Entenda as diferenças entre a cirurgia convencional e a endoprótese, a técnica minimamente invasiva para corrigir a dilatação
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Receber o diagnóstico de uma condição silenciosa como o aneurisma da aorta abdominal pode gerar muitas dúvidas e ansiedade. A boa notícia é que com as abordagens seguras e eficazes para gerenciar e corrigir essa dilatação. Entenda suas opções de tratamento e tome decisões com apoio de uma equipe especializada na Rede Américas.
O aneurisma da aorta abdominal (AAA) é uma dilatação localizada e permanente na maior artéria do corpo, a aorta, na porção que atravessa o abdômen. Essa área enfraquecida pode se expandir lentamente ao longo dos anos, geralmente sem causar sintomas.
A principal preocupação é o risco de ruptura, um evento grave com sangramento intenso. Assim, a decisão de intervir se baseia principalmente em critérios de segurança. A indicação de tratamento cirúrgico geralmente ocorre quando:
Para aneurismas considerados grandes, a cirurgia eletiva (marcada) é o tratamento seguro indicado. O objetivo principal é prevenir rupturas fatais da aorta. Para aneurismas menores e assintomáticos, a estratégia inicial costuma ser outra. A avaliação de um especialista é fundamental para definir o melhor caminho. Agende o seu atendimento em um hospital da Rede Américas mais próximo de você.
Existem três abordagens principais para o manejo do aneurisma da aorta abdominal. A escolha depende de uma análise cuidadosa do tamanho, da sua anatomia e das condições gerais de saúde do paciente.
No caso das abordagens cirúrgicas, a correção pode ser feita por meio da cirurgia aberta, que substitui a parte doente do vaso. Ou ainda, pela técnica endovascular, que reforça a aorta internamente com uma prótese. Cada método tem suas particularidades, vantagens e desvantagens. Compreender como funcionam ajuda a ter uma conversa mais produtiva com a equipe médica.
Quando o aneurisma é pequeno e não apresenta risco iminente, a melhor abordagem é monitorá-lo de perto. Essa estratégia, conhecida como acompanhamento ou espera vigilante, foca em controlar os fatores que podem acelerar o crescimento da dilatação.
Este acompanhamento inclui:
A cirurgia aberta é o método mais estabelecido para a correção de um AAA. É um procedimento de grande porte, realizado sob anestesia geral, que resolve o problema de forma definitiva.
O cirurgião faz uma incisão no abdômen para acessar diretamente a aorta. A porção dilatada da artéria é então substituída por um enxerto sintético que é costurado no lugar. Ele cria um novo caminho para o fluxo sanguíneo, excluindo o aneurisma da circulação.
A cirurgia aberta é frequentemente a opção para pacientes mais jovens e com boa saúde geral. Ela também é considerada a escolha mais segura em situações onde a anatomia do aneurisma, como sua localização próxima às artérias renais, impede o encaixe preciso de uma endoprótese.
O reparo endovascular de aneurisma (EVAR) é uma técnica menos invasiva que se tornou a mais comum para o tratamento. O procedimento tem se mostrado muito eficaz, permitindo uma recuperação segura e o retorno às atividades físicas com o apoio de reabilitação especializada. O objetivo é o mesmo da cirurgia aberta: impedir que o sangue chegue à porção dilatada da aorta, mas o método é completamente diferente.
Em vez de um grande corte no abdômen, o cirurgião faz pequenas incisões na virilha. Através delas, um cateter é inserido na artéria femoral e guiado até a aorta. Por meio deste cateter, uma endoprótese (um tubo de metal revestido de tecido) é liberada dentro do aneurisma.
A endoprótese se expande e se fixa na parede da aorta acima e abaixo da dilatação, criando um novo túnel para o sangue passar. Com isso, o saco aneurismático é isolado da pressão do fluxo sanguíneo, o que previne seu crescimento e ruptura.
O EVAR é a escolha preferencial para idosos ou indivíduos com outras condições de saúde que aumentariam o risco de uma cirurgia aberta. A viabilidade do procedimento depende da anatomia do paciente, que precisa ter artérias de acesso adequadas e um segmento de aorta saudável para ancorar a prótese.
Leia também: O que é aneurisma na cabeça, quais os sintomas e tratamento
Não existe uma resposta única. A melhor opção é aquela que oferece maior segurança e eficácia para cada paciente. A decisão é sempre tomada pelo cirurgião vascular em conjunto com a pessoa, após uma avaliação detalhada.
A tabela abaixo resume as principais diferenças entre as duas técnicas:
Após a correção bem-sucedida de um aneurisma da aorta abdominal, a maioria das pessoas pode retornar a uma vida normal. A recuperação inicial varia conforme o procedimento realizado.
Independentemente da técnica, é fundamental manter o acompanhamento médico regular e adotar um estilo de vida saudável. Isso inclui controlar a pressão arterial, não fumar, ter uma dieta balanceada e praticar atividades físicas conforme a liberação do seu médico. Para pacientes que realizaram o EVAR, os exames de imagem periódicos são obrigatórios para garantir que a endoprótese continua funcionando corretamente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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