Saiba como o controle do diabetes é fundamental para preservar a saúde renal e evitar a progressão desta complicação séria.
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A rotina de quem convive com o diabetes é marcada por cuidados constantes: medir a glicemia, administrar medicamentos, planejar refeições. No entanto, em meio a essas tarefas diárias, o impacto da doença em órgãos vitais, como os rins, pode passar despercebido por anos, até que os primeiros sinais se manifestem.
Nefrologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A nefropatia diabética é uma complicação crônica que afeta os rins de pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Ela é caracterizada por um dano progressivo às unidades de filtração renal, conhecidas como glomérulos, devido aos níveis elevados e persistentes de glicose no sangue.
Esta complicação microvascular é bastante comum, afetando os filtros renais de até 95% dos pacientes cerca de dez anos após o diagnóstico de diabetes. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, pode levar à falência total da função dos rins, exigindo tratamentos como diálise ou transplante renal.
Para entender o dano, é útil pensar nos rins como sistemas de filtragem altamente sofisticados. O sangue passa constantemente por eles para que resíduos sejam removidos e substâncias úteis sejam mantidas no corpo.
Dentro de cada rim, existem milhões de pequenos filtros chamados glomérulos. Eles funcionam como peneiras microscópicas, separando as toxinas e o excesso de líquido do sangue, que serão eliminados na urina, enquanto retêm proteínas e outros componentes essenciais.
Níveis elevados de açúcar no sangue forçam os rins a trabalhar mais para filtrar o sangue. O excesso de glicose no sangue pode lesionar esses pequenos filtros, resultando na complicação crônica conhecida como nefropatia diabética. Com o tempo, essa sobrecarga danifica os glomérulos, fazendo com que o açúcar no sangue danifique os filtros dos rins, prejudicando sua função de filtrar resíduos e proteínas do corpo.
As estruturas dos filtros se tornam mais espessas e com cicatrizes, um processo chamado de esclerose glomerular. Assim, esses filtros danificados perdem sua capacidade de seleção. Eles começam a deixar escapar proteínas importantes na urina, como a albumina, e ao mesmo tempo perdem a eficiência em eliminar as toxinas do organismo.
Leia também: Veja quais são os sintomas da nefropatia diabética
A progressão da nefropatia diabética é lenta e geralmente dividida em estágios. Identificar a doença no início é fundamental para retardar sua evolução.
Um dos maiores desafios da nefropatia diabética é que ela não causa sintomas em seus estágios iniciais. Quando os sinais aparecem, a função renal geralmente já está comprometida. Fique atento a:
O diagnóstico precoce depende de exames de rotina que toda pessoa com diabetes deve realizar anualmente. O acompanhamento é feito por um médico endocrinologista em conjunto com um nefrologista.
Este é o principal exame de rastreio. A análise de uma amostra de urina permite medir a quantidade de albumina presente. A detecção de microalbuminúria é o marcador mais precoce da lesão renal pelo diabetes.
A creatinina é um resíduo metabólico filtrado pelos rins. Quando a função renal está diminuída, seus níveis no sangue aumentam. Com base na dosagem de creatinina, idade e sexo do paciente, o médico calcula a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), que estima o quão bem os rins estão funcionando.
Sim. Embora nem sempre seja possível evitar completamente, a adoção de medidas rigorosas pode retardar significativamente o início e a progressão da doença renal. A prevenção é a melhor estratégia.
As principais ações incluem:
O acompanhamento médico regular é indispensável. O especialista poderá ajustar o tratamento do diabetes e, se necessário, prescrever medicamentos que protegem os rins e ajudam a controlar a pressão arterial.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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