crise envolve convulsões. Entenda as manifestações, desde as mais óbvias até as mais discretas, e saiba como agir.
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Durante o jantar, um familiar de repente para de falar no meio da frase. Seus olhos ficam fixos, vidrados, e ele não responde aos chamados por alguns segundos. Logo depois, retoma a conversa como se nada tivesse acontecido. Esse "desligamento" pode não parecer, mas é um possível sintoma de crise de epilepsia.
É importante ressaltar que muitos episódios, como tremores ou "desligamentos", que se assemelham a crises de epilepsia, podem ter origem emocional e não epiléptica. Nesses casos, o diagnóstico médico preciso é fundamental, pois o tratamento necessário será diferente.
Neurologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Uma crise epiléptica é um evento transitório causado por uma atividade elétrica excessiva e anormal no cérebro. Pense nisso como um curto-circuito temporário que interfere nas funções cerebrais normais. A forma como a crise se manifesta depende da área do cérebro afetada.
As crises podem se manifestar tanto por tremores generalizados, que afetam todo o corpo, quanto por sinais focais, restritos a uma parte específica. Muitas vezes, esses sinais podem ser o primeiro indício perceptível de alguma alteração no cérebro.
É fundamental entender que ter uma única crise não significa, necessariamente, ter o diagnóstico de epilepsia. A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada pela predisposição a ter crises recorrentes. Por isso, a avaliação médica é indispensável.
Leia também: Veja as diferenças entre crise epiléptica e convulsiva
Algumas pessoas experimentam sensações ou sinais de alerta antes de uma crise mais intensa. Esse fenômeno, conhecido como aura, é na verdade o início da crise, restrito a uma pequena área do cérebro. Reconhecer a aura pode ajudar o indivíduo a se preparar e buscar um local seguro.
Os sintomas de uma aura variam muito e podem incluir:
Leia também: O que fazer depois de uma crise epiléptica?
Os sintomas de uma crise epiléptica são tão diversos quanto as funções do cérebro. Eles são classificados com base na origem da atividade elétrica anormal. As duas categorias principais são as crises de início focal e as de início generalizado.
Neste tipo, a atividade elétrica anormal começa em uma área específica de um lado do cérebro. Os sintomas se relacionam com a função daquela área. Elas podem ou não afetar a consciência.
É importante notar que as crises epilépticas podem iniciar com movimentos em apenas uma parte do corpo e, em alguns casos, evoluir para convulsões que afetam o corpo todo. Por isso, monitorar essas mudanças de comportamento é essencial.
Aqui, a atividade elétrica anormal envolve ambos os lados do cérebro desde o início. Geralmente causam alteração da consciência e se manifestam de várias formas.
O período logo após uma crise é chamado de pós-ictal. A recuperação pode ser imediata ou levar de minutos a horas. É uma fase de transição enquanto o cérebro retorna ao seu estado normal de funcionamento.
Os sintomas comuns neste período incluem:
Qualquer suspeita de crise epiléptica, mesmo que breve ou sutil, deve ser avaliada por um médico, preferencialmente um neurologista. A busca por atendimento de emergência é crucial nas seguintes situações:
É crucial buscar atendimento de emergência, especialmente se a crise apresentar sinais súbitos que podem ser confundidos com um derrame, exigindo avaliação especializada para um diagnóstico preciso. Além disso, manifestações como tremores ou um olhar fixo podem indicar um alto risco de repetição da crise. Sem tratamento adequado, esse risco pode chegar a 80% em dez anos.
Observar e descrever os sintomas detalhadamente para o médico pode ajudar muito no diagnóstico e na definição do tratamento mais adequado. O acompanhamento profissional é a chave para o controle da condição e para garantir a qualidade de vida do paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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